Agricultura Biológica

Agricultura Biológica: O respeito Pelo Equilíbrio Natural
Cada vez mais começa a ser banal encontrar-mos produtos provenientes da agricultura biológica nas prateleiras dos supermercados, principalmente nas grandes cidades. Mas, afinal o que é isso da agricultura biológica? Porque motivo é que há cada vez mais pessoas a consumirem este tipo de produtos? O que têm eles de especial para terem um valor superior aos provenientes da chamada agricultura convencional e por que regras se rege?
De acordo com uma directiva do Codex Alimentarius Commission elaborada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em 1999, "A Agricultura Biológica é um sistema de produção holístico, que promove e melhora a saúde do ecossistema agrícola, ao fomentar a biodiversidade, os ciclos biológicos e a actividade biológica do solo.
Privilegia o uso de boas práticas de gestão da exploração agrícola, em lugar do recurso a factores de produção externos, tendo em conta que os sistemas de produção devem ser adaptados às condições regionais. Isto é conseguido, sempre que possível, através do usos de métodos culturais, biológicos e mecãnicos em detrimento da utilização de materiais sintéticos".
Na agricultura biológica utilizam-se assim, apenas fertilizantes orgânicos, graças aos quais as espécies vegetais encontram o alimento necessário. Este modo de cultura evita totalmente o uso de pesticidas, substâncias destruidoras de parasitas e de predadores das culturas.
As principais vantagens da produção biológica prendem-se com o facto de não se usarem químicos nem transgénicos, ou seja, não se usam sementes modificadas, o que se usam são essencialmente produtos de origem natural.
A agricultura biológica é uma prática "amiga do ambiente", isto porque segue as leis da natureza.
Nota: Os produtos transgénicos são alimentos geneticamente transformados, isto é, produtos que receberam genes de outra espécie diferente da sua, como por exemplo tomates com genes de porco ou morangos com genes de peixe do Árctico. Com esta técnica, obtêm-se produtos mais resistentes ao frio, ao calor ou a outras agressões exernas. Ao consumirmos produtos transgénicos, podemos correr riscos para a nossa saúde, já que esses produtoscontêm genes que podem ser prejudiciais ao nosso organismo. A maior parte das culturas transgénicas estão em solo norte-americano. Na Europa, a legislação sobre a produção de culturas geneticamente modificadas é ainda muito restrita.
Tudo isto faz com que os alimentos tenham um sabor e um aroma muito diferentes dos alimentos da agricultura convencional, ou seja, são produtos muito mais saudáveis, saborosos, nutritivos e isentos de resíduos químicos tóxicos, porque as pessoas quando comem um morango, um tomate, ou outro produto qualquer da agricultura que usa químicos, não têm a noção do que é que estão a ingerir.
Na agricultura biológica isso não acontece, as pessoas sabem à partida o que é que estão a consumir, até porque os produtores são, geralmente, certificados e sujeitos a controlos de qualidade rigorosos, sendo que de acordo com o novo regulamento comunitário sobre a produção biológica, aprovado recentemente no Luxemburgo, pelos Ministros da Agricultura da União Europeia (UE), os produtos biológicos são obrigados a ter uma etiqueta da UE que os identifique cmo tal, mas só poderão ostentar um logótipo biológico se 95% dos seu ingredientes (no mínimo) forem biológicos.
Porém, uma das principais desvantagens deste tipo de agricultura, que faz com que os seus produtos não sejam tão competitivos em relação aos produtos provenientes da agricultura convencional é o seu preço, que é quase sempre mais elevado. De facto, estes produtos, actualmente, têm de ser, efectivamente, mais caros. A explicação para estes preços mais elevados prende-se sobretudo com a substituição dos adubos e pesticidas por mais mão-de-obra e com a baixa produtividade.
Por exemplo, um tomate ao ser criado sem herbicidas, exige muitas passagens manuais ao longo da sua produção, nomeadamente o arrancar de erva a erva, o que torna impossível fazer tomates biológicos ao preço dos convencionais. No entanto, existem produtos que pontualmente podem ficar mais baratos do que os da agricultura convencional, uma vez que uma das vantagens da agricultura biológica é o facto do preço dos seus produtos ser mais ou menos constante, enquanto que o preço dos produtos da agricultura convencional tem picos, ou estão muito caros, ou muito baratos, consoante a oferta. O tomate é um desses produtos que muitas vezes consegue ter um preço mais reduzido que os da agricultura convencional.
Na figura (em cima): Campos de cultivo de produtos biológicos em Portugal.
Apesar da desvantagem do preço, são cada vez mais as pessoas que consomem este tipo de produtos, uma vez que têm a noção de que os alimentos biológicos ou orgânicos são, de alguma maneira, mais saudáveis e nutritivos.
Os produtos biológicos possuem menos nitratos e mais vitamina C. Porém, se passarmos aos restantes nutrientes, nomeadamente as minerais, aos oligoelementos, à vitamina do complexo D, ao betacaroteno, entre outros, há vários estudos que apontam que as diferenças entre os dois tipos de produção não são significativas.
Seria importante a existência de um estudo comparativo, mais aprofundado, entre a agricultura biológica e a convencional em relação aos fitonutrientes.
Actualmente, tanto as frutas quanto os legumes têm outra categoria de substâncias que são importantíssimas em termos de saúde, que são os fitonutriente, que têm um elevado poder antioxidante, por exemplo, e nessa área ainda não há nenhum estudo comparativo entre a agricultura convencional e a biológica, que seria muito importante.
No entanto, decerto que as diferenças que porventura se viessem a encontrar seriam favoráveis à agricultura biológica, uma vez que os fitonutrientes são aqueles que dão a cor e o sabor aos alimentos, e como se sabe, os produtos de agricultura biológica são os que têm uma cor e um sabor mais fortes.
Em Portugal, como em muitos países da Europa e também nos Estados Unidos da América, tem-se assistido a um crescimento exponencial deste tipo de agricultura. De acordo com os dados fornecidos pela Direcção de Serviços das Fileiras Agro-Alimentares (DSFAA), no que diz respeito ao Modo de Produção Biológico, a área de produção vegetal em Portugal era, no final de 2006, de 269,374 hectares, sendo que o número de operadores certificados nesse ano era já de 1.696.
Na figura (em cima): Símbolo da Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (AGROBIO).
Portugal começou a dar os primeiros passos na agricultura biológica há cerca de 20 anos, mas o salto só aconteceu há dez, com o reforço das medidas agro-ambientais.
O número de agricultores biológicos quintuplicou entre 1994 e 2004. No campo da produção animal, as cabeças de gado triplicaram entre 2002 e 2004. Actualmente, Portugal já exporta cerca de 50% do azeite biológico que produz.
No entanto, não se devem confundir produtos biológicos com os de denominação de origem: os biológicos têm as mesmas regras em todo o mundo (o que, em termos de exportação, é uma garantia), enquanto que um estrangeiro não sabe, por exemplo, o que é uma Morcela de Aires ou uma Alheira de Mirandela (excelentes por acaso).

2 comentários:

  1. Oh Meu Deuuus, pra quem está a fazer um trabalho como é o meu caso este site é optimo. OBRIGADO!!! LoOl!!! xDDDDDDDDDDD!!!
    AdoroVOOOOooooooooooooooOS!!!

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