Antraz - carbúnculo

Antraz - infecção aguda
O que é o antraz?
O antraz, conhecido também com o nome de carbúnculo, é uma infecção aguda provocada por esporos que se formam a partir de uma bactéria. A doença manifesta-se habitualmente nos locais de criação de gado (geralmente os herbívoros, mas sobretudo as ovelhas e as cabras), mas também entre os animais selvagens. Existe por isso maior risco de contágio nas regiões agrícolas, apesar das áreas onde se detecta a maior difusão sejam a Ásia, a África, a América central e meridional. Nos seres humanos, o contágio pode verificar-se logo após o contacto com animais infectados, mas também através do simples contacto com a sua carne ou a sua lã. Existem duas estirpes desta bactéria: uma de origem natural, presente em algumas zonas geográficas onde as condições ambientais permitem a sobrevivência dos esporos, e a outra criada em laboratório. Ambos os tipos podem ser usados como arma bacteriológica, factor de risco que levou o Departamento de Defesa americano a impor uma vacinação em massa a todos os militares envolvidos num conflito.
Os tipos de antraz
A infecção pode desenvolver-se em três formas diferentes: pulmonar, gastrointestinal e cutânea. Na primeira forma, letal em cerca de 90% dos casos, os sintomas podem ser confundidos com os de uma gripe comum: só com o passar dos dias se verificam insuficiências respiratórias e cardíacas graves. A forma gastrointestinal, mortal em cerca de 25-60% dos casos, provoca uma inflamação aguda do intestino que causa náusea, vómito, diarreia, febre e dores abdominais. A última forma, a cutânea, é a menos grave (a mortalidade é de 20%): uma erupção semelhante a uma picada de insecto transforma-se muito rapidamente numa pústula amarelada com uma zona necrótica central.
Quais são as causas do antraz?
A bactéria responsável pelo antraz (Bacillus anthracis) produz esporos capazes de causar a infecção no homem, a forma mais comum da doença é a cutânea, provocada pela introdução das bactérias nas lesões cutâneas: está sujeito a risco quem trabalha a lã e os pêlos. Na forma gastrointestinal, por sua vez, o contágio verifica-se por ingestão da carne infectada. A infecção pulmonar é extremamente rara na natureza porque a dimensão dos esporos não lhes permite penetrar na mucos a ,das vias respiratórias baixas. E só através de um processo artificial de redução dos esporos em partículas muito pequenas que a bactéria se torna uma arma bacteriologica muito perigosa.
SINTOMAS:
-->Na forma pulmonar: febre elevada, cefaleia, tosse seca, dificuldades respira­ tórias e dores torácicas;
-->Na forma gastrointestinal: febre, dores abdominais, náuseas, vómitos e diarreia também com presença de sangue;
-->Na forma cutânea: aparecimento de pápulas pruriginosas que se transformam em vesículas cheias de um líquido amarelo-avermelhado. Quando se rompem forman uma lesão escura e dura.
Quando consultar o médico?
O mais rapidamente possível. Se o indivíduo suspeita que foi contagiado, deve dirigir­ se imediatamente a um hospital bem equipado.
O que faz o médico?
Nos pacientes com uma situação suspeita é procurado o bacilo no sangue, nas abrasões da epiderme e nas secreções respiratórias.
Qual é a terapia do antraz?
A profilaxia é a administração de antibióticos específicos: a eciprofloxacina é sem dúvida o fármaco mais eficaz, mas também a doxicic1ina se pode considerar aceitável. A imunização através da vacina prevê três injecções em duas semanas seguidas de três reforços de seis em seis meses.
O antraz é perigoso?
A forma inaladora é muito perigosa; é indispensável intervir dentro das 48 horas a seguir à manifestação dos primeiros sintomas. As outras duas formas são menos agressivas, mas também é indispensável reconhecer os sintomas e intervir com brevidade.
Como evitar o antraz?
Em algumas áreas geográficas, onde a incidência da infecção é alta e o gado não é submetido a vacinações de massa, é importante evitar o contacto com os animais e o consumo de carne. encontra-se disponível também uma vacina para o homem que garante uma eficácia de cerca de 93%.

