Geografia C 12º ano - A emergência de novos centros de poder
Obs. O documento supracitado pode ser visionado no blogue escolar "GeoESB"que criei recentemente e do qual constam, além deste documento, muitos outros sobre Geografia C - 12º ano, Geografia do 7º ao 11º anos de escolaridade, entre outras áreas curriculares.
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O Terceiro Mundo e a emergência das semiperiferias
Grande Muralha da China - Great Wall of China
Trabalho feito por escravos, verdadeiramente incrível, com o propósito de proteger a China da invasão de selvagens, protegendo-a da guerra.
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Os navegadores do Sertão - a conquista da Amazónia
Duas expedições, a de Pedro Teixeira e a de Raposo Tavares, autênticas epopeias, foram decisivas na conquista da Amazónia. O primeiro teve o mérito de ampliar uma pátria, já de si grande. O segundo partiu de São Paulo, cruzou o território brasileiro de Leste a Oeste, alcançou a Bahia e, do Nordeste para Norte, atingiu o Amazonas, por ele descendo até Belém.
Os riscos e as catástrofes naturais
O planalto transmontano - Nordeste de Portugal
O clima desta região reflecte a influência da cadeia montanhosa que abriga a região a Oeste (formada entre outras, pelas serras do Gerês e da Peneda) e a da sua posição no conjunto da Península Ibérica (note-se que o Nordeste Transmontano é a área portuguesa mais afastada do Oceano Atlântico, a uma distância pouco superior a 200 Km). Se no Noroeste de Portugal a precipitação chega a ultrapassar os 3000 mm, já na região do Nordeste Transmontano esta vai diminuindo à medida que se caminha para o interior, chegando a atingir apenas 600 mm nos planaltos orientais e menores quantidades, ainda, nas áreas rebaixadas, onde as influências atlânticas mal conseguem penetrar.
Quanto à temperatura, os contrastes térmicos acentuam-se do mesmo modo em Trás-os-Montes: Invernos mais frios e secos (com temperaturas inferiores a zero graus e com o solo coberto de neve, por vezes durante largos períodos) e Verões mais quentes. Há mesmo um velho ditado que diz que nesta região tem-se três meses de Inverno e três meses de inferno. Estas características físicas influenciam claramente as actividades rurais ainda muito ligadas às tradições.
No planalto transmontano, a organização do espaço rural está estruturada a partir das unidades de povoamento aglomerado (casas muito juntas umas das outras), características da região.
Em torno de cada aldeia ficam primeiramente as culturas mais delicadas e exigentes, como as hortícolas (antes também o linho), que é preciso regar e estrumar em abundância. Essas culturas aparecem também ao longo dos cursos de água, mas aí dominam os prados naturais, designados por lameiros.
Trás-os-Montes é assim uma região que tem os seus encantos por as suas gentes continuarem a manter, em grande parte, as suas tradições. É de facto um local que se aconselha a visitar e a preservar.Trás-os-Montes: retrato de uma aldeia (Vilar de Izeu)
Figura 1. As províncias de Portugal Continental (No canto superior direito localiza-se a província de Trás-os-Montes).
Figura 4. A localização da aldeia de Vilar de Izeu.
Figura 6. Os campos abers típicos de Trás-os-Montes.
Figura 7. Exemplo de policultura em redor de uma aldeia, como a de Vilar de Izeu, em Trás-os-Montes.
Figura 8. A malha (debulha) manual do centeio em Trás-os-Montes.
Figura 9. As principais vias de comunicação no concelho de Chaves.
O acesso à aldeia de Vilar de Izeu pode-se fazer através da Estrada Nacional Nº 103 (que liga as cidades de Chaves e Bragança) com duas alternativas: uma com desvio na Bolideira, via Bobadela e outra com desvio nas Assureiras do Meio, via Avelelas).
Figura 10. Exemplo de desertificação no Nordeste Transmontano.
Figura 12. A eira e o palheiro (típicos da região de Vilar de Izeu), actualmente em vias de desaparecimento total.
