Câncer/cancro da próstata

O que é o cancro da próstata?
O cancro da próstata é o tumor mais comum entre os homens. este cancro desenvolve-se em geral muito lentamente e provoca distúrbios só tardiamente, quando se torna volumoso e faz uma pressão sobre a uretra, provocando incontinência e dificuldade de micção.
É raro que o cancro da próstata surja antes dos quarenta anos, e o risco aumenta com a idade.
Quais são as causas do cancro da próstata?
As causas deste cancro não são conhecidas. supõe-se no entanto que exista uma certa predisposição hereditária.
Terapia do cancro da próstata
Quando se deve consultar o médico?
Precisa consultar o médico quando a necessidade de urinar se torna demasiado frequente (polaciúria), em caso de dificuldade de micção ou de problemas de incontinência.
Outro sintomas que podem induzir-nos a consultar um especialista são dores abdominais, fadiga, falta de apetite, emagrecimento, dorsalgia (dores nas costas) e hematúria (sangue na urina).
O que faz o médico?
O médico vê o doente e palpa a próstata introduzindo um dedo no recto, para verificar se esta apresenta um volume ou uma consistência anómala.
Uma biopsia, com colheita de células da próstata por via endoscópica, permite identificar o tipo de afecção através de análises específicas de laboratório.
Uma colheita de sangue e uma radiografia do esqueleto e dos pulmões servem para identificar eventuais metástases. O resultado de todos estes testes permite decidir a terapia a seguir.
Qual é a terapia para o cancro da próstata?
Existem várias terapias para o cancro da próstata. A administração de estrogénios de síntese, as chamadas hormonas "feminizantes", produz frequentemente uma regressão do tumor.
Quando se torna necessária uma intervenção cirúrgica, isso comporta normalmente a remoção da próstata. A operação é seguida de um tratamento radioterápico ou com anticancerígenos.
Os tumores da próstata são quase sempre benignos e não se desenvolvem senão passados alguns anos. Em geral, é suficiente curar os sintomas, por exemplo com analgésicos.
O tratamento sintomático pode-se combinar perfeitamente com uma terapia à base de hormonas, de anticancerígenos ou com radioterapia.
Quando o paciente apresenta dificuldade de micção, o médico pode proceder à remoção da parte da próstata que faz pressão sobre a uretra (ressecção transuretral da próstata).

Qual é a evolução do cancro da próstata?
O cancro da próstata fica frequentemente silencioso por diversos anos para vir a ser descoberto durante uma anormal visita de controlo, antes que se manifeste qualquer sintoma.
Micções frequentes, dificuldade em esvaziar a bexiga, problemas de incontinência, são as primeiras manifestações da doença.
Outros sintomas podem incluir anemia, sensação de fadiga, perda de apetite e de peso.
O cancro da próstata pode produzir metástases noutros órgãos e às vezes não é diagnosticado antes destas metástases se formarem. Neste caso, as possibilidades de cura são muito reduzidas.
O cancro da próstata é no entanto uma forma tumoral bastante benigna.
O seu crescimento é lento e quando é diagnosticado precocemente as possibilidades de cura são elevadas.
O cancro da próstata é perigoso?
Todas as formas de cancro são perigosas e no entanto nunca se pode garantir a cura completa no fim da terapia.
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Cancro/Câncer da Mama

O que é o cancro/câncer da mama
O cancro da mama é um tumor maligno do seio que afecta principalmente as mulheres.
Os homens também podem ser afectados, mas trata-se de casos muito raros.
É um tumor que se torna mais frequente com a idade, atingindo as maiores possibilidades na casa dos 50 anos. As formas tardias têm um desenvolvimento menos rápido.
Sintomas:
--> nódulos na mama;
--> qualquer deformação da mama;
--> irregularidade da pele;
--> dores na mama;
-->chagas em volta o mamilo;
--> secreção do mamilo;
--> emagrecimento;
--> fadiga;
--> palidez.
Principais causas do cancro da mama
A causa directa ainda não é conhecida. O risco de ser afectado por cancro da mama aumenta com a idade e se outras pessoas da família já foram afectadas.
Para além disso, os riscos são maiores se uma mulher foi fértil durante muito tempo, isto é, se o tempo entre a primeira ovulação e a menopausa foi muito longo. A amamentação parece ter efeito preventivo.
O nível de estrogénio, a hormona feminina, provavelmente tem a sua importância na formação do cancro da mama. Vários factores ligados ao ambiente também podem exercer uma influência.