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As perturbações da visão

Quando os nossos olhos nos enganam
São numerosas as afecções que provocam perturbações da visão. Estas perturbações são caracterizadas por vezes por uma opacidade do inteiro campo visual, como se um gel tivesse sido aplicado sobre os olhos ou sobre os óculos. Nalguns casos, o contorno dos objectos é ofuscado; noutros, os objectos estão focados mas apresentam manchas ou auréolas luminosas.
As causas mais frequentes das perturbações da visão são a miopia ou a hipermetropia. Estas anomalias desenvolvem-se lentamente, no decurso de meses ou de anos. A miopia e a hipermetropia são perturbações benignas que podem ser facilmente corrigidas com óculos ou lentes de contacto. As perturbações da visão são por vezes o sintoma de uma afecção que pode ser tratada se se intervém tempestivamente. Algumas destas perturbações requerem efectivamente uma terapia de urgência, em ausência da qual podem levar à cegueira. Também algumas doenças sistémicas podem muitas vezes estar associadas a perturbações da visão.
As causas das perturbações da visão
Protrusão dos olhos:
As perturbações da visão podem ser causadas por uma protrusão dos globos oculares, que geralmente não é acompanhada por dores. A afecção responsável por estas perturbações é denominada exoftalmia, ou inflamação dos tecidos da órbita ocular. A exoftalmia pode manifestar-se sozinha ou associada a hipertiroidismo, com um tumor ou com uma inflamação dos tecidos da órbita denominada celulite orbital.
Catarata:
Uma perturbação da visão que persiste durante várias semanas ou meses num indivíduo com mais de cinquenta anos é em princípio causada por uma catarata (opacidade do cristalino). A catarata é uma afecção muito comum a qual se pode obviar com uma simples intervenção cirúrgica.
Miopia ou hipermetropia:
A miopia é uma afecção crónica congénita. Em princípio é diagnostica da relativamente cedo e pode ser corrigida com o uso de óculos ou de lentes de contacto. A hipermetropia manifesta-se precocemente e é também esta corrigível com o uso de lentes. A pres­ biopia é uma outra afecção que reduz a visão de perto mas manifesta-se somente depois dos quarenta anos.
Glaucoma:
O glaucoma é provocado por uma acumulação inesperada de líquido no globo ocular que faz aumentar a pressão no interior do olho; se não se intervém tempestivamente, leva à cegueira. Os sintomas do glaucoma são perturbações da visão que afectam somente um olho, com percepção de auréolas à volta das fontes luminosas e dor ocular.
Uveíte:
Alterações da visão, olhos avermelhados e uma dor que se manifesta geralmente durante alguns dias são sintomas de inflamação da íris. Trata-se de uma perturbação bastante rara mas que necessita de uma intervenção terapêutica tempestiva.
Degenerescência macular :
Uma perturbação que não afecta a visão periférica mas aquela central pode ser o sintoma de uma degenerescência macular da retina, se o indivíduo ultrapassou os cinquenta anos.
Hemicranias:
As perturbações da visão com o aparecimento de clarões de luz e manchas acompanhadas por dores de cabeça intensas, náuseas e vómitos são sintomas dolorosos da hemicrania.
Ataque isquémico transitório:
As perturbações da visão que afectam somente um dos olhos, associadas a cefaleias violentas, estonteamentos e perturbações sensoriais tais como entorpecimento e formigueiro numa parte do corpo, podem ser sintoma de um ataque isquémico transitório que precede um acidente vascular cerebral.
Deslocamento da retina:
A percepção de clarões ou manchas (descritas como moscas voadoras) no campo visual pode ser o sintoma de um deslocamento da retina que requer uma intervenção médica rápida.
Retinopatia:
Uma diabetes não tratada pode provocar lesões dos vasos sanguíneos da retina e uma retinopatia diabética. Esta complicação é por vezes o primeiro sintoma de uma diabetes não insulino-dependente. A retinopatia diabética manifesta-se com graves perturbações da visão.
CONSELHOS:
Quando se usam lentes correctivas, o prog res­ sivo aIJarecimento de perturbações da visão, sem outros sintomas, indica que chegou o momento de mudar de lentes.
Se as perturbações da visão anunciam um ataque de hemicrania, pode beber-se um café, tomar uma aspirina ou deitar-se às escu raso Estas medidas permi­ tem por vezes evitar ou atenuar a hemicrania.

