Truques para não perder as coisas

Conselhos para evitar perder as suas coisas
Há mil maneiras de se lembrar onde deixou as chaves, os óculos, enfim, a sua tralha. Estas são, porém, as mais úteis. Bisbilhotando na secção de per­didos e achados de uma grande estação ferroviária em Nova Iorque, um repórter descobriu por lá mais de 1000 chaves, 500 pares de óculos, 300 guarda-chuvas e meia dúzia de dentaduras postiças. Havia também uma misturada incrível de outros objectos: um pato, um cãozi­nho Chihuahua, um vestido de noiva, uma perna artificial e até uma urna com as cinzas de alguém que ti­nha sido cremado. As pessoas perdem literalmente tudo.
Eis cinco truques fundamentais que o poderão ajudar a lembrar-se onde deixou as suas coisas:
1. Localize.
Os especialistas afir­mam que é possível reduzir as perdas para metade se se «atribuir às coisas um lugar fixo». Interrogue-se: para que é que eu uso isto? Quanto mais perto você mantiver o objecto do lu­gar onde ele é utilizado, menos pro­babilidades terá de o perder. As pes­soas que usam uma corrente ao pes­coço com os óculos pendurados são disso um perfeito exemplo.
Obviamente, as panelas devem es­tar na cozinha e as toalhas na casa de banho. Mas que fazer, por exemplo, com uma escova de sapatos? A sua localização lógica é no quarto, no ar­mário onde guarda os sapatos. Mas será que a escova é usada dentro ou fora do quarto? Talvez seja mais ade­quado guardá-la numa gaveta si­tuada nas proximidades da sua ca­deira predilecta. Haverá melhor momento para engraxar os sapatos do que quando você se sente refastelado?
E que dizer de todos aqueles objec­tos aos quais não sabemos bem que fazer - luvas, lápis, trocos, revistas meio lidas? Para isso, re­comenda-se que se tenha uma pequena caixa em cada divisão da casa para guardar essas coisas. É capaz de levar algum tempo a encontrar o que quer que seja dentro dessas caixas, mas certamente será mais rápido do que se tiver de procurar na casa inteira.
2. Habitue-se.
Stephanie Wins­ton, autora de Getting Organized (Organizando-se), atirava por sistema as chaves do carro para uma taça que tinha em cima da mesa logo à entrada de casa. Essa taça era «o lugar onde as chaves moravam». Um dia, ia ela a en­trar em casa quando o telefone to­cou. Mais tarde, quis sair e não havia meio de encontrar as chaves do carro. Levou uma hora a encontrá-las ao lado do telefone. Meter as chaves na tal taça ainda não se tinha tornado nela um gesto automático - e, no entanto, fazer desses gestos um há­bito é fundamental.
3. Faça associações de ideias.
Ge­ralmente, você tem o carro na gara­gem do prédio ou no parque de esta­cionamento da empresa onde traba­lha. Mas se precisa de o arrumar nas imediações do aeroporto ou de um centro comercial, pode perdê-lo de vista num mar de automóveis. Como proceder então? Os especialistas re­comendam um truque mnemónico que quase nunca falha: a associação de ideias. Antes de sair do carro, olhe à volta e fixe-o em relação a um qual­ quer marco imóvel: uma passagem de peões, um poste de iluminação, um cartaz. Preste atenção ao que se encontra localizado entre o seu carro e a porta por onde mais tarde irá sair.
As associações mentais são tanto mais eficazes quanto mais ridículas forem. Se deixar os seus óculos ao pé da televisão, por exemplo, imagine que a antena estilhaça uma das lentes: horas mais tarde, irá lembrar-se de certeza onde é que os deixou. Mas é necessário fa­zer a associação no preciso momento em que larga o objecto, e essa associação deve ser completamente ab­surda. Caso contrário, ou você se dis­trai e nunca mais se lembra do lugar ou então a associação será tão lógica (óculos são para ver televisão) que não lhe ficará na memória.
4. Medite.
Retomar mentalmente o percurso pode, por vezes, levá-lo a encontrar um objecto perdido. Se este método não der resultado recomenda-se uma forma espe­cial de meditação: durante aquele momento de penumbra antes de adormecer, comunique à sua mente aquilo que perdeu e ordene-lhe que lhe dê uma pista qualquer na manhã seguinte. Talvez você não se lembre conscientemente do paradeiro do objecto perdido, mas o seu subcons­ciente sabe com certeza.
5. Faça duplicados.
É evidente que, por vezes, certas coisas perdidas jamais serão encontradas. Portanto, é bom que tenha sempre à mão dupli­cados de objectos importantes, como as chaves e os óculos. Guarde também fotocópias dos documentos mais importantes. Mas não meta os originais num lugar se­creto no quarto ou na despensa. Um ladrão poderá não dar com eles, mas o mais certo é você esquecer-se do sí­tio onde os escondeu. Entregue esses documentos à guarda do seu advo­gado, por exemplo, ou então meta-os no cofre de um banco.
Se perdeu documentos impossíveis de duplicar, a única solução é tentar esquecê-los até que um belo dia eles apareçam; geralmente, é tudo uma questão de tempo. Mantenha uma atitude filosófica. No século I a.c., já o romano Publilius Syrus escrevia: «Tudo o que possas vir a perder não lhe deves dar grande valor.» Ainda é um bom conselho.

7 comentários:

  1. Muito bom o seu texto! Tens muita razão no que argumentas. Vou lembrar desses conselhos quando vier a perder alguma coisa aqui em casa. Abraços! Luciana

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  2. Dicas simples, mas muito valiosas!
    FIco pensando como deve ser esse cidadão que esqueceu uma perna artificial no metrô de NY. hehehe

    Abraços

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  3. As dicas são muito boas. Particularmente, faço associação de ideias das coisas e tento deixa-las no mesmo lugar para não esquecer de nada...hehehe...mas quem nunca esqueceu algum obejto por aí, não é mesmo?

    Abraço

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  4. Fica a dica..perco muitas coisas e essas dicas vão servir. vlw.

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  5. Olá, esquecimento, eu acho, deve ser problemas para muitas pessoas. Eu mesmo, às vezes esqueço de alguma coisa por distração ou por outro motivo. Realmente, essas dicas são bastante valiosas e devem ser seguidas principalmente pelas pessoas esquecidas. Parabéns por citar essas dicas tão valiosas.


    Abraços

    Francisco Castro

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  6. sabe, eu costumo fazer conforme essas dicas que você deu...posso dizer que dá certo, costumo quase nunca esquecer as coisas...inclusive, uma deficiencia que tenho é com nomes, então, associo os nomes de pessoas que tenho pouco contato ou que acabei de conhecer com os nomes de parentes e/ou amigos chegados, para não esquecer...

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