Tratamento do cancro da mama

Se o tumor for pequeno e não apresentar sinais de infiltração, pode ser extraído com uma operação que significa, em geral, que uma parte da mama, às vezes a mama inteira, seja extraída.
Tumores maiores que já se tenham infiltrado nos gânglios linfáticos em volta da mama, são extraídos junto com estes. Muitas vezes, completa-se a operação com uma radioterapia que destrói as últimas células cancerígenas.
Tumores graves que já atacaram outros órgãos (por exemplo a outra mama, o fígado, os ossos ou os pulmões) não podem ser completamente extraídos com uma operação. Neste caso, o tratamento prevê radioterapia, quimioterapia, e às vezes hormoterapia.
Ao mesmo tempo, ao paciente serão ministrados medicamentos analgésicos e tratamentos para a dor.
Quando é necessário consultar o médico?
Nos casos de nódulos na mama ou deformação da pele do seio. Para além disso, torna-se necessária uma consulta em caso de secreção de líquido, sangue ou pus pelo mamilo ou se à volta se formaram chagas. E, obviamente, se houver dor no seio.
O que faz o médico?
O médico examina o seio com palpação e os gânglios linfáticos das axilas e das cavidades debaixo da clavícula. Ausculta o coração e os pulmões.
Os exames complementares incluem uma mamografia, uma excisão citológica e às vezes uma termografia.
Tratando-se de um tumor, este e os gânglios linfáticos à sua volta são extraídos normalmente com uma operação. Depois da cirurgia é necessário um controle médico periódico.
O que fazer sem a ajuda do médico?
Controlar pessoalmente e com regularidade o seio, apalpando as mamas à frente de um espelho. O exame torna-se mais fácil durante o duche. Ensaboe-se bem e apalpe o seio de forma sistemática. É importante que este exame seja realizado regularmente, por exemplo após cada menstruação, para descobrir possíveis mudanças.
Se o tumor for revelado logo no início, maiores serão as possibilidades de cura.
Como evolui o cancro da mama?
O cancro da mama evolui normalmente a partir de um pequeno nódulo na mama que no início não dói. Aos poucos, o volume do tumor aumenta e este às vezes ataca os gânglios linfáticos vizinhos ou outros órgãos. Pode existir uma secreção de sangue ou de líquido pelo mamilo e dores no seio.
Outros sintomas mais comuns são o emagrecimento, fadiga e palidez.
Depois do tratamento e de uma operação, é possível, se for o caso, fazer uma reparação cirúrgica do seio com uma mamaplastia.
O cancro da mama é perigoso?
Actualmente, na maioria dos casos, o cancro da mama pode ser descoberto precocemente graças à autopalpação e à mamografia feita periodicamente.
Os melhores resultados obtidos com os modernos tratamentos avançados permitem sarar entre 60 a 70% das pessoas afectadas por cancro da mama.
Apesar disso, esta doença ainda hoje nos casos piores, pode levar à morte.
Como evitar o cancro da mama?
Não se pode evitar, mas se fizer um exame do seio com regularidade, será possível descobrir a doença precocemente e aumentar as suas possibilidades de cura.
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A Lenda do Urutau

Uma das mais belas lendas do folclore brasileiro é a do Urutau.
O Urutau é um pássaro solitário e de hábitos nocturnos que dificilmente se deixa ver.
Este pássaro habita na região norte e nordeste da Argentina, nas matas do Paraguai, no Norte do Uruguai e do Brasil, onde lhe são atribuídos vários nomes: Jurutaui na região amazónica; Ibijouguaçú entre os Tupis e Mãe-da-Lua entre os mineiros. Estas designações correspondem a diversas regiões linguísticas: à dos tupis e guaranis e à do idioma quichua.

Pousado na ponta de um galho seco, fitando a lua e estremecendo a calada da noite, emite um canto bruxuleante que mais parece um lamento humano. Tem uma cabeça chata, olhos grandes e muito vivos, a boca rasgada de tal forma que os seus ângulos alcançam a região posterior dos olhos. A sua cor parda em tons de canela com riscas transversais e escuras permite-lhe adaptar-se perfeitamente ao galho da árvore, passando completamente despercebida. Este seu disfarce associado a uma perfeita imobilidade protegem-na dos seus predadores e permitem-lhe caçar as suas presas (besouros e borboletas) com uma grande facilidade.