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Como ultrapassar o fracasso e obter o sucesso

Não tema o fracasso
E aqui está você: completamen­te atolado numa carreira pro­fissional insípida, a pensar no motivo por que o sucesso está pra­ticamente ao seu alcance, embora não consiga que se torne realida­de. A resposta dada por todos os grandes líderes empresariais é a mesma. O sucesso foge-lhe por en­tre os dedos porque - prepare­ -se! - você ainda não falhou o suficiente.
Muitos especialistas na área da evolução de carreiras profissionais consideram o fracasso como o «óleo de fígado de bacalhau» do suces­so. Não se pretende que a pessoa se agarre a um determinado fracasso, para ser misticamente recom­pensada com um triunfo. Digamos antes que é do conhecimento ge­ral que todos aqueles que se arris­cam a fracassar e tiram lições dos erros cometidos têm mais oportu­nidades de ser bem-sucedidos em tudo o que empreendem.
Se você nunca fracassou em nada, isso talvez se deva ao facto de ter estado sempre em "ponto-morto», acomodado, evitando correr riscos que o obrigassem a um desafio. É claro que sofreu pequenas contra­riedades no amor ou na escola, mas pode dizer-se que nunca fracassou de forma significativa. Não se preo­cupe, toda a gente tem uma oportunidade. Nin­guém está eternamente protegido contra o fracasso.
O fracasso é fácil de reconhe­cer. Implica, normalmente, a per­da de dinheiro, de auto-estima ou de posição social. Na melhor das hipóteses, o fracasso corresponde simplesmente ao facto de não se obter aquilo que se pretende.
Não se pretende com isso dizer que as pessoas racionais devam dese­jar ser atingidas por calamidades. No entanto, uma boa dose de azar é muitas vezes uma forma dolorosa, mas eficaz, de aprender. En­sina-nos algo sobre as nossas ca­pacidades e faz-nos tomar cons­ciência das nossas limitações. Tudo isso desem­penha um papel importante no processo de amadurecimento.
As pessoas que conseguem tirar partido das suas derrotas são as mais procuradas pelos grandes líderes em­presariais, por serem boas lutado­ras. O sucesso contínuo dá origem à arrogância e à displicência. Muitos empresários interessam-se mais pelas pessoas que gostam de ir à luta e que não tenham medo de arriscar.
Isto implica, para essas pessoas, cometer erros hones­tos. As pessoas mal sucedidas, evitam instintivamente os ris­cos, mesmo nos casos em que um jogo inteligente poderia vir a ser compensador. Aprende-se muito mais com os fracassos do que com aquilo que dá certo. O fracasso é meramente o pre­ço que se paga por procurar no­vos desafios.
Se a ideia de cometer erros o faz ficar perplexo, aqui vão algu­mas sugestões úteis:
1. Não utilize a palavra «fracas­so».
Aqueles que têm maior suces­so rara­mente mencionam o termo «fra­casso», palavra «pesada», que su­gere um beco sem saída pessoal. Em meados dos anos 50, Vic­tor Kiam, o dono da Remington, perdeu a oportunidade de adqui­rir os direitos de um produto novo e desconhecido por este ter sido criticado pelos colegas. O produ­to era o velcro. Pois é ...
«Eu podia ter ficado desmorali­zado com esse facto», afirmou Kiam, autor de Live to Win (Viver para vencer), «mas prefiro considerá-lo como mais um acidente de percurso. Além disso, se não tivesse aprendido algo com essa opinião errada, que se deveu a não ter tido confiança em mim próprio, eu nun­ca teria comprado a Remington.»
2. Não leve as coisas demasiado a sério.
O fracasso é uma ati­tude e simultaneamente um resul­tado. Quan­do as coisas lhe correm mal, você intitula-se logo de falhado? As palavras que utiliza para se descrever a si próprio podem tor­nar-se uma realidade poderosa. Se disser muitas vezes que é um vendedor no de­semprego estará não só a rotular­-se de desempregado, o que na nos­sa sociedade é conotado com fra­casso, como também a limitar as suas potencialidades. Será melhor considerar-se um indivíduo com opções. Entre essas opções, poderá incluir a fre­quência de cursos que lhe permi­tam desenvolver novas aptidões, ou mudar corajosamente de carreira profissional.
