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A higiene dos 4 patas

Cuidados a ter com os nossos animais de estimação
Ter ou não ter um animal doméstico é uma opção individual. E são muitas as razões que podem influenciar essa opção. Quem se de­cidiu por não ter um cão ou um gato em casa pode tê-lo feito porque qualquer um deles dá trabalho e implica alguma disponibilida­de, por não concordar com a presença de animais no espaço doméstico, por não sentir qualquer empatia com eles ou até devido a fobia. Mas quem decidiu em sentido contrá­rio reconhece nos animais companheiros de quatro patas, com provas dadas no combate à solidão e na estimulação do desenvolvi­mento e sociabilização das crianças.
Para estas pessoas partilhar o ambiente do­méstico com um cão ou um gato é, pois, uma fonte de prazer. Mas é também uma fonte de responsabilidade, pois um animal doméstico requer cuidados. Não basta alimentá-los, há que zelar pela higiene e pela saúde, sob pena de colocar a saúde da família em risco. É que os animais são veículo de doenças, algumas delas transmissíveis ao homem.
A higiene é fundamental, quer quando o animal está confinado a casa, quer quando contacta com o exterior. Naturalmente que um cão ou um gato habituados a passeios pela rua ou a escapadelas pelas vizinhanças comportam mais riscos, mas todos eles be­neficiam de cuidados de higiene. E os primeiros cuidados devem acontecer em casa, reservando ao animal um espaço próprio, mas em que a zona de alimentação esteja separada à destinada às necessidades fisiológicas. E em matéria de alimentação deve haver a preocupação de utilizar utensílios próprios para a comida e a água do ani­mal, nunca a louça da família.
Mais caseiros, os gatos tendem a satisfazer as necessidades fisiológicas num caixote pró­prio, com areia ou outro material absorvente que deve ser substituído com regularidade. Assim se evita o acumular de urina e fezes e a libertação de odores desagradáveis. Convém que este caixote seja colocado sobre piso duro e lavável: é que os tapetes ou alcatifa são mais atractivos e um alvo fácil da urina. Já os cães, precisam normalmente dos seus passeios diários que aproveitam para fazer as "necessidades". Aqui o risco é de contaminação de espaços públicos, sobretudo dos frequentados por crianças. Deve-se, pois, re­colher as fezes com a ajuda de um saco de plástico.
Hora do banho
A higiene dos companheiros de quatro patas envolve o banho. O que não é propriamente o momento mais apreciado por eles nem pelos donos. Manter um cão controlado não é fácil, molhar um gato muito menos. Mas de vez em quando tem de ser ... Antes dos dois meses, o cão não deve tomar banho, sendo que, a partir daí. a frequência va­ria em função da raça. O melhor é recorrer ao conselho veterinário, pois a regularidade do banho tem a ver com a sensibilidade da pele, o tipo de pêlo e o habitat do animal.
O ideal seria que o banho ocorresse no exterior, o que nem sempre é possível quando se vive num apartamento na cidade. A banheira subs­titui então o quintal ou o jardim, devendo ser colocado um tapete anti-derrapante para que o cão se mantenha o mais estável possível durante os cuidados de higiene. É certo e sabido que um cão dificilmente pára quieto quando está a ser lavado ...
Há que ter à mão todos os produtos e aces­sórios, para que a tarefa seja mais fácil. As orelhas do animal devem ser protegidas com uma pequena bola de algodão, de modo a impedir a entrada de água. Uma gota de óleo mineral à volta dos olhos ajuda a prevenir a irritação provoca da pelo champô. Quanto ao champô, deve ser usado um específico para cães, dado que os produtos de uso humano são mais agressivos, sensibilizando a pele do animal. Existem, além disso, champôs que as­sociam a limpeza à desparasitação, o que pode ser vantajoso. No momento de molhar o cão, deve verificar­ se se a água está morna e usar o jacto o mais próximo possível do pêlo: geralmente, lava-se da parte traseira para a cabeça, mas enxagua-se em sentido contrário.
Depois do banho há que secar: com a ajuda de uma toalha ou até do secador (no caso de cães com pêlo muito comprido). Embora se saiba que os cães apreciam libertar-se da água agitando-se e espalhando-a à volta ... Cães desparasitados e escovados com regu­laridade nem sempre necessitam de banho, podendo a higiene fazer-se com recurso a produtos de aplicação a seco (sob a forma de pós).