O seu grito é, provavelmente, o mais pavoroso de quantos se conhecem no mundo das aves.

Em forma de "hu-hu-hu", que se faz ouvir após o anoitecer, procura, a solidão mais espessa dos bosques, de onde faz desprender a sua voz cheia de lamentos. Para muitos, a sua voz é semelhante ao clamoroso lamento de uma mulher que termina com amortecidos "ais". O seu canto provoca, portanto, espanto e piedade aos que possam ouvi-lo e é também fantasmagórico. "Meu filho foi, foi, foi" - interpreta o povo.

A par da voz queixosa e plangente, uma quase invisibilidade, confere-lhe o carácter de um ente misterioso. Muitos não o tomam por uma verdadeira ave, mas sim por um ser fantástico, inacessível à mão e aos olhos humanos. Já outros, porém, não duvidam de sua existência, mas consideram-no como um ente enigmático e superior, dotado de muitas qualidades fora das leis naturais, entre elas, o preservar das seduções e a pureza das jovens moças.

Conta-se que antigamente, matavam para esse fim uma dessas aves e tirava-se a pele que era, posteriormente, seca ao sol. Esta servia para os pais sentarem as suas filhas, nos três primeiros dias a partir do início da puberdade. No términus desse tempo, as jovens saíam "curadas", isto é, invulneráveis às tentações das paixões desonestas que as pudessem atrair. As qualidades sobrenaturais deste pássaro destacam-se nas crendices populares. As penas e a pele do urutau são para muitas pessoas bastante milagrosas. Assim, se para muitos o Urutau é, muitas vezes, associado a maus presságios, para outros e, segundo a mitologia Tupi-Guarani, trata-se de uma ave benfeitora (abençoada).

Conta a lenda que Nheambiú, uma bela moça, filha do Tuxaua da nação Guarani, se apaixonou profundamente por um bravo guerreiro Tupi chamado Cuimbaé, que havia sido feito prisioneiro pelos Guaranis.

Nheambiú pediu aos seus pais que consentissem no seu casamento com Cuimbaé. Porém, esse e os posteriores pedidos foram terminantemente negados, com a alegação de que Cuimbaé era um Tupi, ou seja, um inimigo mortal dos Guaranis.

Não suportando mais o sofrimento, Nheambiú desapareceu da Taba, causando um enorme alvoroço.

O velho cacique mobilizou então todos os seus guerreiros para que procurassem, por todo o lado, a sua preciosa filha.

Após uma longa busca, a jovem foi encontrada no coração da floresta, paralisada e muda, como uma estátua de pedra. Ao vê-la, o pai sacudiu-a, mas ela não deu nenhum sinal de vida.

Então, o seu pai mandou chamar o feiticeiro da tribo, que a examinou dizendo o seguinte ao cacique: - Nheambiú perdeu a fala para sempre; só uma grande dor poderá fazer Nheambiú voltar ao que era.

Então começaram por informar a jovem índia de todas as notícias mais tristes possíveis: a morte do seu pai e a de todos os seus amigos.

No entanto, nada surtiu efeito. A jovem continuou inabalável e intacta.

Então o pajé da tribo aproximou-se e disse: - Cuimbaé acaba de ser morto.

Nesse mesmo instante, o corpo da jovem moça estremeceu todo e ela, soltando repetidos lamentos acabando por desaparecer da mata.

Todos os que ali se encontravam, cheios de dor, acabaram transformados em árvores secas, enquanto Nheambiú se transformou num Urutau ficando a voar, noite após noite, pelos galhos daquelas árvores amigas, chorando a perda do seu grande amor.

Dizem que foi dessa lenda que se originaram algumas superstições populares relativamente ao Urutau.

Uma dessas lendas, fala-nos de Jouma, um cacique dos Mocovies (Guaranis) que , surpreende a Marramac, nos braços de um estrangeiro e o mata com flechas. Porém, perde posteriormente a razão e transforma-se num Urutau.

Segundo uma outra versão, o Urutau é um menino, órfão de pai e mãe, que passa a vida muito triste, chorando a perda dos seus progenitores. Fita o Sol e a Lua e, quando os astros desaparecem, não faz mais do que lamentar-se.