3. Esteja preparado.
A elabora­ção de um plano de possíveis ca­tástrofes poderá ajudá-lo a tornar­ -se incólume. Pergunte a si mes­mo: qual seria a pior coisa que me poderia acontecer? Imaginar que pode perder o emprego ou o cônjuge po­derá obrigá-lo a pensar claramen­te em alternativas práticas. Será que fez os seguros apropriados e que tem no banco dinheiro suficiente para se poder aguentar num perío­do difícil? Possui capacidades al­ternativas que lhe permitam ganhar dinheiro se o seu patrão o despe­dir? Não se esqueça de que o ideograma chinês que representa a pa­lavra «crise» é constituído pelos ca­racteres que significam «perigo» e «oportunidade».
Aumentar os seus recursos é tam­bém um factor crucial. A respos­ta para o fracasso é ter uma vida equilibrada, centrada na família, ami­gos e hobbies. A sua vida emocional nunca po­derá apoiar-se apenas no trabalho ou num empreendimento. Quando de­positamos demasiada confiança num só objectivo, temos mais probabi­lidades de nos transformarmos num fóssil. Se um executivo desempre­gado responde, quando lhe pergun­tam quais são os seus planos para um novo emprego, que não tem nenhuns, o problema é grave.
4. Aprenda a falhar de maneira inteligente.
Jack Matson, antigo professor da Universidade de Houston, no Texas, elaborou um curso que os alunos intitularam de «Fracasso 101». Matson mandou a turma construir, com pauzinhos de sorvete, maque­tas de produtos que nunca seriam comprados por ninguém. «Eles pro­jectaram banheiras aquecidas para hamsters e papagaios de papel ca­pazes de voar com furacões», afirmou Matson.
As ideias foram bastante ridí­culas, mas depois de os alunos de Matson terem equacionado o fra­casso com a inovação, e não com a derrota, sentiram-se capazes de tentar o que quer que fosse. Uma vez que a maioria deles tinha sofrido, no mínimo, cinco fracassos antes de conseguir encontrar o ramo de negócios que melhor se lhe adaptava, todos aprenderam a não acei­tar o fracasso como algo de defi­nitivo, afirmou Matson.
Os alunos descobriram também que há duas maneiras de fracas­sar. Aquela em que se vão tentan­do várias coisas, umas a seguir às outras, foi considerada por Matson como «a maneira de fracassar es­túpida e lentamente». O processo é tão moroso que o indivíduo se satura e desiste. «A maneira de fra­cassar de forma rápida e inteligen­te» implica lançar várias ideias de uma só vez e preparar-se para a próxima descarga. «O fracasso é uma maneira normal e natural de bali­zar o desconhecido», afirmou Matson. «Por isso, é preferível fazer o maior número de tentativas no mais bre­ve espaço de tempo.»
5. Nunca se dê por vencido.
A empresa de construção civil de Glen Early entrou em crise em 1975. Com apenas 25 anos, Early prefe­riu hipotecar a própria casa a de­clarar falência, continuando a tra­balhar na construção civil e a ten­tar dominar as dificuldades da ad­ministração. Em 1982, sentiu-se com capacidade para pedir mais dinhei­ro emprestado e constituir de novo uma empresa própria, tendo mes­ mo adquirido uma reputação só­ lida junto dos bancos de pessoa capaz de ultrapassar problemas di­fíceis.
Foi expandindo cautelosamente a sua nova empresa de construção civil, frequentou vários cursos de gestão e, em 1988, a revista Inc. incluiu a sua firma na lista das 500 empresas privadas que mais rapi­damente se tinham desenvolvido nos EUA. Early, no entanto, não se mos­trou arrogante. Perseguiram-no as re­cordações de tempos mais difíceis.
«Não posso dar-me ao luxo de ser arrogante com o sucesso que ob­tive», afirmou. «Estou sempre a ten­tar melhorar a minha empresa.» Com este tipo de atitude, tem­perada pelo fracasso, ele acabou por atingir o topo da carreira nos anos seguintes. O mesmo poderá vir a acon­tecer consigo.
Não se esqueça que o maior fracasso é você deixar de tentar.