Já dar banho a um gato é tarefa mais árdua. Os felinos são conhecidos pela sua aversão à água, além de que são, por natureza, ani­mais limpos, que promovem a sua própria higiene. Mas se o gato doméstico regressar a casa imundo o mais provável é que precise de ser lavado. Há que usar champô adequa­ do e água morna, colocando-o na banheira já com água (mas não muita) pois o barulho da torneira e da água a correr pode assustá-lo. Pela mesma razão, molhe-o com suavidade, evitando jactos fortes, tentando manter-lhe a cabeça fora de água. Olhos e ouvidos tam­bém devem ser protegidos. Finalmente, se­que-o com uma toalha e escove-o. Para gatos com muita aversão à água, uma tolha húmida e quente pode ser suficiente para a higiene. Desde que se trate de um gato verdadeiramente doméstico ...
Escovar é preciso
Depois da higiene propriamente dita, outro dos cuidados fundamentais quando se tem um animal em casa é a escovagem do pêlo. Para o manter limpo e saudável, livre de para­ sitas e resíduos. Além disso, escovar permite avaliar o estado de saúde da pele e detectar eventuais lesões, contribuindo também para a renovação capilar. Tal como no banho, há que usar acessó­rios próprios, estando disponíveis escovas e pentes para cães e gatos, adequadas aos diferentes tipos de pêlo. Para obter melho­res resultados, é conveniente escovar com regularidade e até diariamente se o animal tiver o pêlo longo e espesso, de modo a evitar que se formem nós ou tufos. O mesmo cuidado deve ser adoptado na época de muda de pêlo, contribuindo para o bem-estar do ani­mal e para a limpeza da própria casa. Os gatos possuem uma ferramenta muito útil para esta tarefa: a língua. Graças à sua superfície áspera, remove os pêlos mortos ao mesmo tempo que ordena e areja a pelagem. O único problema é a ingestão das bolas de pêlo daí resultantes, mas existem já alimentos secos que favorecem a sua eliminação.
Os animais de pêlo comprido ou muito denso requerem uma atenção particular, que, além da escovagem, envolve a tosquia. Sob pena de se estar a penalizar a saúde do animal: é que sob o pêlo pode gerar-se um ambiente de humidade favorável ao desenvolvimento de infecções. A tosquia deve, no entanto, ser efectuada por profissionais, pois a fal­ta de perícia ou o desconhecimento dos procedimentos adequados pode deixar marcas na pele. Pequenos grandes cuidados Na higiene do animal, seja cão ou gato, não devem ser descurados os "pormenores": ouvidos, olhos, unhas e bigodes devem ser devi­damente limpos e cuidados. Assim, para os ouvidos deve ser usado um cotonete ou uma pequena mecha de algodão, seco ou embebido em água tépida, mas tendo o cuidado de não introduzir demais no ca­nal auditivo, pois há o risco de provocar uma lesão. Este procedimento permite uma limpeza superficial, própria da higiene regular, devendo as limpezas mais profundas ser confiadas ao veterinário. Cães e gatos beneficiam deste cuidado, na medida em que a higie­ne dos ouvidos contribui para a prevenção de otites.
Também a limpeza dos olhos deve ser regular. Usando um pe­daço de algodão embebido em água tépida e insistindo nos cantos. É que, sobretudo nos gatos, o canal lacrimal fica obs­truído com alguma frequência, o que dá origem ao acumular de um resíduo acastanhado nos cantos dos olhos. Outra zona sensível, em que se acumulam resíduos, são os bigodes. Os dos gatos constituem um importante órgão sensorial, pelo que de­ vem ser limpos com regularidade, de preferência após as refeições. Estes companheiros de quatro patas necessitam ainda de cuidados de "manicure". Nuns e noutros, aparar as unhas é essencial, mas nos gatos é ainda mais importante: é que, se não lhes cortarem as unhas, eles tomam a iniciativa, arranhando as superfícies disponíveis, o que pode significar estragos no mobiliário.
Deve ser usado um instrumento adequado, tendo o cuidado de não cortar demasiado. As unhas dos gato colocam uma dificul­dade adicional pelo facto de serem retrácteis. Há que exercer uma ligeira pressão para que apareçam e cortar apenas a porção trans­lúcida. Esta é uma operação delicada, podendo ser mais prudente recorrer ao veterinário. Todos os cuidados de higiene destes animais de companhia devem ser iniciados precocemente, de modo a criar habituação. Com a cer­teza de que contribuem para animais bonitos e, sobretudo, saudá­veis. E para um ambiente doméstico saudável, em que a presença de um cão ou de um gato seja, de facto, uma fonte de prazer.
