O Coração: como funciona; principais doenças cardíacas.

O Coração
O coração é um órgão cuja função é de importância vital para garantir a circulação do sangue no organismo. Bombeia com movimentos ritmados mantendo irrigados todos os outros órgãos. Isto ocorre com um circuito duplo simultâneo: o primeiro circuito passa através dos pulmões onde o sangue solta o gás carbónico e recebe o oxigénio do ar através dos alvéolos pulmonares. O segundo atinge todos os órgãos alimentados a partir da mesma artéria principal, a aorta.

Como é formado o coração? O coração é um órgão oco, muscular, do tamanho de um punho, situado na cavidade torácica entre os dois pulmões, protegido pelo esterno. A massa do coração encontra-se no centro do tórax e somente o seu ápice é direccionado para a esquerda. É forrado por duas membranas que facilitam o seu movimento: uma mais interna, o endocárdio, e o pericárdio. O coração é constituído por duas partes principais, direita e esquerda, as quais, por sua vez, constam de duas cavidades: aurículas e ventrículos.

As aurículas:
As aurículas recebem o sangue das veias. As veias pulmonares levam à aurícula esquerda o sangue que foi oxigenado pelos pulmões; as veias cavas, inferiores e superiores, levam para a aurícula direita o sangue cheio de impurezas.
Os ventrículos:
Os ventrículos, cavidades internas inseridas nos fortes músculos do miocárdio, ao contraírem-se bombeiam o sangue do coração para as artérias. O esquerdo alimenta a aorta que envia o sangue a todos os órgãos; o direito alimenta a artéria pulmonar que envia o sangue aos pulmões.
Nota: na figura em cima pode-se observar a secção das válvulas. Estas garantem o fluxo do sangue numa única direcção: da aurícula para o ventrículo e do ventrículo para a aorta e para a artéria pulmonar e não ao contrário.
As válvulas: Entre aurícula e ventrículo de cada uma das duas partes do coração há uma válvula que, no momento da contracção dos ventrículos, age como mecanismo de não retorno impedindo o refluxo do sangue. Outras duas válvulas com a mesma função situam-se entre os ventrículos e as artérias que saem do coração. Resumindo: a parte direita do coração recebe e torna a enviar o sangue venoso, cheio de gás carbónico e sem oxigénio. A parte esquerda do coração recebe e bombeia nos vasos sanguíneos o sangue arterial enriquecido com oxigénio e purificado do excesso de gás carbónico. As cavidades do coração são forradas por urna membrana fina: o endocárdio. A estrutura do coração pode ser resumida da seguinte maneira: - três camadas: pericárdio, músculo cardíaco ou miocárdio, endocárdio; - duas partes separadas: direita e esquerda; - quatro cavidades: duas aurículas e dois ventrículos.
A irrigação do coração:
A parte funcional do coração é um músculo que, corno todos os músculos, necessita de receber oxigénio e substâncias nutritivas. Esta função cabe às artérias coronárias que partem da aorta logo acima da válvula aórtica onde sai o ventrículo esquerdo. Há duas artérias coronárias principais, direita e esquerda, que através de diversas ramificações distribuem o sangue em todo o miocárdio. Qualquer problema nas coronárias provoca urna afecção do miocárdio: angina do peito ou enfarte.
Nota: O coração é abastecido de oxigénio e substâncias nutritivas através das artérias coronárias que saem da aorta e ramificam-se em vasos sanguíneos cada vez mais pquenos.
Como funciona o coração?
O coração é o único músculo estriado do organismo cujo funcionamento é independente da vontade. O coração possui um sistema autónomo de regulação e o sistema nervoso age somente no sentido de adaptar o seu funcionamento às necessidades dos órgãos periféricos. O mecanismo essencial de funcionamento do coração, isto é a contracção das fibras musculares do miocárdio, é accionado por impulsos eléctricos que têm a sua origem no próprio coração. Em condições normais os impulsos nascem no nó de fibras nervosas (cujo nome é nó sino-atrial) que se encontra na aurícula direita. O impulso desce pela parede entre os dois ventrículos antes de irradiar-se ao conjunto do miocárdio. Ao continuar do impulso as fibras musculares contraem-se. Desta maneira, o movimento de contracção das aurículas leva o sangue para os ventrículos os quais, por sua vez, bombeiam o sangue nas artérias. O nó sino-atrial regula a frequência da pulsação cardíaca, mas também pode ser influenciado pelas informações transmitidas pelo sistema neurovegetativo. O ritmo das pulsações, de consequência, acelera ou reduz-se. O mau funcionamento do nó sino-atrial ou dos feixes de nervos que dali saem cria perturbações no ritmo cardíaco, sendo a arritmia a mais comum. O electrocardiograma regista os impulsos eléctricos e a sua progressão no miocárdio.