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O cancro do cérebro

Cancro no Cérebro
O que é o cancro do cérebro?
O cancro do cérebro é um tumor maligno que se desenvolve mais ou menos rapidamente. Distingue-se das metástases cerebrais, que são ramificações de um cancro com origem noutro orgão.
À medida que o tumor se expande, aumenta a pressão no interior do crânio com danos graves para o cérebro. Porém não é só o aumento do volume do tumor que faz aumentar a pressão intracraniana. Geralmente o tumor provoca uma reacção no tecido que o circunda levando à acumulação de líquido peritumoral - edema cerebral - que aumenta a pressão sobre o cérebro provocando várias complicações. Os doentes apresentam então sintomas como: dores de cabeça, mal-estar, naúseas ou vómitos, alterações do equilíbrio e da visão. Por vezes também têm crises convulsivas e modificações do comportamento.
O cancro do cérebro pode adquirir múltiplas formas (ou tipos de tumor) que têm designações diferentes de acordo com o tipo de células que originou tumor.
Alguns tumores cerebrais afectam as crianças, outros os jovens, mas a maior parte desenvolve-se na idade média da vida. O glioblastoma é o tipo mais frequente de tumor cerebral. Este tumor desenvolve-se a partir do tecido conjuntivo que suporta o sistema nervoso, o tecido glial. Um outro tipo comum de tumor cerebral é o meduloblastoma ou cancro do cerebelo que afecta sobretudo as crianças e tem uma evolução muito rápida.
Quais as causas do cancro do cérebro?
O tumor cerebral é causado por uma proliferação rápida e anárquica das células cerebrais anómalas que substituem as células saudáveis. A causa deste fenómeno não é conhecida.
Terapêutica do cancro do cérebro
Quando se deve consultar o médico?
Nos casos de dores de cabeça persistentes, mal­ estar geral e vómitos, pertur­ bações do equilíbrio e da visão, ou crises epilépticas, deve consultar-se o médico o mais rapidamente possível.
O que faz o médico?
O médico examina os olhos, avalia os reflexos, a sensibilidade, a força muscular, o equilíbrio e a coordenação. Pode prescrever uma radiografia do crânio e um electroencefalograma (EEG), que reflecte a actividade eléctrica do cérebro. A tomografia axial computo­ rizada (TAC) é actualmente o exame mais indicado no diagnóstico de um tumor cerebral.
Qual é a terapêutica do cancro do cérebro?
A terapêutica mais adequa­ da é a remoção cirúrgica quando esta é possível. A intervenção cirúrgica pode ser precedida por uma terapêutica médica com o objectivo de reduzir o edema ou pela radioterapia para circunscrever as lesões. A intervenção cirúrgica é sempre delicada e difícil, com algumas complicações no pós-operatório, por vezes definitivas.
Quando não é possível intervir cirurgicamente, ou paralelamente à intervenção cirúrgica, a radioterapia pode melhorar as condições do doente, atrasar a evolução do tumor ou minimizar as potenciais complicações da intervenção cirúrgica. A quimioterapia é um método de apoio a ter em conta nalgumas situações em que a cirurgia está contra-indicada ou não permitiu a remoção completa do tumor. No entanto, a quimioterapia tem efeitos secundários incomodativos para o doente.
Como se desenvolve o cancro do cérebro?
A evolução dos tumores cerebrais varia consoante o tipo de tumor. À medida que este aumenta de volume, a pressão intracraniana também aumenta, provocando sintomas de compressão como dores de cabeça, mal-estar, perturbações da visão e do equilíbrio. O aumento da pressão pode ainda desencadear crises convulsivas, produzir modificações do comportamento, lentificação psicomotora e alucinações. Podem também ocorrer alterações das faculdades mentais que vão até à perda de consciência.
O cancro do cérebro é perigoso?
Até há alguns anos os tumores cerebrais levavam sempre à morte. Hoje em dia existem várias possibilidades terapêuticas e tem-se verificado que o número de doentes que sobrevivem e se curam é cada vez maior.
No entanto, a mortalidade permanece elevada e a cura cirúrgica completa do tumor deixa muitas vezes sequelas neurológicas que podem determinar a invalidez permanente.
Progressos recentes
A utilização da TAC e de outros meios de diagnóstico imagiológico como a ressonância magnética cerebral, permitem que o neurocirurgião prepare minuciosamente a intervenção cirúrgica. Também é possível simular a operação sobre um monitor, podendo, assim, repetir-se os passos a dar antes da intervenção.
Com este processo as probabilidades de sucesso da intervenção cirúrgica aumentam consideravelmente.