Dentes sãos
Cães e gatos necessitam, tal como os seres humanos, de cuidados de higiene oral. Os dentes são igualmente susceptíveis ao acumular de tártaro, ao desenvolvimento de cáries e de outras doenças da boca. Ambos têm duas dentições - a temporária, que nos cães é constituída por 28 dentes e nos gatos por 26, e a definitiva, correspondente a 42 dentes nos cães e 30 nos gatos. E é preciso cuidar deles desde cedo, habituando o animal à higiene oral. Primeiro com uma gaze ou um pedaço de algodão, que se enrola à volta de um dedo para massajar dentes e gengivas. Depois com uma escova de dentes apropriada (ou uma escova infantil) e dentífrico formulado especificamente para cães ou gatos (a pasta de uso humano não é adequada). Paralelamente, deve ser vigiada a alimentação, evitando alimentos cuja consistência favoreça a aderência de resíduos aos dentes e preferindo os que estimulam a mastigação. Com o mesmo objectivo, podem ser oferecidos ao animal brinquedos próprios. Vigiada deve ser também a boca do animal, em busca de sinais que possam indiciar uma infecção: mau hálito, gengivas vermelhas e inchadas, placa amarelada sobre os dentes, sangramento ou dor ao toque. Se assim acontecer, deve consultar­ se o veterinário para um exame mais rigoroso.
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ALZHEIMER: a perda gradual das capacidades intelectuais e físicas

Alzheimer: como cuidar da doença
A doença de Alzheimer pode considerar-se como uma das doenças neurodegenerativas mais frequentes. É uma doença progressiva de causa desconhecida, constituindo a prin­cipal causa de demência de indivíduos com mais de 60 anos, embora possa também atingir pessoas mais jovens. A idade e a his­tória familiar da doença predispõe para o seu aparecimento. A demência traduz-se pela perda gradual das capacidades intelectuais e físicas, manifesta­ da pelo aniquilamento da memória e, depois, de outras funções mentais, vai roubando a autonomia do doente até o tornar completamente dependente.
Os doentes de Alzheimer tornam-se cada vez menos capazes de realizar qualquer tarefa, vivem numa grande confusão, deixam de re­conhecer os próprios entes queridos, podem ficar acamados. O curso da doença é, normal­mente, de oito a dez anos.
Saber preservar o equilíbrio pessoal
É do senso comum que o envelhecimento da população é um fenómeno imparável e que está associado a um número de seniores que sofrem da perda de faculdades, sobretudo devido à demência (atenção, a doença de Alzheimer não faz parte do processo natural de envelhecimento e nem pode ser considerada uma doença mental). O que outrora se chamava carinho familiar quando o pai ou o avô tinham comportamentos erráticos, hoje, devido às estruturas familiares, requer uma grande disponibilidade de tempo e de afec­to, sobretudo quando o doente se torna in­capaz de fazer as coisas mais simples e a vida de relação se torna cada vez mais difícil. Quando está em causa a doença de Alzheimer, é indispensável que o cuidador possua conhe­cimentos sobre o fenómeno (que pode ser devastador) da demência e receba formação e mesmo apoio psicológico e moral.
É que o cuidador vai assistir ao declínio das faculdades mentais do seu familiar, uma vez que tudo se pode alterar: a memorização, a orientação, o raciocínio, o vocabulário e a coordenação dos movimentos. É uma deterioração das faculdades intelectuais devido à degenerescência das células do cérebro. É por isso que todos os livros de divulgação sobre esta doença sugerem que se deve pro­curar um médico para obter um diagnóstico precoce quando começam a surgir inusitadas perturbações da memória, da comunicação, ou até motoras, do doente. Os medicamen­tos actualmente disponíveis para esta doen­ça não tratam a causa mas os sintomas da demência, podendo apenas contribuir para retardar a sua evolução, o que permite ao doente manter-se autónomo mais tempo.
Não existem testes específicos de diagnós­tico para esta doença, somente marcadores que dão alguma indicação de predisposição. O diagnóstico é feito por exclusão de outras doenças, com 80 a 90 por cento de certeza. Os médicos testam as capacidades cognitivas dos doentes tais como a memória, a atenção, a linguagem, a capacidade do doente em resolver problemas e usam a imagiologia cerebral para aumentar a probabilidade de se obter um diagnóstico correcto. Podem ainda ser feitos exames de sangue, tomografia ou ressonância, entre outros. Depois de obtido o diagnóstico, há que procurar formas de me­lhor apoiar o doente, mantendo em simultâ­neo o equilíbrio pessoal do cuidador.