A regulação cardíaca:
O coração trabalha sem parar. A cada pulsação, de 60 a 80 por minuto, bombeia em torno de 70 ml de sangue. É fácil controlar a frequência das pulsações sentindo a artéria radial, no pulso, ou a artéria carótida, no pescoço. Ao fazer exercício físico, ou ao submeter os músculos a esforço, a necessidade de oxigénio aumenta e o coração acelera o ritmo das contracções. A frequência máxima das pulsações diminui com a idade: são 220 por minuto ao nascer, mas baixam progressivamente até às 150 aos 60 anos de idade: este facto limita a capacidade do organismo de adaptar-se ao esforço. Contudo, uma frequência demasiado elevada, como no caso da taquicardia, não é útil pois os ventrículos não tendo tempo suficiente para se encherem, trabalham inutilmente.
O coração e o desporto:
Como todos os outros músculos, o miocárdio torna-se mais possante e suporta melhor o esforço ao se praticar desportos. Com o exercício físico a frequência cardíaca diminui mas maiores são as possibilidades de aumentá-la se for necessário. O aumento do volume do coração no desportista pode ser visto com uma radiografia do tórax. Para ser eficaz o treino deve ser regular, sem longas interrupções e, sobretudo, não deve superar o limites de resistência do coração. Um exercício físico que empenhe 80% da frequência máxima é o mais proveitoso e o menos arriscado.
A circulação sanguínea:
A circulação sanguínea subdivide-se em duas partes: pequena e grande circulação. A pequena circulação está localizada dentro do tórax e é formada pelo conjunto das artérias, dos capilares e das veias entre o coração e os pulmões. Do ventrículo direito o sangue passa para a artéria pulmonar que se bifurca em dois ramos, um para cada pulmão. Daqui o sangue irradia-se na rede capilar que forra os alvéolos do pulmão e volta ao coração através das veias do pulmão que alimentam a aurícula esquerda. A grande circulação distribui o sangue em todo o organismo. A partir do ventrículo esquerdo a aorta - a artéria principal do corpo - irradia-se em direcção da cabeça, dos membros superiores, dos órgãos abdominais e dos membros inferiores. Após ter alimentados os vários órgãos o sangue volta ao ventrículo direito através das veias cavas, superior e inferior. Muitos são os factores que regulam a circulação. Em primeiro lugar os cardíacos: a frequência das pulsações e a força das contracções do músculo cardíaco. O sistema neurovegetativo exerce um controlo duplo sobre estes factores: alguns nervos que nascem no bulbo e seguem o percurso do nervo vago têm um efeito moderador, isto é, diminuem a frequência e a força cardíacas. Ao contrário, outros nervos que nascem na medula espinal têm um efeito acelerador no coração. Uma emoção forte ou situações que estimulam os centros moderadores podem ser suficientes a provocar uma parada do coração (síncope) de tipo vaso vagal (do nome do nervo vago ou pneumogástrico). O efeito moderador prevalece sobre o acelerador e, se os dois nervos forem seccionados ou anestesiados, há uma aceleração imediata da frequência cardíaca. Outros factores estão ligados às artérias: à sua elasticidade ou rigidez, à sua possibilidade de contrair-se ou dilatar-se sob a influência do sistema neurovegetativo em presença ou ausência de obstáculos tais como as placas da esclerose arterial. Enfim há os factores ligados ao volume do sangue em circulação. Quantidade que, conforme a pessoa, pode ser excessiva ou insuficiente para o seu retículo vascular. Através a medida da tensão arterial e do fluxo vascular ou cardíaco o médico pode verificar o funcionamento da circulação.
