Os momentos difíceis no casamento

Momentos difíceis no casamento
Alguns casais saem fortalecidos das crises; outros sucumbem aos problemas. Embora as pessoas se casem para o melhor e o pior, é o pior que põe em prova a relação. Os momentos difíceis podem aproximar o marido e a mulher mais do que nunca ou destruir uma ligação. Infelizmente, nas épocas de crise, acontece com frequência os laços do matrimónio en­fraquecerem e às vezes irremediavel­mente.
Evite apontar culpados.
Quando algo de mal acontece, a tendência da maioria das pessoas é, instintiva­mente, procurar alguém a quem res­ponsabilizar: E é o nosso cônjuge quem primeiro nos surge como can­didato a culpado. Quando uma pes­soa se casa, arranja um bode expiató­rio que está sempre ali à mão. Num casal ninguém ganha e ambos perdem. Muitas vezes, os casais acham pro­veitoso analisar certos problemas como se eles fossem exteriores à rela­ção. Os peritos concordam que, quando uma pessoa sofre de uma doença grave, a melhor coisa que o casal tem a fazer é tratá-la como se fosse um terceiro elemento contra o qual se podem unir forças. Em vez de dizerem, «o meu cancro», falam do «cancro». Desse modo, eles sentem-se unidos contra um inimigo comum. A união contra alguma coisa é uma das me­lhores formas de manter o casamento intacto durante uma crise.
Quando uma pessoa tem a maior quota-parte da responsabilidade num problema, ambos os cônjuges necessitam de reconhecer esse facto. Nas crises, o côn­juge afectado não necessita apenas de encorajamento. Sentimo-nos mais próximos das pessoas que têm em conta que somos humanos, e mesmo assim nos amam, do que daquelas que constantemente nos elogiam. Nos momentos difíceis, a sensação de sermos amados, apesar dos nossos erros, é vital.
Abrir a alma.
Quando os cônju­ges não comunicam um ao outro os seus sentimentos, é como se na sala se encontrasse um elefante e nin­guém mencionasse o facto. Não se pode, contudo, for­çar ninguém a comunicar com o pró­ximo. Uma situação difícil leva mui­tas vezes os casais a caírem num erro muito comum: ela pensa que ele não tem sentimentos porque não fala de­les; ele pensa que ela é demasiado emotiva porque está sempre a falar disso. Antes de pressionar o outro a mos­trar os sentimentos - e em lugar de interpretar o silêncio como um sinó­nimo da indiferença -, devemos lembrar-nos de que, por vezes, falar é demasiado doloroso. Neste caso, os casais devem procurar o apoio de pessoas que tenham passado pelo mesmo tipo de problemas.
Aceitar as diferenças.
Quando a mulher e o marido são capazes de co­municar um com o outro, ficam mui­tas vezes chocados com a visão dife­rente que têm dos factos. Aquilo que pode fazer uma pessoa sentir raiva pode deprimir outra ou ainda ma­goar ou assustar uma terceira. Infelizmente, uma reacção que é diferente da nossa pode parecer-nos inadequada.
Ser-se flexível.
O conhecimento da perspectiva do outro pode tornar mais fáceis de contornar as alterações inevitáveis a que somos forçados por uma situação de emergência, tais como a redistribuição das responsa­bilidades do dia-a-dia. O mais difícil é enfrentar estas novas tarefas como um desafio, em vez de um fardo. A flexibilidade também se aplica às emoções. É demasiado fácil para os casais tornarem-se rígidos nas suas atitudes emocionais: ele está sempre a queixar-se; ela é sempre estóica. Tais papéis-tipo podem desenca­dear uma crise. Os casais necessitam de liberdade para poderem exprimir as suas emo­ções e podem ter de discutir pontos de vista diferentes. Um dia, ele pode protestar contra a injustiça que cons­titui o encerramento da sua empresa, enquanto ela está tranquila. No dia seguinte, ela pode estar preocupada porque tem de pagar as contas, en­quanto ele enfrenta isso com calma. O importante é que cada um conforte o outro e seja por ele confortado.
Ser simpático.
Finalmente, é um facto que os casais que passaram por situações difíceis exprimem mais vezes os seus sentimentos. É a pior al­tura para se partir do princípio de que a outra pessoa já sabe como nos sentimos. Os casais estáveis exprimem os seus senti­mentos positivos mais frequente­ mente quando enfrentam dificulda­des. Embora dêem relevo aos seus sentimentos positivos para com o outro, estes casais também discutem os sen­timentos negativos. Os casais têm de se convencer de que o problema não está neles, mas na situação. Embora uma briga possa provocar uma distracção temporária da verdadeira situação, também es­gota a boa vontade.
É obvio que não se pode estar à espera que surja uma crise para aprender a ultrapassá-la. Nos tempos de calma, o perdão, a abertura de espí­rito, a aceitação, a flexibilidade e a simpatia enriquecerão a relação. Nos períodos de crise, ajudarão a consoli­dar o casamento - exactamente quando isso é mais necessário.

2 comentários:

  1. Nossa...quanta verdade nesse post.
    Eu sou prova viva de tudo que li aqui.
    Eu e meu marido passamos por uma crise gravíssima no casamento, e depois de muito diálogo e compreensão, hoje sentimos que estamos mais ligados que nunca.
    Um grande abraço e parabéns por este post.

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  2. Adorei o post, parabéns muito verdadeiro.

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