Em pri­meiro lugar, dialogando com o profissional de saúde sobre o tratamento mais adequado.
Em segundo lugar, aprendendo a aceitar a realidade: admitir que o familiar sofre de uma doença crónica, de que o cuidador precisa de auxílio exterior, que tanto pode partir da res­pectiva associação de doentes como de um grupo de entreajuda ou de um psicólogo.
Em terceiro lugar, recorrer a todas as ajudas possíveis para conhecer os métodos de comunicação que possam permi­tir manter uma vida de relação com o doente. O cuidador tem de se fortalecer em perma­nência, adquirindo ferramentas funcionais: conhecer mais sobre esta doença degenera­tiva, informar regularmente o médico sobre a resposta à terapêutica e o estado do doente quanto às perturbações cognitivas (caso da memória e da linguagem) e não cognitivas (caso do isolamento ou da apatia), saber dis­tinguir as diferentes fases da doença ou estar disponível para o interrogatório que o médi­co faça à família em todas essas fases.
Alguns conselhos aos cuidadores
Primeiro, o cuidador tem a obrigação de cui­dar de si e de se ajudar a cuidar, sujeito como está a depressões ou a irritação, à prostração e até mesmo às mudanças económicas.
Segundo, deve habituar-se a uma nova for­ma de organização da sua vida em função das necessidades do doente, informando-se, procurando o conselho dos profissionais de saúde, aprendendo a lidar com as situações e arranjando tempo para as suas necessidades emocionais.
Terceiro, aceitar ajuda de quem a pode e deve dar, compartilhando experiências e melho­rando os seus sentimentos de auto-estima.
Quarto, aprender a compreender e conviver com os comportamentos alterados, já que há doentes que se tornam ansiosos, agressivos ou repetitivos. Em suma, o cuidador deve pro­curar tratar do doente da mesma forma como o tratava antes da doença, incentivando-o à sua autonomia e ajudando-o a manter a sua dignidade; procurando manter uma vida de relação em que encoraje o doente ao exercí­cio e à saúde física, ajudando-o a manter as suas aptidões; aprender a lidar com as novas situações reformulando a segurança domés­tica para evitar acidentes que decorrem da desorientação do doente; estruturar um novo sistema de vida, procurar manter a normalida­de da sua vida de relação com os membros da família, a profissão e os amigos; pedindo ajuda aos profissionais de saúde e sempre que necessário e possível arranjar tempo para si.
Um cuidador tem que saber cuidar-se, só assim pode dar amor e solidariedade com pa­ciência, dedicação e competência.
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A dieta perfeita

Conselhos para uma dieta perfeita
São vários os espe­cialistas em nutrição que estão de acordo na necessi­dade de alterar a dieta típica. E, nal­guns aspectos, drasticamente. Os hábitos de bebida e alimenta­res são responsabilizados por seis das dez principais causas de morte, no­meadamente pelas doenças cardía­cas, pelo cancro, trombose, arteroscle­rose, diabetes e doenças crónicas do fígado/cirrose. São ainda responsabilizados por muitas afecções poten­cialmente incapacitantes, como a osteoporose e a diverticulose. Eis o que eles aconselham:
Corte nas gorduras
A maioria dos especialistas afirma que o consumo de gordura aconse­lhável é de 25% do total de calorias ingeridas ou menos, havendo mes­ mo alguns que apontam para um máximo de 20%.
Gorduras saturadas.
Os especialis­tas recomendam uma redução no consumo de gorduras saturadas, que se encontram principalmente na car­ne, manteiga, natas e outros produ­tos de origem animal, para 7% do total de calorias. Para chegarmos a esta marca, deveríamos comer ape­nas três porções de 85 g de carne de ovino ou bovino por semana. Várias pesquisas demonstraram que mesmo uma dieta com um con­sumo moderado de gordura (onde 30% das calorias ingeridas são pro­venientes de gorduras) pode reduzir os níveis de colesterol do sangue em cerca de 10%, o que se traduz numa redução do risco de ataque cardíaco na ordem dos 20%.
Colesterol.