Contava uma lenda também, que o urutau foi uma pessoa que não quis visitar o Menino Jesus, e por isso hoje chora arrependido de Novembro a Janeiro.

Outra lenda diz que "carta de amor escrita com pena de Urutau tem sempre resposta favorável".

Já outra diz que a pele dessa ave preserva as donzelas dos deslizes e as protege contra os alheios de intenções menos honestas.

Devido à sua existência misteriosa, o Urutau além das lendas era objecto de práticas supersticiosas. Os Guaranis acreditavam que partindo-se as asas e as pernas do pássaro durante a noite, no dia seguinte ele amanhecia perfeito. Segundo algumas crendices indígenas, esta ave nocturna revestia-se de atribuições que são inerentes ao Cupido. As penas do Urutau eram eficazes talismãs de amor. Assim sendo, aquele que conduzir uma de suas penas, atrai a simpatia e o desejo do outro sexo; que se consegue qualquer pretensão com a escrita com uma de suas penas. Acreditava-se ainda, que as suas penas e as suas cinzas eram remédios contra doenças.

Há também quem diga que, na Amazónia, há o costume de varrer o chão, sob o véu das noivas, com as penas da cauda do Jurutauí (designação pela qual o Urutau é conhecido nesta região), a fim de se garantir para as futuras esposas todas as virtudes do mundo.

Outra das crenças mais curiosas no poder sobrenatural do Urutau é a que faz referências àsua posição face ao ciclo solar. Quando o sol nasce o pássaro volta a sua cabeça para ele e acompanha-o no seu percurso. Quando o astro caminha para o Poente, começa então a entoar o canto dolorido "U - ru - tau". Conta-se também que, Couto de Magalhães elevou o Urutau à categoria dos deuses, reservando-lhe o segundo lugar da sua teogonia Tupi. Todas essas considerações, entretanto, levam-nos a classificar o Urutau como um pássaro feérico (mágico), que existe por direito próprio. O Urutau é um pássaro que pertence à Ordem dos Caprimulgiformes, família dos Nyctibiidae. No Brasil, ocorrem as seguintes espécies: Nyctibius grandis (Urutau, Mãe-da-Lua Gigante); Nyctibius griseus (Urutau) e Nyctibius aethereus (Mãe-da-Lua Parda).
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Talassoterapia