As principais doenças cardíacas
As doenças cardiovasculares podem ser assim divididas: - as malformações congénitas: entre elas as insuficiências das válvulas ou a junção anómala dos grande vasos são as mais graves. Algumas são benignas e necessitam somente de uma monitorização atenta; outras podem levar à morte e devem ser operadas com a maior urgência; - as anomalias adquiridas das válvulas, entre elas as temíveis complicações do reumatismo poliarticular agudo; - as anomalias da irrigação sanguínea do coração através das artérias coronárias: estas anomalias são responsáveis pela angina do peito e pelo enfarte do miocárdio; - as perturbações do ritmo cardíaco devido ao funcionamento anormal dos impulsos eléctricos ou a complicações de outras doenças cardíacas; - as insuficiências cardíacas, quando uma ou ambas as partes do coração não possuem a força suficiente a garantir uma circulação normal; - o aumento ou a diminuição da tensão arterial cujas causas são as mais diversas; - as infecções ou inflamações da parede interna, o endocárdio, ou da parede externa, o pericárdio; - as alterações do músculo cardíaco não provoca das por defeito de irrigação como, por exemplo, as miocardiopatias.
Os principais exames cardíacos:
As doenças cardíacas podem provocar uma grande variedade de sintomas muitos diferentes que ajudam o médico a formular o diagnóstico. Entre as afecções mais frequentes do coração encontram-se os sopros, as dores no tórax, as alterações do pulso e da pulsação, as palpitações. Outros sintomas são a cianose (cor azulada dos lábios, das orelhas e das unhas), os edemas (retenção de líquido nos tecidos subcutâneos dos membros inferiores), a dilatação das veias superficiais, principalmente as do pescoço e do fígado. Todos estes sintomas são detectados com o exame clínico geral realizado pelo médico. Outros elementos úteis para o diagnóstico são os seguintes: - o controlo do pulso: na medicina ocidental é usado para verificar o ritmo e a frequência do batimento cardíaco e as condições das artérias nas extremidades dos membros. Na medicina oriental e na acupunctura o pulso dá informações sobre o funcionamento dos vários órgãos; - a medição da tensão arterial com os seus dois componentes: tensão sistolar, ou máxima, que corresponde à fase de contracção do coração; tensão diastólica, ou mínima, que corresponde à fase de descontracção. A máxima normal situa-se entre 100 e 150 mm de mercúrio, enquanto que a mínima situa-se entre 60 e 100. A diferença entre os dois valores indica também a força das pulsações cardíacas; - a auscultação com estetoscópio: foi um dos grandes avanços da medicina no século XIX. Dependendo de onde o estetoscópio for apoiado podem ser captados os sinais sonoros do funcionamento das várias partes do coração. Desta maneira auscultam-se as contracções das aurículas e dos ventrículos, o abrir-se o e fechar-se das válvulas e o trânsito do sangue de uma cavidade para a outra.
Os exames complementares:
São necessários quando o exame clínico não basta e para confirmar o diagnóstico. Electrocardiograma (ECG): é o exame mais comum e regista a actividade eléctrica do coração e detecta as suas anomalias e as causas. Radiografia e radioscopia: permitem estudar a forma do coração e visualizar as pulsações e a sua amplitude, facto difícil de se estabelecer com outros meios. Fonocardiograma: é o registo gráfico em papel dos sinais sonoros cardíacos amplificado por equipamentos muito sensíveis e combinado com uma gravação eléctrica. Cateterização cardíaca: actualmente é um exame muito usado e é indispensável para o diagnóstico da angina do peito mas também para avaliar as possibilidades de operação. Introduz-se uma sonda na artéria do fémur: a sonda sobe até o coração sob controlo radiológico constante para ser guiada, em seguida conforme a necessidade, em direcção das artérias coronárias ou das cavidades cardíacas. Outros exames utilizados normalmente são o registo contínuo, durante 24 horas, do electrocardiograma ou da tensão arterial (Holter), a telerradiografia do coração, a ultra-sonografia cardíaca, a cintilografia. Os exames de laboratório também fornecem informações úteis: no do sangue são doseados os elementos presentes em quantidades mínimas tais como as enzimas das células cardíacas.

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Dietas: como resistir às recaídas

DIETAS: como vencer os problemas
Não se deixe abater por retrocessos temporários; eles podem ser ultrapassados. Eis como a maior parte das pessoas que fazem dieta alteram os seus hábitos alimentares e o seu estilo de vida com sucesso durante algum tempo. Depois surgem os problemas. Por exemplo, imagine que perdeu 10 kg ao longo de seis meses, mas surgiu-lhe uma crise. A sua mãe foi submetida a uma operação e você teve de conjugar o emprego, o tempo para os filhos e as viagens para o hospital. Preocupado com todos menos consigo mesmo, você, depressa readquiriu 4,5 kg.
