Os ritmos cerebrais (Yin & Yang)

As ondas do corpo e da mente
O cérebro humano é fermento de actividade electroquímica, e os impulsos que gera são pistas físicas para o trabalho das suas células no processamento sensorial e na memorização da informação. Os ritmos cerebrais registam-se sob a forma de traços de electroencefalogramas (EEG), que se reproduzem colando uma floresta de eléctrodos ao crânio.
Por meio do registo do EEG, descobriu-se que ocorrem no cérebro quatro tipos de ritmos eléctricos. A primeira destas ondas cerebrais a ser identificada foi o ritmo alfa, com frequência entre 9 e 12 ciclos por segundo, mas por vezes entre 8 e 13 ciclos por segundo. O ritmo alfa é geralmente associado com um estado de vigília descontraída. As pessoas sujeitas a pronunciado período de actividade alfa descrevem o seu estado mental como pacífico e por vezes mencionam uma sensação de flutuação. Quando o nosso cérebro está a produzir ritmos alfa, está receptivo, mas não estamos concentrados em qualquer pensamento ou actividade especial.
As ondas teta têm cerca de metade da frequência das alfas, entre 3,5 a 6,5 ciclos por segundo, e raramente constituem mais de 5% do total global das ondas cerebrais. As ondas teta registam-se mais quando a pessoa está sonolenta ou a sonhar. As ondas delta ainda mais lentas, com frequência de 0,5 a 3 ciclos por segundo, e registram-se quase só aos estádios mais profundos do sono. Quase toda a outra actividade eléctrica do cérebro se classifica como beta, e a frequência vai de 13 a cerca de 40 ciclos por segundo. Beta associa-se com o comportamento de alerta e actividade mental concentrada.
Como tantas vezes na ciência, as coisas nunca são claras e simples. Os padrões das ondas cerebrais são na realidade uma combinação de ritmicidade e irregularidade, e mudam tanto de momento para momento que é impossível dizer, com qualquer segurança, qual o padrão «normal» das ondas do cérebro. Apesar disso, as técnicas do biofeedback podem ajudar as pessoas a alcançar um estado desejado de actividade cerebral. A chave do biofeedback, que se aplicou com algum êxito no controle de outras funções corporais, como tensão arterial, tensão muscular, temperatura da pele, transpiração e pulsação cardíaca, é explicar ao sujeito em controle a função fisiológica que ele deseja controlar. Por um sistema de tentativa e erro, ele trabalha então para alcançar o estado mental ou físico que procura, podendo ver os resultados dos esforços despendidos. Concede-se o grau máximo do biofeedback a quem consiga alcançar o seu objectivo sem apoio de máquinas. Esta técnica deu resultados encorajadores para pessoas sofrendo de ansiedade, que têm poucas ondas cerebrais alfa.
O biofeedback das ondas cerebrais tornou-se um auxiliar popular de meditação. Embora possa não ser verdade que os peritos de Ioga e Zen tenham mais ondas lentas alfa nos seus ritmos cerebrais que o resto das pessoas, o domínio da arte da descontracção é um objectivo que vale a pena - com ou sem feedback - na confusão da vida moderna. Diz-se que o controle da mente pela meditação transcendental aumenta o número das ondas lentas alfa e teta dos padrões de ondas cerebrais. A pesquisa sobre os efeitos fisiológicos de tal meditação sugere que os eu resultado não é um estado alterado de consciência mas um estado mental semelhante ao sono, mas isto não diminui necessariamente a sua utilidade como arma eficaz contra o stress.
Como qualquer máquina, o corpo humano não é perfeito, e não ninguém que possa dizer com verdade nunca ter estado doente na sua vida. A prática da medicinaé, assim, tão velha como a humanidade, e um dos seus ramos mais antigos é a arte chinesa da acupunctura, surgida há pelo menos 5000 anos mas que só recentemente se popularizou no Ocidente. Toda a medicina oriental se baseia nas torres gémeas do Yin e do Yang. Estas não serão entidades tangíveis, mas tendências do movimento da energia - Yin é a tendência para a expansão, enquanto Yang é a tendência para a contracção. A teoria consiste em que todos os aspectos rítmicos da fisiologia humana ocorrem por causa do fluxo constante entre estes dois extremos, primeiro num sentido e depois no outro. Assim Yin e Yang ocorrem num estado de tensão e interacção dinâmicas, mas o resultado final é um estado de perfeita harmonia corporal.
Pensa-se que, no mundo vivo, as forças Yin-Yang, subjacentes a todos os aspectos da vida oriental, operam por meio de energia vibrante, ou chi, que permeia todas as criaturas. Quando o corpo humano está são, o ritmo pulsado por chi está em harmonia com as vibrações chi do ambiente. Dentro do corpo humano, a energia chi, dadora de vida, circula em sistemas específicos,os ching, ou meridianos. Há 12 meridianos regulares, abastecendo cada um dos órgãos particulares do corpo, e 6 «extraordinários». Pensa-se que a energia só flui através destes 6 canais de emergência quando os 12 normais não podem dominar o excesso de fluxo energético gerado pela doença ou distúrbio de qualquer órgão. Pontos estratégicos localizados ao longo de todos os meridianos, num total de cerca de 1000, constituem as válvulas de controle reguladoras do fluxo de energia e são os pontos do tratamento por acupunctura.