As virtudes da água do mar
Do grego "thalasso" (mar) e "therapia" (cura), tal como o nome indica, esta terapia recorre às propriedades curativas da água do mar com fins terapêuticos, nomeadamente, relaxamento, drenagem linfática e eliminação de toxinas. Além disso, ajuda a repor energia no organismo, lutando contra a fadiga física e mental, graças ao magnésio marinho.
Um banho com água do mar à temperatura corporal proporciona nutrientes preciosos, que, ao serem idênticos aos elementos encontrados no nosso plasma sanguíneo, são absorvidos pelo corpo quase por osmose.
Bastam 15 minutos de imersão na água salgada para favorecer a tranferência de iões para a pele, o que facilita a libertação de toxinas, gordura e outras impurezas.
A talassoterapia é cada vez mais procurada pelos utentes do turismo de saúde e por um leque de idades cada vez mais alargado, desde os mais jovens aos mais velhos.
A água do mar, rica em sais minerais e oligoelementos como o iodo, é um aliado fortíssimo da saúde e da nossa pele. Aproveite, desde já, todos os seus benefícios.
Na água salgada, o nosso peso é dez vezes inferior, pelo que o coração trabalha com menos esforço. Por isso, qualquer exercício realiado no mar é mais relaxante e confortável. O simples facto de boiar tem inúmeros efeitos psicológicos: os músculos relaxam-se, as secreções hormonais modificam-se, as ondas cerebrais tornam-se mais lentas e o sistema do ouvido mantém-se em repouso.
Gregos, chineses, egípcios e romanos já conheciam na Antiguidade os poderes do mar, tanto com fins estéticos como de bem-estar. Hipócrates, o "pai da Medicina" recomendava água marinha quente em forma de banhos e cataplasmas para tratar diversas doenças.
Mas apesar de aconselhados por muitos médicos nos finais do século XIX, os banhos de mar estavam praticamente reservados à aristocracia. Só na altura da Primeira Guerra Mundial se modifica radicalmente este panorama, passando de terapêutica elitista a uma dirigida às massas. As praias começam a ser verdadeiramente apreciadas como local de cura, descanso e relaxamento.
Mas que segredos e tesouros guarda esta água plena de princípios activos?
Os benefícios das algas
A flora e a fauna marinhas possuem um grande potencial farmacológico e cosmético. As algas concentram todos os benefícios do mar e são ricas em proteínas, vitaminas e minerais indispensáveis à epiderme. Algumas têm propriedades calmantes, suavizantes, cicatrizantes e antioxidantes. Quando em contacto com a pele, reforçam a sua camada hidrolipídica e mantêm a hidratação. Ingeridas, reduzem os níveis de colesterol no sangue e ajudam a prevenir a hipertensão. Diversas variedades de algas contêm mesmo anticoagulantes sanguíneos similares à heparina, o anticoagulante natural do sangue.
O efeito desintoxicante dos minerais
Remineralizante, revitalizante, anti-infecciosa, anti-stresse e analgésica, a água do mar é um remédio milagroso que ajuda a prevenir e a tratar diversas patologias, nomeadamente as invernais. Fonte infinita de ferro, magnésio, sódio, cálcio, zinco, cobre, entre outros, ajuda a combater carências, estimula as defesas do organismo, bem como a microcirculação cutânea e a tonicidade da epiderme. Destaque para o iodo, presente em muitos produtos cosméticos drenantes, que tem um papel importante no metabolismo das gorduras com as suas propriedades desintoxicantes e adelgaçantes.
O efeito esfoliante do sal
Já certamente reparou que depois de banhos de mar, se se deixar secar sem se limpar, se forma sobre a pele uma camada de sal, verdadeiro concentrado de minerais purificantes e remineralizantes. Mais grossos ou mais finos, os grãos de sal estimulam a epiderme, dinamizam a microcirculação e favorecem o rejuvenescimento celular. Inspirados nos tratamentos de spa, os cosméticos com sal marinho ajudam a eliminar as células mortas que se formam sobre a pele.
O que pode fazer
--> Caminhe com os pés descalços. Este gesto proporciona às plantas dos pés uma massagem relaxante natural.
--> Mergulhe os pés na água do mar. A sensação de frio rovoca uma constrição das veias que estimulam a circulação de retorno.
--> Para lutar contra a celulite e melhorar a circulação sanguínea, caminhe dentro de água (que deve dar pelo meio da perna) pelo menos um quarto de hora, diariamente.
--> Nadar é um dos desportos mais completos. Entre os seus múltiplos benefícios está a melhoria da capacidade respiratória, o que pressupõe uma melhor oxigenação e um aumento dos glóbulos vermelhos no sangue na ordem dos 10%.
Os poderes da brisa marítima
Os ares da praias foram desde sempre recomendados para combater a fadiga e coadjuvar na convalescênça de doenças. O clima marítimo é muito saudável e puro.
Um passeio à beira-mar oferece uma quantidade enorme de oxigénio, que ajuda a limpar os pulmões, e os salpicos das ondas estão carregados de iões negativos que afastam o stresse. Com a poluição das cidades, estes iões são substituídos pelos positivos, que por sua vez carregam o ar de electricidade nefasta para o sistema nervoso. O ozono contido na brisa marinha possui uma acção antibiótica natural.
Especialistas asseguram que o clima atlântico é tónico pela sua riqueza em oligoelementos, particularmente em iodo; já o mediterrânico é sedativo, sendo por isso aconselhável para tratar doenças como o reumatismo ou dores articulares e musculares.

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Superstições: amuletos e talismãs