Por exemplo: imagine também que você estava a cumprir a sua dieta até que a sua família mudou de cidade. Sentiu-se completamente desorientado. Com a mudança radical da rotina, deixou de fazer as caminhadas matinais e começou a comer de mais para compensar a ansiedade, a solidão e o cansaço. Recuperou cerca de 4 kg.
Estas recaídas são frequentes e podem ser atribuídas a emoções negativas - ansiedade, solidão, tristeza, frustração, conflitos de relacionamento, pressões sociais e doenças; ou serem atribuídas a estados emocionais positivos, normalmente associadas a épocas de felicidade. Muitas pessoas que perdem peso retrocedem e nunca recuperam, em grande parte porque têm pensamentos negativos respeitantes à recaída. A reacção ao retrocesso, mais do que o retrocesso propriamente dito, determina o sucesso de uma dieta a longo prazo.
Por exemplo: «Estraguei tudo» quando interrompi a dieta. Sentia-me tão mal que continuei a comer desregradamente. Porém pode ter também uma reacção diferente: «Recuperei quatro quilos e meio, mas vou já retomar os meus bons hábitos.»
Fazer uma patuscada ou deixar de praticar o programa de exercícios durante uma semana não significa que se tenha falhado. Isso acontece quando se diz: «Para quê fazer dieta? Vou ser sempre gordo, não vale a pena continuar a tentar.» O sucesso está em admitir: «Hoje não me portei bem, mas na semana passada fiz tudo como deve ser e vou continuar a partir de agora.» Os retrocessos temporários são inevitáveis. Aprender a lidar com eles é a chave de um sucesso a longo prazo no controle do peso.
Eis algumas estratégias que lhe poderão ser bastante úteis:
1. Enfrente os factos.
As pessoas muitas vezes recuperam o peso por fazerem de avestruzes, enfiando a cabeça debaixo da terra. Em vez de reconhecerem um problema, fingem pensar que ele se há-de resolver por si. É o que acontece quando se diz «Só recuperei dois quilos» ou «Só não fiz exercício duas vezes esta semana». Reconheça a importância dos seus retrocessos e aja rapidamente. Não diga à segunda-feira: «Já estraguei esta semana, por isso posso esperar até segunda-feira para recomeçar.» O exercício físico é um dos poucos factores com um papel positivo na manutenção do peso a longo prazo. Infelizmente, esta mensagem nem sempre tem sucesso junto da maior parte das pessoas, que preferem tentar a cerveja sem álcool e o pão de baixas calorias a aumentar a prática de exercício físico.
Ao rejeitá-lo, as pessoas que fazem dieta podem sentir-se excessivamente desencorajadas pelas tabelas de dispêndio de calorias; por exemplo, uma pessoa tem de caminhar rapidamente durante 5 km para queimar as 275 calorias de um pastel. Até mesmo os profissionais admitem que o exercício só por si é um meio muito cansativo de perder peso.
No entanto, o papel do exercício na redução do peso é vital. Vários estudos revelaram que as pessoas com excesso de peso que optaram por fazer dieta, mas deixaram de praticar exercício, mais tarde acabavam por recuperar o seu antigo peso quase na totalidade, enquanto que aquelas que praticavam exercício diariamente mantinham o novo peso.
Se tem tido uma vida sedentária e decide começar a caminhar 1500 m por dia, o exercício pode queimar mais 100 calorias diárias. No espaço de um ano, se não aumentar a ingestão de alimentos, pode perder 4,5 kg. Aumentando gradualmente a distância das suas caminhadas e fazendo outros ajustamentos dietéticos, pode perder ainda mais peso.
2. Não reaja em excesso.
O castigo e a privação são respostas autodestrutivas. Abolir refeições não só faz uma pessoa sentir-se pior, como também continua um esquema errado de alimentação. Obrigar-se a um exercício suplementar (por exemplo, nadar 100 piscinas em vez de 20) pode fazer com que se comece a odiar o exercício. Resultado? Pô-lo completamente de parte.
