Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

A «síndrome» do maria-vai-com-as-outras

Como ajudar os jovens
Os jovens estão constantemente sujeitos a pressões e maus exemplos. Cabe aos pais ensiná-los a defenderem-se. Os jovens de hoje vêem e ouvem milhares de mensagens sexuais na televisão. A televisão, o cinema e a música associam actos como beber, praticar sexo, consumir drogas e ser relaxado a sensações de descontrac­ção e boa disposição. Em casa, adolescentes cada vez mais novos argu­mentam, com crescente convicção, que «todos» fazem essas coisas.
Enquanto muitos pais se sentem impotentes para alterar a situação, os especialistas afirmam que, na rea­lidade, eles é que estão em melhor posição para ajudar os filhos a resis­tir a pressões perniciosas por parte dos amigos da mesma idade. Os jovens que praticaram com os pais técnicas de afirmação pessoal num enquadramento social têm mui­to menos probabilidades de virem a tomar drogas nos dois anos seguin­tes do que os que nunca as tinham praticado. O envolvimento dos pais é um ele­mento crucial para um jovem conse­guir resistir à pressão dos seus pa­res. Os pais continuam a ser a influência mais importante junto dos adoles­centes, sobretudo os mais novos.
Eis o que pode fazer:
Acompanhe-o nos seus problemas.
Para realmente ficar a conhecer os problemas dos seus filhos, é preciso dar-lhes ouvidos todos os dias: Não o ouça ao mesmo tempo que vê te­levisão ou lê o jornal. Olhe para o seu filho. Preste-lhe toda a sua atenção. Preci­sa de compreender, não apenas de ouvir. Os pais que se entregam a es­se esforço suplementar podem fazer uma grande diferença na vida dos filhos.
Enfrente os medos.
Ser diferente, expor-se ao ridículo ou perder ami­gos pode meter medo. Ajude a dissipar os receios do seu filho, explican­do-lhe que consequências poderão advir das atitudes que tomar. Recusar-se a beber numa festa cau­sará realmente o desdém e a rejei­ção por parte dos amigos? Recusar­-se a ter relações sexuais significa­rá o fim de uma relação querida? Sugere-se que pais e filhos discutam se é provável per­der-se assim tão facilmente um ami­go verdadeiro. Falem sobre como é difícil uma pessoa ousar ser dife­rente, mas expliquem que pode ser uma demonstração de maturidade e coragem.
Os jovens são mais receptivos quando percebem que os adultos também estão sujeitos a pressões. Mostre ao seu filho como lhe é di­fícil dizer não às pessoas de quem gosta. Um pai que resiste à pressão dos seus pares pode constituir uma lição preciosa.
Organize sessões práticas.
Simular situações difíceis, com vista a saber enfrentá-las, pode ajudar um jovem a criar mais confiança. Nessas repre­sentações, poder-se-á interpretar o papel de um amigo que oferece um cigarro, bebidas ou drogas ao seu filho ou o de um namorado que não se conforma com uma recusa.
Incentive o auto-respeito.
Os pais podem atenuar a vulnerabilidade do filho ajudando-o a formar a sua personalidade. Pergunte a opinião dele, confie-lhe tarefas próprias para a idade e dê importância ao que ele pensa, diz e faz. Uma maior auto­-estima pode ajudar uma criança a arriscar-se a ser diferente dos seus companheiros e a dizer «não» quan­do é preciso.
Uma outra forma de incentivar a auto-estima é encorajar o seu filho a envolver-se num passatempo, em trabalho voluntário, num clube es­colar ou num emprego a tempo par­cial. Estas actividades também aju­dam a combater o tédio e possibili­tam que o seu filho encontre novos amigos com valores idênticos. Dei­xe que seja ele próprio a escolher o que prefere fazer e mostre-se inte­ressado, assistindo às peças de tea­tro, concertos ou actuações despor­tivas em que ele entrar.
Os jovens que têm interesses, ta­lentos e formas positivas de lidarem com o stress não se deixam tão facil­mente arrastar pelos outros. Isto aplica-se em particular às raparigas, que vêem muitas vezes a sexualidade como o seu único po­der. Uma rapariga precisa de de­senvolver um sentido de importân­cia pessoal de que pode controlar as suas decisões e a sua vida.
Aprecie os companheiros positivos.
Os adolescentes às vezes cansam-se de ouvir as recomendações dos adul­tos para que digam «não» em certas ocasiões. Contudo, o mesmo con­selho ou aviso dado por um outro adolescente pode ter um efeito po­deroso. Reconhecendo este facto, mui­tos dirigentes estudantis e atletas estão a sensibilizar outros estudantes para a importância de se guiarem pe­la sua cabeça, tomando opções po­sitivas e evitando comportamentos irresponsáveis. Às vezes, o exemplo dado por um amigo pode ser o ponto de viragem para um jovem.
Intervenha com amor.
Quando a capacidade de afirmação e de deci­são do seu filho dá mostras de fraqueza, compete-lhe a si intervir. Uma mãe proibiu o filho de 14 anos de ir a uma festa de jo­vens com um certo amigo de 16 anos. Disse que o amava, que se preocupava com o que pudesse acon­tecer-lhe e que por isso não podia autorizá-lo a ir. Manteve um tom carinhoso. Brincou, di­zendo que ainda havia de agrade­cer-lhe quando tivesse 30 anos. Ele insistiu, mas sem grande convicção. A mãe pensou que no fundo ele sentia uma cer­ta apreensão com respeito àquela noite e que ficou aliviado quando ela se intrometeu. Ainda que seja necessário alertar o seu filho para o perigo que repre­senta uma amizade menos recomen­dável, tenha o cuidado de não impe­dir esse relacionamento. Isso pode dar ainda mais poder ao amigo do que o que já tem. É melhor exprimir preocupação com o comporta­mento sem entrar num braço-de-fer­ro.
Na maior parte dos casos, pode evitar-se uma crise se houver uma intervenção a tempo e se se fizer sen­tir ao jovem que os pais o amam in­condicionalmente e lhe dão valor. Não é fácil, sobretudo tratando-se de um adolescente. Mas dizer «Sem­pre te amarei», seja numa situação boa ou má, pode significar mais pa­ra o seu filho - e para a sua capaci­dade de vencer a pressão dos com­panheiros - do que imagina.

1 comments:

André disse...

tche - tu sabe que eu ja to achando que este troço de falta de personalidade é genetico. observando eu vejo que muitos pais se refletem nos filhos - pai vagabundo e mentiroso = filho vagabundo, mentiroso e drogado - criar um adolescente é jogar dados, sorte pois a midia os lança para as drogas e para a bisexualidade alem de provocar revoltas vendendo merda e dizendo que é bom. abraços e sucesso.

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