Superstições: o que são?
O que são afinal superstições?
São várias as pessoas que não gostam de superstições, mas são, igualmente, muitas outras, talvez até mais, as que acreditam em superstições.
Superstição é uma espécie de crença no poder mágico de certas coisas ou factos, mas sem qualquer fundamentação científica. Por exemplo: muita gente não é capaz de passar por baixo de uma escada, pois julga que isso dá azar. Porém, não existe nenhuma lógica para provar isso!
A sexta-feira 13, por exemplo, é uma das superstições mais difundidas, pois há quem acredite que se trata de um dia agourento. Essa crendice é mais popular entre os cristãos. A razão disso é o facto de Jesus Cristo haver sido crucificado numa sexta-feira e de que, na última ceia, havia treze pessoas à mesa.
Deve-se aceitar essa superstição?
Em 1936 uma firma de seguros publicou a relação dos acidentes ocorridos nos últimos cinco anos, na Inglaterra. Pois bem: o dia em que ocorreram menos desastres havia sido a tão caluniada sexta-feira! E o domingo, tão respeitado, fora o dia em que tinha havido mais acidentes!
Outra estatística foi feita pelo jornal norte-americano Norfolk Behavior: Colombo partiu para a sua famosa expedição numa sexta-feira, dia 21 de agosto de 1492. No dia 12 de outubro desse ano, uma sexta-feira, avistou terra pela primeira vez.
Em 14 de março de 1493, sexta-feira, chegou a Palos levando a boa nova.
No dia 23 de novembro de 1493, sexta-feira, chegou a Hispaniola, realizando a sua segunda viagem. E foi também numa sexta-feira, em 13 de junho de 1494, que ele desvendava o Novo Mundo.
Quer dizer: a sexta-feira não é tão azarada assim, não é mesmo?
Em Portugal, mais propriamente na capital, Lisboa, o 13 de Junho é feriado e festejam-se as festas da cidade, no dia dedicado a santo António. Será que os lisboetas deixarão de festejar as tão afamadas festas da cidade caso o dia 13 corresponda a uma sexta-feira? É evidente que não. Festa é festa e as superstições, neste caso, parecem não existir mesmo.
Existem tantas superstições por esse mundo fora que certas pessoas chegam mesmo a irritar-se com essa situação. dizem elas: como é possível aceitar essas crendices numa era científica como a nossa?
No ano de 1932, alguns ingleses que pensavam assim resolveram fundar, em Londres, um clube com a única finalidade de chatear os supersticiosos. Ou seja, faziam tudo o que a crendice popular diz que "dá azar", só para demonstrar que isso não passa de um perfeito disparate.
O dia das reuniões, por exemplo, era às sextas-feiras, dia da semana que muitos acham de mau agouro. Davam banquetes nesse dia e sempre com treze sócios à mesa. Não havia porta-chapéus. Assim, todos eram obrigados a deixar os seus chapéus sobre a cama - o que dá um tremendo azar, segundo os supersticiosos.
Entornavam sal na mesa, punham as facas em cruz, e por aí fora.
Sempre que o calendário anunciava uma sexta-feira e um dia 13, organizavam excursões para esse dia...
Quando o clube foi inaugurado, os jornais publicaram a foto de treze risonhos senhores ao redor de uma mesa, alguns empunhando guarda-chuvas... abertos, o que, segundo os supersticiosos, é um verdadeiro perigo!
Porém, existem muitas pessoas que levam bastante a sério isto das superstições e durante as 24 do dia levam essas questões muito a peito. Ora vejamos alguns exemplos de crendices populares para com o intuito de atrair a boa sorte:
1) Deitar com a cabeça em direcção ao Norte para não ser enganado; deitar com a cabeça para o Sul para ficar rico, pois o ouro e as pedras preciosas vêm do Sul; deitar com a cabeça para o Leste para ficar sábio, pois a luz vem do Oriente; e, finalmente, deitar com a cabeça para o Oeste para trazer viagens bem sucedidas: Colombo, Magalhães e outros descobridores partiram na direcção do Ocidente...
2) Na hora de acordar, abrir primeiro o olho direito, que é o símbolo do trabalho: isso trará êxito nos negócios. E se quiser ver tudo com clareza e não ser enganado por ninguém, abra os dois olhos ao mesmo tempo, ao despertar.
3) Se você colocou as suas meias do avesso, não se preocupe: isso é sinal de que vai receber boas notícias.
4) Se você comer ovos pela manhã, não se esqueça de quebrar a casca com uma colher. Assim, não lhe faltará dinheiro.
5) Se sentir um zumbido na orelha esquerda, isso significa que estão a falar bem de si; na direita, que você está sendo caluniado.