Por exemplo: quando os nossos filhos são pequenos, decidimos periodicamente que temos de fazer alguma coisa pelo nosso peso. Prometemos nunca mais comer gelados, doces ou sobremesas. «É apenas uma questão de força de vontade», pensamos. Durante cerca de três semanas até conseguimos manter a promessa. Depois voltamos a prevaricar com os doces, ou seja, volta a ser normal comer duas barras de chocolate, meio pacote de biscoitos e meio litro de gelado numa noite.
Não podemos tomar atitudes de tudo ou nada. Temos de aprender a controlar os nossos desejos pelas sobremesas favoritas. Mesmo que de vez em quando nos apeteça ou aconteça cometer-mos um excesso, temos que aprender a controlar-nos. Se conseguir-mos fazer isso, decerto que no futuro não nos autocensuramos nem nos sentiremos falhados.
Não permita que uma decepção interfira com o seu progresso: concentre-se nos sucessos. Quanto peso perdeu? Até que ponto mudou o seu corpo? Lembre-se de que, mesmo que tenha recuperado 2 kg, ainda continua com menos peso do que antes. Diga a si próprio: «Se já consegui uma vez, vou conseguir de novo.»
3. Reavalie e modifique as suas metas.
Hábitos profundamente enraizados não se conseguem mudar de repente. A tarefa será mais fácil se se estabelecerem metas graduais, mais controláveis. Por exemplo: imagine que você perde 9 kg, mas continua a ter problemas com vontade de comer durante a noite. Começa por petiscar só até 150 calorias, na segunda semana baixa para 100 calorias e na terceira para 50. Para ajudar a resistir à tentação, começa a jogar squash algumas noites. Após algumas semanas, consegue deixar completamente de comer de noite sem que isso lhe custe.
Após uma recaída, a ideia de voltar a um programa completo de manutenção de dieta e de exercício pode obcecá-lo. Se assim for, estabeleça metas mais realistas. Se desistiu de comer pão com manteiga e voltou a empanturrar-se de pão com manteiga, a sua nova meta pode ser comer duas fatias de pão sem manteiga por dia. O cumprimento destas metas pode criar as condições para estabelecer outras mais vastas e finalmente voltará aos hábitos que tinha antes da recaída.
4. Antecipe as situações de alto risco.
Se a sua vida vai mudar - um novo emprego, a reforma, uma mudança -, planeie ajustar-se à nova situação e manter o controle. Sensações de fadiga ou de pressão também levam potencialmente a situações de alto risco. Se pensar: «Hoje estou cansado, o que quer dizer que vou comer de mais e não vou fazer exercício», pode criar estratégias para evitar um retrocesso. Podem ser tão simples como uma sesta depois do almoço, deitar-se cedo ou não ver televisão porque isso leva a petiscar. Por exemplo: existem pessoas que fazem dieta e que quando vão a um restaurante nunca olham para o menu para não ficarem seduzidas com as descrições dos pratos. Por isso decidem de antemão aquilo que vão comer e não passam daí.
5. Não espere milagres.
As pessoas acreditam muitas vezes que, se perderem peso, as suas vidas mudarão como por magia: o casamento correrá melhor, serão promovidas no emprego ou terão uma vida social mais intensa. São ideias irrealistas. A perda de peso pode resolver alguns problemas, mas outros podem ter sido apenas disfarçados. As decepções desencadeiam por vezes de novo a vontade de comer em excesso.
Inicie novas actividades que lhe exijam manter-se magro antes de ter perdido todo o peso que quer perder. Jogue ténis, vista uns calções, saia para dançar. Estabeleça pequenas metas, depois outras maiores, à medida que vai consolidando a sua confiança. Se a gordura tem sido uma defesa contra a companhia de outras pessoas, contra sentir-se bem consigo próprio ou contra a competição com os outros, é muito fácil para si sabotar os progressos que já fez. Compreenda os seus receios e não se penalize. Pode enfrentar as mudanças sem ter de se compensar comendo em excesso.
Imagine que está a tentar subir ao cume de uma montanha. Está suspenso por cordas e já percorreu um longo caminho, mas agora o progresso é lento. De repente, perde o pé e retrocede alguns metros. Neste ponto, podia atirar com as cordas e dizer: «Não consigo chegar ao cume!» Ou podia recuperar o pé e subir de novo.
Ninguém atinge o cume sem deslizes ou sem ter de parar no caminho. As pessoas que fazem dieta perdem algum peso, recuperam um pouco, voltam a perdê-lo. As que obtêm sucesso nunca param de trabalhar para ele.