Anatomicamente, as linhas mais importantes do sistema nervoso correm ao longo dos meridianos.
A acupunctura tem um complexo sistema de leis, mas a mais evidente como ritmo biológico, diz que o chi circula o corpo 1 vez em 24 horas. Pensa-se que cada um dos 12 meridianos regulares -e, assim, os órgãos associados - têm um período de 2 horas de fluxo máximo de energia e um período de 2 horas de fluxo mínimo. Partindo deste conhecimento e de séculos de experiência acumulada de quando é provável os distúrbios de qualquer sistema corporal apresentarem os sintomas mais agudos, os médicos chineses estabeleceram tabelas, ainda hoje usadas, das alturas mais favoráveis de cada 24 horas para o tratamento da doença pela inserção de gulhas no ponto apropriado dum meridiano para se redistribuir o excesso de energia.
Junta-se a este relógio o conhecimento das propriedades Yin-Yang opostas dos vários órgãos. Na acupinctura, os órgãos são tratados aos pares, sendo cada membro de cada par um órgão Yang, oco, tal como o estômago, e o outro um órgão Yin, denso, cheio de sangue, como o baço. Assim, se se estimular o rim (Yin), resulta um melhoramento do intestino delgado (Yang). A melhor altura para o tratamento é à tardinha, porque é tempo Yin e, assim, coincide com órgão Yin estimulado. De acordo com a lei dos 5 elementos da acupunctura, os órgãos servidos pelos 12 meridianos formam 6 pares, e 5 dos pares são equivalentes aos elementos madeira, fogo, terra, metal e água. O sexto par são também órgãos «fogo». O tratamento baseia-se na interacção dos elementos - por exemplo, a água (rim) apaga o fogo (coração), de modo que o rim é acalmado quando se estimula o coração.
Não sendo já posta de lado como charlatanice, mas também não sendo proclamada panaceia para tudo, a prática, se não o fundamento teórico, da acupunctura está a ser aceite por muitos médicos ocidentais, principalmente para alívio de dores crónicas, asma e tratamento de doenças relacionadas com stress. Inserem-se algumas agulhas finas, que se torcem ou ligam a estimuladores eléctricos, em pontos localizados ao longo de meridianos especiais. A pesquisa mais recente, levada a cabo na China e no Ocidente, sugere que a acupunctura actua no alívio da dor porque estimula a glândula pituitária, na base do cérebro, a libertar endomorfinas, subtâncias químicas a´nalgésicas naturais semelhantes à morfina.
Yin & Yang
Yin & Yang são as 2 enrgias opostas encontradas em todas as coisas. São ao mesmo tempo antagónicas e complementares. Por exemplo, a noite é Yin e o dia é Yang. O acupuncturista visa restaurar a harmonia entre o Yin e o Yang do corpo.
Quando um budista zen medita, o corpo está relaxado mas a mente está alerta. O seu cérebro está a produzir ritmos alfa, beta e teta, e a sua pele mostra elevada resistência eléctrica. Sem o saber, está a praticar biofeedback, porque está a aprender alguma função do seu corpo ou mente e a controlar tal função. A pesquisa de muitas formas de meditação ajudou os terapeutas de biofeedback a correlacionar os vários estados de consciência com os 4 ritmos principais do cérebro: alfa, beta, teta e delta. Como resultado, pode aprender-se hoje a relaxar o corpo e a mente por se descobrir, com o auxílio dum terapeuta, como desenvolver os ritmos alfa e teta próprios.
Acupunctura
A arte da acupunctura é saber, em relação a uma doença, onde furar a pele com agulhas. Cada ponto de acupunctura relaciona-se com um equilíbrio específico de energia Yin e Yang, que é diagnosticado pela avaliação subtil das qualidades do pulso e da cor da língua e da pele.
Na acupunctura, a energia vital que activa os 12 órgãos do corpo é criada pelo respirar e comer.Passa de um órgão para o seguinte por canais chamados meridianos que, não sendo artérias nem nervos, parecem não ter localização na anatomia do corpo. Cada um dos 12 órgãos principais tem um meridiano associado, e cada meridiano está presente nos lados esquerdo e direito do corpo. desequilíbrios de Yin e Yang fazem com que flua energia de mais ou de menos, criando assim sintomas específicos duma doença. Escolhendo cuidadosamente os pontos apropriados entre cerca de 1000, o acupuncturista pode restaurar a harmonia do Yin e Yang do corpo.
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