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Jyoiti Amge - a adolescente mais pequena do Mundo

A jovem mais pequena do Mundo
A indiana Jyoiti Amge tem 15 anos, e mede aproximadamente 58 centímetros, e pesa pouco mais de 5 kg. Ela é mais pequena que um bebe de 2 anos de idade.
A adolescente é a menor adolescente do mundo com a sua idade. Ela tem uma forma de nanismo chamada achondroplasia (desordem do crescimento dos ossos e que causa um dos tipos mais populares de nanismo).
Devido à sua baixa estatura, Jyoti precisa de usar roupas e jóias feitas sob medida. Ela dorme numa pequena cama e usa pratos e talheres especiais, compatíveis com o seu tamanho, já que os utensílios de tamanho normal são enormes para ela. No entanto, apesar dessas dificuldades, ela encara a sua condição de forma bem natural.
Bem longe de estar triste pelo seu pequeno tamanho, Jyoti diz que gosta de ser assim e de ser reconhecida como uma celebridade por causa da sua estatura; ela gosta de ser o alvo das atenções.
"Eu sou como as outras pessoas; eu gosto, choro e sonho como os outros." "Eu não sinto nenhuma diferença".
“Tenho orgulho de ser pequena. Adoro ser o centro das atenções. Não sinto medo nem lamento nada. Sou igual a todo mundo.” Jyoti estuda na escola secundária local, em Nagpur, Índia, onde estuda juntamente com as restantes colegas da sua idade. Contudo, ela tem que se sentar numa carteira miniatura feita especialmente para ela mas, não é de nenhuma forma discriminada pelas restantes colegas.
A sua mãe, Ranjana, explica que a condição da sua filha só se manifestou algum tempo após o seu nascimento.
"Quando Joyti nasceu, ela parecia bastante normal. Nós só soubemos das suas características diferentes (nanismo) quando ela tinha já cinco anos."
"A Jyoti é pequena mas, é linda, e nós amamo-la muito".
Tal como qualquer outro adolescente, ela adora ouvir música pop e assistir a DVDs, e espera mesmo vir a tornar-se uma actriz de Hollywood.
Ela afirma: "Eu gostaria de trabalhar numa grande cidade como Mumbai, actuar em filmes e viajar para Londres e para os Estados Unidos da América". Jyoti é tratada, na sua cidade natal, já como uma mini-celebridade. Há já quem a trate como como uma deusa. A sua popularidade é tanta, que ela inclusive já participou numa faixa do álbum do seu grande ídolo de música pop, o cantor indiano Mika Singh.