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A cartomancia e a leitura da sorte

As cartas não mentem
Dizem que as cartas não mentem. Claro que se fala das cartas de baralho. Porém, as suas previsões podem dar certo ou errado. Quando as previsões não se realizam, explica-se que o erro não foi das cartas, mas da sua interpretação. Por outro lado, quando alguma profecia se cumpre, dizem os cépticos que se trata de mera coincidência.
A cartomancia é a arte de adivinhar pela leitura e interpretação das cartas de jogar. Para predizer o futuro (especialmente em relação à sorte e ao destino das pessoas) ou descobrir factos desconhecidos do passado e do presente, a cartomante consulta as cartas que deita na mesa. Para ela, cada carta tem um significado, que só tem valor a partir do momento em que é interpretada em conjunto com as outras.
Cada adivinho tem métodos próprios e pessoais, porque segue um certo dom intuitivo de adivinhação. Mas, de modo geral, os quatro diferentes naipes do baralho significam:
OUROS - infelicidade; pessoas de cabelo louro ou alourado;
PAUS - felicidade; pessoas morenas ou de cabelo castanho-escuro;
ESPADAS - infelicidade; pessoas morenas ou de cabelo castanho-escuro;
COPAS - felicidade, pessoas louras ou alouradas.
A coisa é bastante complicada, pois, além dos diferentes naipes, cada carta pode significar algo. As figuras, por exemplo correspondem, de modo geral, a:
REI - homem casado;
DAMA - mulher;
VALETE - homem jovem, solteiro;
As cartomantes costumam utilizar um baralho de 32 cartas (do Sete ao Ás), em que as figuras só têm uma cabeça. Isso porque, quando as figuras aparecerem invertidas na consulta, terão significados opostos ao que representam na posição normal.
A cartomancia originou-se no antigo Egipto, quando apareceram as primeiras cartas. Depois difundiu-se entre os árabes, os gregos e todos os povos do Oriente Próximo.
Na corte de Luís XIV, rei de França, e durante o império napoleónico, a cartomancia esteve em voga.
Os ciganos e a sorte
No mundo dos ciganos a sorte é levada muito a sério. Na Europa os ciganos chamam a sorte de Bakht, palavra de origem persa. Os sérvios representavam a sorte em duas figuras mitológicas: a Boa Sorte como uma ninfa dos bosques; o Azar ou Má Sorte, como um velho da mata.
A sorte era associada às pessoas, animais ou coisas. É tão concreta para os ciganos, que até pode ser repartida. Por exemplo: um cigano que se julga azarado pode chegar a esta conclusão interesseira: "O jeito é me casar. A sorte que me falta pode ser compensada pela de minha mulher". (Só que, se a mulher também fosse azarada, ele estaria bem arranjado: o seu azar dobraria.)
Outro hábito ligado à invocação da boa sorte é enterrar dinheiro para ele depois se multiplicar. Mas os próprios ciganos consideram essa "magia" uma grande farsa.
A leitura da sorte é uma das actividades tradicionais dos ciganos, em geral desempenhada pelas mulheres idosas. Essa tarefa é reservada tão-somente às mulheres. Segundo os ciganos, os homens não são capazes de prever o destino, não tendo a habilidade de sentir a mão, como dizem enquanto as ciganas sentem a mão do consulente. Não fazem a leitura das linhas e relevo das mãos através do exame minucioso da sua conformação, como se faz em quirologia. A quiromancia das ciganas é mais intuitiva: elas procuram sentir a mão do consulente através do tacto, apertando a mão, tocando-a, procurando senti-la fisicamente.
A análise das mãos para se descobrir a sorte das pessoas já era praticada pelos ocultistas desde a Antiguidade. Os ciganos herdaram alguns desses conhecimentos e praticam até hoje a quiromancia... mas não entre eles. Não porque não acreditem no que fazem. Ao contrário: acreditam tanto, que têm medo de conhecer o próprio destino...
Veja também: (Clique aqui)

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Superstições sobre o amor

A sorte e o azar no amor
Quantas vezes, durante o namoro, não desfolhámos já uma margarida ou um malmequer para sabermos se a pessoa amada gosta realmente de nós?