6) Ao levantar da cama - e ao sair de casa - procure dar o primeiro passo com o pé direito. Entrar num lugar com o pé direito dar-lhe-á o dom de atrair a boa sorte e a felicidade.
Também muitas pessoas, com a intenção de afastar o mal e atrair a boa sorte, usam no seu dia-a-dia amuletos e talismãs.
O amuleto é um objecto usado como protecção mágica, para afastar as influências más. O uso do amuleto vem desde que o mundo é mundo, sendo conhecido em muitas civilizações.
Os antigos egípcios usavam inúmeros amuletos; os hebreus também, e neles costumavam guardar textos sagrados. Os cristãos do século IV usavam amuletos em que ocultavam versos bíblicos. Os materiais utilizados em amuletos podem ser muito diversos: desde dentes de animais até pedras preciosas. Às vezes ostentam gravações de símbolos, como a roda do deus-sol.
Mas, se o amuleto defende o seu possuidor, o talismã vai um pouco mais longe. Segundo a tradição, o talismã dá ao seu possuidor um poder mágico activo, que favorece a realização de inúmeros desejos. Eram talismãs: o lendário anel ou selo de Salomão; acreditava-se que este anel tinha o poder de dominar anjos, gigantes e demónios e, também, a lâmpada de Aladino.
Aladino, o tal da lâmpada maravilhosa, trata-se de um dos mais populares heróis das famosas Mil e Uma Noites, colecção de contos e lendas da literatura árabe.
A história é mais ou menos assim: Aladino entra na posse de uma lâmpada mágica que, ao ser esfregada, liberta um poderoso génio, que cumprirá todas as ordens do seu possuidor. Aladino usa, então, a lâmpada para satisfazer todas as suas necessidades e as de sua mãe.
Um dia, Aladino vê passar a bela filha do sultão e apoixona-se. Mas o pai da jovem faz exigências descabidas para dar a mão da princesa aos seus pretendentes. Por exemplo: construir, de um dia para o outro, um palácio com 24 janelas feitas de pedras preciosas. Com a ajuda da lâmpada maravilhosa, Aladino realiza todas as proezas e conquista a sua amada princesa.
Deste conto surgiu a expressão: "lâmpada de Aladino", significando um método para satisfazer todos os desejos.
O uso de um pata de coelho. Muita gente acredita que usar um pata de coelho dá sorte. como esse animal se multiplica rapidamente, virou um símbolo de poder e fertilidade. Além disso, o homem primitivo via na terra a fonte da vida. E a parte mais sagrada do corpo era aquela que ficava em contacto com a terra. Por isso, os pés e as pegadas tinham significado místico. Uma coisa puxa a outra, e isso talvez explique por que o pé do animal mais fértil acabou tendo fama de trazer boa sorte.
Os antigos negros do Sul dos Estados Unidos da América consideravam o coelho uma espécie de bicho sobrenatural, o mais esperto de todos. Muitos acreditam tanto no poder mágico do pé de coelho que chegam a usá-lo até como amuleto contra doenças em geral.
Também o uso de uma ferradura parece ter um poder mágico. Segundo a tradição popular isso deve-se a três causas: o seu formato, a sua ligação com o cavalo e o facto de ser feita de ferro.
O formato da ferradura lembra o da lua crescente, e esta é venerada em muitas regiões. Por sua vez, o cavalo é considerado como uma defesa forte contra o mau-olhado, especialmente na Arábia, Espanha e Alemanha. E quanto ao ferro que compõe a ferradura, é crença antiga que ele tem a virtude de repelir as bruxas, os duendes e os maus espíritos.
Mas, a lista de amuletos, ou seja de objectos usados para afastar o mal, é quase interminável. Eis mais alguns exemplos: cabeças e dentes de alho, amêndoas, âncoras, chifres de carneiro, galhos de arruda, víboras, caroços de tãmara, castanhas, cebolas, chaves, garrafas, cavalos-marinhos, dentes de javali, lagartixas, nós, vassouras, sapos, tesouras e mil e um coisas estranhas!
Os hindus usam um tradicional amuleto: pequenas esferas em colares, contendo milhares de elefantes pequeniníssimos esculpidos em marfim!
Outro amuleto curioso é usado no Japão: a estatueta de um gato sentado estendendo a pata direita para a frente. Chama-se maneki neko, isto é, "o gato que convida".
Na América Latina acredita-se que os dentes de jacará protegem a dentição da criança.
Depois de tudo isto, afinal não se pode culpar que muitas pessoas tenham a cisma por muitos objectos que crêem trazer-lhes boa sorte e afastar o mal.
Superstições? Afinal quem as não tem? Você? Será que não?
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