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Diabetes na gravidez

Diabetes durante a gravidez
O que é a diabetes gravídica?
A diabetes gravídica é uma alteração do metabolismo dos hidratos de carbono que se verifica durante a gravidez, estimulada pelas modificações hormonais e metabólicas deste período. Afecta cerca de 2-3% das gravidezes, com cerca de 1 % em mulheres já diabéticas e cerca de 1-2% em mulheres aparentemente saudáveis que desenvolvem a diabetes gestacional na gravidez. Existem sérios riscos associados à diabetes gravídica quer para a mãe quer para a criança. Na mãe pode estar associada a infecções, cetoacidose diabética e hipertensão. Para evitar estas complicações, um bom controlo rotineiro é todavia suficiente. Para além disso, existe o risco de retinopatias e de nefropatias diabéticas.
Na criança, para além de um risco de morte mais elevado no momento do parto ou logo a seguir, podem manifestar-se malformações congénitas e macrosomia (peso excessivo à nascença, isto é, acima dos 4,5 kg). As crianças nascidas de mães diabéticas podem sofrer de vários problemas, respiratórios e metabólicos e, por conseguinte, devem ser mantidas sob rigoroso controlo médico, imediatamente após o nascimento.
Quais são as causas da diabetes gravídica?
A diabetes gravídica é provocada pelas mesmas causas da diabetes, isto é, pela escassa ou ineficaz regulação dos níveis de glicemia no sangue por parte da insulina. O facto que, nalguns casos, a diabetes se manifeste com a gravidez depende das alterações hormonais que a mulher enfrenta no início da gravidez, que provocam a manifestação de alterações metabólicas já existentes mas lactentes.
Factores de risco:

-->Idade avançada;

-->Numerosos abortos ou gravidezes precedentes;

-->Precedentes crianças macrosómicas ou malformadas;

-->Peso pré-gravídico elevado;

-->Excessivo incremento ponderal durante a gravidez;

-->Infecções recidivantes do aparelho urinário;

-->Diabetes pré-gravídica;

-->Familiaridade para a diabetes em consanguíneos de primeiro grau.

Terapia da diabetes gravídica
Quando se deve consultar o médico?

Sempre, ao início de uma gravidez. Em presença de diabetes ou factores de risco, estes devem ser comunicados tempestivamente ao obstetra. O que faz o médico? O médico deve intervir sobretudo em termos de prevenção, induzindo a mulher que sofre de diabetes ou factores de risco a programar a gravidez de forma que esta tenha início numa situação de equilíbrio glicémico. Alguns médicos prescrevem os exames necessários para a diabetes a todas as mulheres grávidas entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez, enquanto que outros escolhem monitorar só as mulheres sujeitas a risco.

Qual é a terapia?
Quando a gravidez começa numa situação de alteração do metabolismo glucídico, a terapia deve manter sob controlo os valores glicémicoso Com este objectivo o médico prescreve uma dieta específica e a terapêutica insulínica. É importante distribuir, de modo equilibrado, o fornecimento calórico das refeições e deve evitar-se um aumento excessivo de peso. Podem consumir-se até a 35-38 kcal por dia por kg (com referência ao peso corporal ideal pré-gravídico), e o aumento de peso deve manter-se entre os 10 e os 12 kg. A dieta deve ser constituída por cerca de 50% de hidratos de carbono, por cerca de 20% das proteínas e por cerca de 30% dos lípidos. Também a actividade física é aconselhada, em quantidade moderada, sobretudo nas mulheres já particularmente activas antes da gravidez. Se a dieta não consegue manter os níveis plasmáticos de glicemia iguais a 120 mg / dl, é necessário começar a terapêutica insulínica.
O que fazer sozinhos?
Em vez de terapia deve falar-se de prevenção e controlo. Efectivamente, é necessário que as mulheres já afectadas pela diabetes programem a gravidez. Também as mulheres que apresentam factores de risco conhecidos, tais como a idade avançada, diabetes gravídica precedente, familiaridade para a diabetes, abortos precedentes, crianças com malformações, devem submeter-se a exames atentos desde o início da gravidez.
Como se desenvolve a diabetes gravídica
Nos casos em que esta patologia não seja diagnosticada e tratada adequadamente, a gravidez pode trazer problemas graves para a vida e a saúde da criança, para além da saúde da mãe. Uma diabetes eficazmente controlada, dificilmente tem consequências. No entanto, pode acontecer que mulheres não diabéticas antes da gravidez e que tenham manifestado diabetes gravídica permaneçam diabéticas apesar de um bom controlo gestacional, depois de ter terminado a gravidez.
A diabetes gravídica é uma doença grave?
Existem remédios eficazes para o controlo e o tratamento da diabetes na gravidez que fazem com que esta doença não seja temível. Se não é tratada, porém, esta disfunção pode ter consequências graves para a saúde da mãe e da criança.
Como evitar a diabetes gravídica?
A programação da gravidez de forma a preparar-se ao concebimento num bom equilíbrio glicémico é, no caso de mulheres já diabéticas e de mulheres com importantes factores de risco, o modo mais adequado para evitá-la.