"Bem-me-quer, mal-me-quer" é assim que fazemos até arrancarmos a última pétala e, se no final der "bem-me-quer" até suspiramos de alívio.
Mas será este gesto típico dos mais jovens?
Se pensa assim está completamente enganado pois o desfolhar de uma margarida ou de um malmequer é uma das supertições mais populares sobre o amor.
Mas existem muitas outras. Por exemplo: se dois homens e duas mulheres cruzarem as mãos ao se cumprimentarem, sairá casamento de um dos pares. Ou esta outra: se uma moça encontrar uma vagem com nove grãos, ao descascar ervilhas, é só prendê-la sobre a sua porta e o primeiro homem que entrar será o seu futuro marido.
Também o momento de vestir a noiva para o casamento está repleto de tradições supersticiosas: colocar a grinalda de flores na cabeça é sinal de casamento próximo. Prender o vestido da noiva com um alfinete, também.
Se o noivo vir a noiva vestida, com o fato de cerimónia, antes do casamento, dizem que dá azar.
Se chover na hora do casório ou depois da cerimónia, é bom sinal: os noivos serão felizes.
À saída da Igreja é hábito em muitas regiões atirar-se arroz nos noivos. Sobre esta tradição conta-se que os povos primitivos costumavam dar um valor mágico a inúmeras coisas. Na China, 2000 anos antes de Cristo, o arroz era o símbolo da fartura. Certo dia, um poderoso mandarim quis, por vaidade, mostrar o quanto era rico: no dia do casamento da sua filha, fez cair uma "chuva" de arroz nas suas extensas terras. Sem saber, ele iniciava uma tradição que perdura até hoje: a de se atirar punhados de arroz sobre os noivos, após a cerimónia nupcial. Este gesto é uma forma bonita de se desejar fartura e boa sorte aos recém-casados.
Depois do casamento, é tradição a noiva atirar o seu bouquets de flores para o meio das convidadas. A moça que o apanhar será a próxima a se casar. Em alguns países a tradição manda que o noivo entre com a noiva nos braços, na casa em que irão morar. Isso trará felicidade.
No interior do Brasil é hábito fazer-se uma festança depois do casamento. Dizem que quem não dá festa vai ser pão-duro como a personagem da Walt Disney: o "Tio Patinhas".
No Brasil, o mês consagrado às noivas é o Maio, mas há lugares em que os noivos fogem desse mês. Essa superstição vem dos antigos romanos. Para eles, o mês ideal era Junho, uma vez que esse era o mês consagrado à deusa Juno - a rainha das deusas -, protectora do casamento e das mulheres. Esta divindade, Juno - (Hera) em grego - tinha por missão distribuir os impérios e as riquezas entre os homens e os casamentos estavam também sob a sua influência.
Depois que os deuses mitológicos foram aposentados e se recolheram ao Olimpo para um merecido descanso, os santos da Igreja foram invocados pelos namorados. Santo António, São João, São Gonçalo, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora de Lurdes, são santos casamenteiros, santos que ajudam os fiéis a resolverem os seus problemas matrimoniais!.
Em Portugal, por altura das festas populares da cidade de Lisboa, altura em que se comemora o Santo António, ocorrem os tradicionais casamentos abençoados pelo santo padroeiro da cidade.
Existe também uma antiga e bela tradição referente aos aniversários de casamento. Dizem que dá sorte aos casais se lhes oferecer-mos presentes feitos do material relacionado com o símbolo do aniversariante. E os principais símbolos dos aniversários de casamento são os seguintes:
1º ano - algodão ou papel;
2º ano - papel ou palha;
3º ano - couro ou açucar-cande;
5º ano - madeira, lã, flores;
10º ano - estanho;
12º an - seda ou linho;
15º ano - cristal;
20º ano - porcelana;
25º ano- prata;
30º ano - pérola;
35º ano - coral;
40º ano - esmeralda;
45º ano - rubi;
50º ano - ouro;
60º ou 75º anos - diamante.
Porém, as ideias de sorte e de azar obcecam o ser humano desde os tempos primitivos. Podemos verificar a presença dessa preocupação em vários provérbios de origem remota e até hoje utilizados, dos quais se destaca o seguinte: "Casamento e mortalha no céu se talha". Este velho provérbio quer demonstrar, justamente, que a questão de sorte ou azar não existe, pois é no céu, isto é, por Deus, que as coisas da Terra são decididas.
