Como ajudar os jovens
Os jovens estão constantemente sujeitos a pressões e maus exemplos. Cabe aos pais ensiná-los a defenderem-se.
Os jovens de hoje vêem e ouvem milhares de mensagens sexuais na televisão. A televisão, o cinema e a música associam actos como beber, praticar sexo, consumir drogas e ser relaxado a sensações de descontracção e boa disposição. Em casa, adolescentes cada vez mais novos argumentam, com crescente convicção, que «todos» fazem essas coisas.
Enquanto muitos pais se sentem impotentes para alterar a situação, os especialistas afirmam que, na realidade, eles é que estão em melhor posição para ajudar os filhos a resistir a pressões perniciosas por parte dos amigos da mesma idade. Os jovens que praticaram com os pais técnicas de afirmação pessoal num enquadramento social têm muito menos probabilidades de virem a tomar drogas nos dois anos seguintes do que os que nunca as tinham praticado. O envolvimento dos pais é um elemento crucial para um jovem conseguir resistir à pressão dos seus pares. Os pais continuam a ser a influência mais importante junto dos adolescentes, sobretudo os mais novos.
Eis o que pode fazer:
Acompanhe-o nos seus problemas.
Para realmente ficar a conhecer os problemas dos seus filhos, é preciso dar-lhes ouvidos todos os dias: Não o ouça ao mesmo tempo que vê televisão ou lê o jornal. Olhe para o seu filho.
Preste-lhe toda a sua atenção. Precisa de compreender, não apenas de ouvir. Os pais que se entregam a esse esforço suplementar podem fazer uma grande diferença na vida dos filhos.
Enfrente os medos.
Ser diferente, expor-se ao ridículo ou perder amigos pode meter medo. Ajude a dissipar os receios do seu filho, explicando-lhe que consequências poderão advir das atitudes que tomar.
Recusar-se a beber numa festa causará realmente o desdém e a rejeição por parte dos amigos? Recusar-se a ter relações sexuais significará o fim de uma relação querida? Sugere-se que pais e filhos discutam se é provável perder-se assim tão facilmente um amigo verdadeiro. Falem sobre como é difícil uma pessoa ousar ser diferente, mas expliquem que pode ser uma demonstração de maturidade e coragem.
Os jovens são mais receptivos quando percebem que os adultos também estão sujeitos a pressões. Mostre ao seu filho como lhe é difícil dizer não às pessoas de quem gosta. Um pai que resiste à pressão dos seus pares pode constituir uma lição preciosa.
Organize sessões práticas.
Simular situações difíceis, com vista a saber enfrentá-las, pode ajudar um jovem a criar mais confiança. Nessas representações, poder-se-á interpretar o papel de um amigo que oferece um cigarro, bebidas ou drogas ao seu filho ou o de um namorado que não se conforma com uma recusa.
Incentive o auto-respeito.
Os pais podem atenuar a vulnerabilidade do filho ajudando-o a formar a sua personalidade. Pergunte a opinião dele, confie-lhe tarefas próprias para a idade e dê importância ao que ele pensa, diz e faz. Uma maior auto-estima pode ajudar uma criança a arriscar-se a ser diferente dos seus companheiros e a dizer «não» quando é preciso.
Uma outra forma de incentivar a auto-estima é encorajar o seu filho a envolver-se num passatempo, em trabalho voluntário, num clube escolar ou num emprego a tempo parcial. Estas actividades também ajudam a combater o tédio e possibilitam que o seu filho encontre novos amigos com valores idênticos. Deixe que seja ele próprio a escolher o que prefere fazer e mostre-se interessado, assistindo às peças de teatro, concertos ou actuações desportivas em que ele entrar.
Os jovens que têm interesses, talentos e formas positivas de lidarem com o stress não se deixam tão facilmente arrastar pelos outros. Isto aplica-se em particular às raparigas, que vêem muitas vezes a sexualidade como o seu único poder. Uma rapariga precisa de desenvolver um sentido de importância pessoal de que pode controlar as suas decisões e a sua vida.
Aprecie os companheiros positivos.
Os adolescentes às vezes cansam-se de ouvir as recomendações dos adultos para que digam «não» em certas ocasiões. Contudo, o mesmo conselho ou aviso dado por um outro adolescente pode ter um efeito poderoso. Reconhecendo este facto, muitos dirigentes estudantis e atletas estão a sensibilizar outros estudantes para a importância de se guiarem pela sua cabeça, tomando opções positivas e evitando comportamentos irresponsáveis.
Às vezes, o exemplo dado por um amigo pode ser o ponto de viragem para um jovem.
Intervenha com amor.
Quando a capacidade de afirmação e de decisão do seu filho dá mostras de fraqueza, compete-lhe a si intervir.
Uma mãe proibiu o filho de 14 anos de ir a uma festa de jovens com um certo amigo de 16 anos. Disse que o amava, que se preocupava com o que pudesse acontecer-lhe e que por isso não podia autorizá-lo a ir. Manteve um tom carinhoso. Brincou, dizendo que ainda havia de agradecer-lhe quando tivesse 30 anos. Ele insistiu, mas sem grande convicção. A mãe pensou que no fundo ele sentia uma certa apreensão com respeito àquela noite e que ficou aliviado quando ela se intrometeu. Ainda que seja necessário alertar o seu filho para o perigo que representa uma amizade menos recomendável, tenha o cuidado de não impedir esse relacionamento. Isso pode dar ainda mais poder ao amigo do que o que já tem. É melhor exprimir preocupação com o comportamento sem entrar num braço-de-ferro.
Na maior parte dos casos, pode evitar-se uma crise se houver uma intervenção a tempo e se se fizer sentir ao jovem que os pais o amam incondicionalmente e lhe dão valor. Não é fácil, sobretudo tratando-se de um adolescente. Mas dizer «Sempre te amarei», seja numa situação boa ou má, pode significar mais para o seu filho - e para a sua capacidade de vencer a pressão dos companheiros - do que imagina.










1 comments:
tche - tu sabe que eu ja to achando que este troço de falta de personalidade é genetico. observando eu vejo que muitos pais se refletem nos filhos - pai vagabundo e mentiroso = filho vagabundo, mentiroso e drogado - criar um adolescente é jogar dados, sorte pois a midia os lança para as drogas e para a bisexualidade alem de provocar revoltas vendendo merda e dizendo que é bom. abraços e sucesso.
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