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A cultura nos Estados Unidos da América (EUA) - (USA)

Os Estados Unidos da América e a cultura
A cultura dos Estados Unidos da América (EUA) tem uma profunda influência no resto do mundo, particularmente no mundo ocidental. Os seus filmes e programas televisivos podem ser vistos em quase todos os países e a sua música é ouvida em todo o mundo. Entre os maiores exemplos que caracterizam a cultura norte-americana, destacam-se o cinema, pela sua massificação mundial, e o desporto, pelo seu carácter muito próprio sendo composto por determi­ nadas modalidades menos relevantes nos restantes países.
Para além de ser uma forma de expressão cultural do seu povo, o cinema dos EUA tornou-se numa das mais bem sucedidas indústrias de entretenimento do mundo. Apesar de nem todos os filmes norte-americanos serem produzidos em Hollywood, esta localidade de Los Angeles tornou-se representativa da indústria.
O facto de o Sul da Califórnia ter Sol ao longo de quase todo o ano e da grande exposição solar ao longo do dia beneficiar as filmagens exteriores, levou os cineastas e produtores de cinema a centralizarem as suas produções nesta região da Costa Oeste. Hoje em dia, a maioria dos estúdios de filmagens estão em Burbank, também em Los Angeles, mas muitas das grandes produções são feitas noutras cidades e até noutros países. Durante os períodos das duas grandes guerras, as produções do cinema europeu foram escassas, enquanto o cinema de Hollywood crescia em popularidade com filmes como "E Tudo o Vento Levou" e "Casablanca", atraindo inúmeros cineastas europeus para estas paragens.
A partir do final da Segunda Guerra Mundial, a influência mundial do cinema norte-americano manteve-se e hoje continua a ser uma referência para o público da maioria dos países, que geralmente prefere esta cinematografia aos filmes do seu país. Invertendo esta tendência, no âmbito do desporto, as modalidades mais populares nos EUA são muitas vezes menos apreciadas no resto do mundo. Os norte-americanos são grandes adeptos de basquetebol, basebol, futebol americano e hóquei no gelo, modalidades que levam à criação de equipas representantes de cada Estado e que disputam um campeonato interestadual nacional.
As provas da NBA tornaram-se famosas em todo o mundo, levando a maioria dos melhores jogadores de basquetebol a jo­garem neste campeonato. O basebol é uma modalidade pouco apreciada na Europa. mas nos EUA são necessários grandes estádios para acolher as principais provas da mesma. O futebol americano, uma variante do rugby, pouco tem a ver com o futebol convencional praticado nos outros países.
Trata-se de um desporto competitivo de equipa que recompensa a velocidade, agilidade, capacidade táctica e força dos jogadores que se empurram, bloqueiam e se perseguem uns aos outros. O futebol convencional não é tão apreciado como na Europa e no resto do mundo, mas o "desporto-rei" tem vindo a conquistar fãs nos EUA, com a contratação de estrelas internacionais, tais como David Beckham, para a equipa do Los Angeles Galaxy, bem como devido ao êxito da selecção norte-americana feminina, campeã mundial em 1991 e em 1999.
Outras competições de destaque nos EUA são o Masters de Golfe, o US Open de ténis e as corridas de automóveis, caracterizadas por circuitos de grande velocidade e colisões espectaculares, das provas de NASCAR e da Fórmula Indy. De facto, o cinema e o desporto são dois dos maiores exemplos da cultura dos estados Unidos da América.

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