Turismo Rural - Parque Natural de Montesinho - Nordeste de Portugal
O turismo em espaço rural engloba diversas modalidades , a saber:
Agro-Turismo: é um serviço prestado em casas de particulares que se encontram integradas em explorações agrícolas, que permitem aos seus hóspedes o acompanhamento e o conhecimento das actividades agrícolas ou a participação nos trabalhos que se desenvolvem nesses locais;
Turismo de Habitação: é um serviço prestado aos hóspedes pelas famílias de casas antigas particulares que, devido ao seu valor arquitectónico, histórico ou artístico, são representativas de uma determinada época. Nesta categoria encontram-se muitos solares e casas apalaçadas.
Turismo de Aldeia: é um empreendimento composto no mínimo por cinco casas pertencentes a particulares, situadas numa aldeia histórica, centros rurais ou aldeias, que mantenham, o seu conjunto urbano, estético e paisagístico típicos da região ou local onde se situam.
Turismo de Natureza: Esta forma de turismo tem como principal objectivo associar a ocupação dos tempos livres ao contacto com a natureza, em áreas de paisagem protegida, reservas ou parques naturais como o de Montesinho no Nordeste de Portugal Continental.
Em áreas como a do Parque Natural de Montesinho, podem-se encontrar diversas modalidades de hospedagem - Turismo em Espaço Rural e Casas da Natureza:
Casas -abrigo (serviço de hospedagem prestado a turistas em casas recuperadas, a partir do património do Estado); Casas-Retiro (serviço de hospedagem prestado em casas recuperadas que mantêm o carácter genuíno da sua arquitectura, a partir de construções rurais tradicionais) e Centros de Acolhimento (serviço de alojamento prestado a grupos de turistas - em edifícios contruídos de raíz ou adaptados - com vista à educação ambiental, visitas de estudo e de carácter científico.
O Parque Natural de Montesinho, situado no Nordeste de Portugal (Trás-os-Montes) a Norte de Vinhais e Bragança, foi criado em 1979 e é actualmente um dos maiores espaços de área protegida em Portugal.
O Parque Natural de Montesinho apoia:
--> a realização de feiras anuais onde os visitantes podem apreciar os famosos produtos fumados tradicionais de Vinhais;
--> a apicultura (arte de criar abelhas e de aproveitar os seus produtos);
--> a protecção de raças autóctones (nascidas na mesma terra onde habitam) de ovinos e de bovinos;
--> a organização de exposições e de concursos anuais em Bragança e Vinhais;
--> a reconstituição e conservação das grandes florestas de carvalhos e de soutos (castanheiros) duma forma sustentável (tendo em vista o futuro);
--> medidas de protecção contra os incêndios e a erosão dos solos.
O Parque Natural de Montesinho promove, também, o desenvolvimento do turismo em espaço rural, o artesanato, a construção de equipamentos de acolhimento, a gastronomia e a arquitectura tradicional da região de Trás-os-Montes.
O Parque Natural de Montesinho e o turismo nas áreas rurais têm contribuído para o desenvolvimento de Trás-os-Montes, dado que:
--> criam postos de trabalho - quer pela construção de equipamentos e de infra-estruturas de implementação e suporte às actividades desenvolvidas;
--> promovem o desenvolvimento de outras actividades como os serviços (transportes, banca, telecomunicações, etc.) e alguns tipos de indústria;
--> contribuem para o encontro de culturas;
--> projectam a cultura da região de Trás-os-Montes no Mundo;
--> permitem a troca de experiências entre as populações locais e os seus visitantes, o que por vezes contribui para a difusão de inovações;
--> incentivam o desenvolvimento do artesanato local;
--> promovem a qualidade dos produtos da região;
--> valorizam o património paisagístico e/ou cultural das áreas onde se insere, através da recuperação e conservação desse património;
--> dinamizam as áreas pouco povoadas e em regressão, revalorizando-as;
--> contribuem para a fixação da população, em especial a população jovem;
--> evitam o despovoamento das áreas rurais;
--> melhoram os rendimentos das populações locais através da acumulação de actividades;
--> minimizam as assimetrias (sociais, culturais, demográficas, etc.).
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