Pedofilia: como proteger as crianças

Pedofilia: um mal MAIOR
Quando se fala deste assunto, automaticamente todos nos lembramos das inúmeras crianças que já foram vítimas deste flagelo. Vulgarmente crianças ou jovens desprotegidos, que, por um motivo ou por outro, acabaram por tornar-se vulneráveis aos impulsos de pessoas com estas patologias (doenças).
É indiscutível que as sequelas do abuso sexual a menores são devastadoras e se mantêm para toda a vida. Não estou a falar só do aspecto físico mas, sobretudo das marcas emocionais que estes jovens vão ter de carregar ao longo de toda a sua vida. Para tudo isso contribui o facto de estes abusos sexuais serem frequentemente longos e vividos no mais completo silêncio. Um silêncio marcado pelo sofrimento que, após a revelação, continua a existir já que a investigação é morosa e, frequentemente, inconclusiva.
Sinais de alerta
O diagnóstico destes abusos sexuais é difícil de ser efectuado, sobretudo quando não existem marcas fisicamente visíveis. Ainda assim, os médicos, psicólogos ou pedopsiquiatras possuem técnicas capazes de detectar situações deste género de uma forma indirecta.
Aos pais e educadores no geral importa estarem atentos ao aparecimento de feridas físicas, a nível genital ou anal. Este tipo de indício tem de ser imediatamente investigado por uma equipa médica. Além disso, quando uma criança começa a verbalizar um conhecimento real de práticas sexuais há que colocar a hipótese de as ter vivenciado.
Para além destes sinais, existem outros de foro emocional, que incluem o medo (que surge de forma inexplicável e repentinamente) de pessoas estranhas ou de alguém em particular; reacção fóbica à água ou ao momento do banho, comportamento este que não tem qualquer relação com uma experiência anterior traumática, como o perigo de afogamento.
Além disso, surge toda uma série de comportamentos/atitudes marcadas pela regressão, que inclui a adopção de comportamentos muito infantis e ansiosos (choro constante, tiques nervosos, voltar a chuchar no dedo, enurese (incontinência de urinas), entre outros.
Como actuar?
A identificação do agressor sexual é um passo essencial, mas muito difícil de concretizar. Esta pessoa pode tratar-se de alguém muito próxima, que a criança conhece bem e que a manipula ou a mantém sob ameaça. também podem ser pessoas com um poder extraordinário para a persuadir e chantagear, podendo até exercer represálias sobre ela.
Este tipo de cirscuntâncias faz com que o abuso sexual se perpetue no tempo, o que depois se irá traduzir em sequelas emocionais e físicas irreparáveis.
Porém, é certo que a maioria das crianças que sofrem de abusos sexuais normalmente não revelam a ninguém o seu problema. Por vezes são tão imaturas a nível cognitivo e afectivo que nem se apercebem da gravidade da situação, e passam a acreditar que a culpa é delas. Normalmente, são crianças inseguras e com baixa auto-estima, que não têm confiança nos outros e temem que a sua imagem saia danificada. Receiam ainda a separação dos irmãos e familiares ou a vingança do agressor. Tudo se complica ainda mais quando o abusador sexual é alguém que frequenta a casa, um amigo da família ou então o próprio pai.
As principais características de um pedófilo
Um pedófilo é uma pessoa que se angustia ou se preocupa intensamente com fantasias sexuais relacionadas com crianças, embora possa não haver relação sexual. Alguns pedófilos sentem atracção só por crianças, muitas vezes de um grupo de idades específico, enquanto outros se sentem atraídos tanto por crianças como por adultos.
Os pedófilos podem ser tanto mulheres como homens e as vítimas podem ser de ambos os sexos.
Segundo o DSM-IV Diagnostic and Statistical Manual Of Mental Disorders, uma espécie de "bíblia" utilizada por todos os que trabalham na área da saúde mental, o que define uma pessoa como pedófila são três factores fundamentais:
1- A pessoa possui intensa atracção sexual, fantasias sexuais ou outros comportamentos de carácter sexual por menores de 13 anos de idade ao longo de um período de, pelo menos, seis meses.
2- A pessoa decide realizar os seus desejos ou o seu comportamento é afectado por eles, e/ou tais desejos causam stresse ou dificuldades intra e/ou interpessoais.
3- A pessoa possui mais de 16 anos de idade e é pelo menos cinco anos mais velha do que a(s) criança(s) citadas no critério 1.(observação): Este critério não é válido para indivíduos no final da adolescência - entre 17 e 19 anos - envolvidos num relacionamento amoroso com um indivíduo com 12-13 anos de idade).
É importante acentuar que uma pessoa pode ser considerada clinicamente como pedófila apenas pela presença de fantasias ou desejos sexuais, desde que cumpra todos os três critérios descritos.
Existe tratamento para a pedofilia?
Têm sido desenvolvidas numerosas técnicas voltadas para o tratamento da pedofilia. Contudo, os técnicos consideram que a pedofilia é uma patologia altamente resistente à intervençaõ psicológica, e para isso contribui o facto de a taxa de casos muito bem-sucedidos de tratamento ser muito baixa.
Este tratamento pode ser solicitado de modo voluntário ou somente depois de uma detenção por delito e os consequentes processos legais. As técnicas utilizadas para o tratamento da pedofilia incluem um sistema de suporte de 12 passos, semelhante ao que se adopta em casos de dependências como o álcool ou as drogas. Paralelamente, o doente é medicado para diminuirem níveis de testosterona. A prisão, inclusive a longo prazo, não altera os desejos nem as fantasias dos pedófilos.
Os perigos da Internet
Também pode haver aliciamento de crianças na própria comunidade ou via Internet. A nível mais alargado, sabe-se da existência de redes internacionais de pedofilia e de prostituição infantil, que envolvem mais de 2 milhões de crianças, um número alarmante e revoltante, que exige uma actuação enérgica quer da sociedade quer das estruturas políticas. Também os pais têm de estar sempre muito atentos, já que estas redes sabem muito bem como actuar e a Net transformou-se no recurso privilegiado.
Por isso, denuncie às autoridades competentes todos os sites que contenham pornografia infantil ou outras práticas pedófilas.

3 comentários:

  1. Importantíssimo! Parabéns pelo texto.
    Abraços

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  2. PARABÉNS!ESTE TEXTO ME DEIXOU BEM MAIS ATUALIZADA!!

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  3. enfim fui vitima de pedofilia, só sei que ate hoje carrego este trauma na minha vida e não sai mas na minha vida. fui usado como instrumento sexual hoje não consigo viver feliz.

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