Veja também: (Clique aqui)

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Amuletos brasileiros

Amuletos estranhos
A lista de amuletos, ou seja, de objectos usados para afastar o mal, é quase interminável: cabeças e dentes de alho; amêndoas; âncoras; chifres de carneiro; galhos de arruda; víboras; caroços de tâmara; castanhas; cavalos-marinhos; cebolas; chaves; garrafas; dentes de javali; lagartixas; nós; vassouras; sapos; tesouras e mil e uma coisas estranhas!
Os hindus usam um tradicional amuleto: pequenas esferas, contendo milhares de elefantes pequeníssimos esculpidos em marfim!
Outro amuleto curioso no Japão: a estatueta de um gato sentado estendendo a pata direita para a frente. Chama-se maneki neko, isto é, "o gato que convida".
Na América Latina acredita-se que os dentes de jacaré protegem a dentição da criança.
De facto são mesmo muitos os tipos de amuletos espalhados por esse mundo fora e cada um com o seu significado.
Amuletos Brasileiros
A influência africana nos usos e costumes populares foi muito grande na Bahia devido ao número do elemento africano ali introduzido como mão-de-obra no Brasil colonial. O misticismo baiano ainda guarda muito dessa influência, especialmente nos amuletos.
Vejamos alguns desses objectos:
AGUIRI - Amuleto dos negros brasileiros descendentes de escravos sudaneses. Segundo eles, o aguiri protege do perigo a pessoa que o use sob o braço direito. E também dá sorte. Compõe-se de três caixinhas de couro unidas por um cordão e cheias de objectos mágicos.
BALANGANDÃS - Tornados internacionalmente famosos pela indumentária da cantora Cármen Miranda, são conjuntos de miniaturas, em ouro e prata, de campainhas, figas, corações, placas, frutos, chaves, cadeados, sapatinos, conchas, etc. Todas essas peças são presas numa argola de metal e penduradas na cintura das mulheres. Os balangandãs são amuletos para afastar o mau-olhado e as forças contrárias projectadas pelos inimigos, segundo a crença popular. É de origem africana, também.
BREVE - Saquinho de pano ou couro, contendo uma oração, que se usa pendurado no pescoço por uma fita. É considerado como uma forte protecção contra perigos e dificuldades e é tradicional no Norte-nordeste do Brasil.
CAJILA - Amuleto para atrair a caça, a pesca, os bons negócios e amores. É usado nos estados do Pará, Amazonas, Acre, entre outros.
LAGUIDIBÁ - Amuleto composto por contas pretas, esculpidas em chifre de boi e usadas, como protecção, no pescoço ou na cintura, em forma de colar, pelas crianças negras.
UIRAPURU - Os índios brasileiros acreditavam que este pequeno pássaro trazia fortuna e felicidade ao seu possuidor. Essa crença primitiva difundiu-se por toda a Amazónia. Assim, ter um uirapuru significa ter sorte. Até há bem poucos anos era rara a taberna do interior brasileiro que não possuia um destes pássaros enterrado à entrada ou suspenso nos umbrais das portas.
MUIRAQUITÃ - Quase todos os índios que habitavam a Amazónia transportavam amuletos pressupondo que esses objectos protegiam o seu dono e lhe davam sorte. O principal amuleto era o muiraquitã, um artefacto talhado em pedra verde, tais como o jade, a nefrita e a jadeíta, com a forma de sapo, peixe, tartaruga, serpente e outros bichos. É dotado de sulcos destinados a amarrar um cordel, de forma a poder ser pendurado no pescoço do dono. Tem sido encontrado com mais frequência no baixo Amazonas, especialmente nos arredores de Óbidos e na desembocadura (foz) dos rios Nhamundá e Tapajós.
Segundo a tradição indígena, o muiraquitã era dado de presente pelas amazonas aos visitantes. Conta-se, que, nas noites de lua cheia, elas iam até um lago próximo para retirar do fundo as pedras ainda moles, para então moldá-las em forma de pequenos animais e deixar secar e endurecer.
O muiraquitã é sempre esverdeado, de pedra polida e de belo efeito. Um aspecto desse amuleto tem, no entanto, intrigado os estudiosos: ofacto de ser feito, muitas vezes, de jade, pedra até hoje não encontrada em estado natural - ou em jazidas - no continente americano e, obviamente no Brasil.
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