O colesterol de alimen­tos como os ovos e os camarões tem menos impacte nas doenças cardía­cas que as gorduras saturadas, que o fígado transforma em colesterol no sangue, onde poderá obstruir as ar­térias e provocar um ataque cardía­co. Mas os especialistas aconselham uma redução do colesterol ingerido para uma dose diária de 300 mg, um pouco mais do que nos pode forne­cer uma gema de ovo. Alguns recomendam mesmo um limite mais bai­xo: menos de 200 mg e nunca mais de três ovos por semana. No entan­to, defendem que a redução do co­lesterol na alimentação é menos im­portante que a redução do total de gorduras e das gorduras saturadas.
A alimentação mediterrânica
Uma dieta moderada de gorduras poli e monoinsaturadas pode baixar o nível de colesterol no sangue quan­do substitui as gorduras saturadas. Se 7% das calorias que ingere são provenientes de gorduras polinsatu­radas (que se encontram na maioria dos óleos vegetais), está dentro dos níveis recomendados pelos especia­listas. A dieta mediterrânica tradi­cional, rica em azeite (uma gordura monoinsaturada), é, ao que tudo in­dica, segura. Nos últimos anos, tem-se dado muita atenção aos ácidos gordos óme­ga-3, presentes nalguns óleos de pei­xe, que reduzem os riscos de doen­ças cardíacas e ajudam a evitar a for­ mação de coágulos sanguíneos, que poderão dar origem a um ataque cardíaco. A grande maioria dos es­pecialistas recomenda que comamos peixe duas ou mais vezes por sema­ na, mas praticamente todos afir­mam que os complementos de óleo de peixe não são necessários.
Atire-se às frutas e aos vegetais
Apesar dos receios provocados pe­los resíduos de pesticidas, os bene­fícios sanitários provenientes da in­gestão de produtos frescos de ori­gem vegetal ultrapassa quase sempre qualquer risco provocado pelos pes­ticidas. Os especialistas incentivam as pessoas a comer pelo menos sete porções diárias de fruta ou vegetais, que poderão ajudar a reduzir o risco de certos cancros (uma porção são 230 g de vegetais verdes e crus ou uma maçã, banana ou laranja de ta­manho médio, 110 g de frutos ou vegetais cozinhados ou crus e pica­dos, ou ainda 180 ml de sumo de vegetais ou de fruta). Os vegetais crucíferos, como a couve-flor, os bró­colos e as couves, poderão ser particularmente eficazes. A fruta e os ve­getais são ainda boas fontes de fibras alimentares, tal como os cereais e as leguminosas. Muitos especialistas, salien­tando as provas de que as fibras po­dem diminuir o risco de doenças car­díacas e de certos cancros, recomen­dam a ingestão de entre 20 e 35 g de fibras por dia. Em vez de contar as gramas de fibras, será mais práti­co seguir os conselhos generalizados de comer fruta, vegetais e cereais em grandes quantidades.
Vitaminas e minerais: o essencial
A falta de ferro pode levar à ane­mia, mas os especialistas acreditam que a maioria das pessoas consegue obter ferro suficiente através da ali­mentação normal. A carne e o peixe fornecem-nos ferro e reforçam a sua absorção a partir de outros alimen­tos, como o feijão, os cereais e os ve­getais de folhas verdes. No entanto, poderão ser necessários complemen­tos para pessoas com necessidades acima do normal, tais como mulhe­res com perda de sangue excessiva durante a menstruação, grávidas ou em período de lactação.
Um baixo consumo crónico de cál­cio está quase de certeza relaciona­ do com a osteoporose, uma acen­tuada erosão óssea que afecta mi­lhões de pessoas e aumenta grande­ mente o risco de fracturas. Muitas das pessoas susceptíveis de virem a sofrer de osteoporose, especialmen­te as mulheres, ingerem cálcio em quantidades muito inferiores às que são necessárias. Os especialistas re­comendam um consumo de pelo menos 1000 mg de cálcio por dia para as mulheres com factores de risco elevados, ou sejam magras, fu­madoras, grandes consumidoras de álcool, pouco habituadas a carregar pesos ou com antecedentes familia­res de osteoporose. Não recomen­dam complementos de cálcio para a maioria das pessoas.
Açúcar, sal, café e álcool: sem tabus
Estes produtos de que tanta gente gosta têm sido apontados como res­ponsáveis por uma grande quanti­dade de doenças, mas os especialis­tas afirmam que eles não merecem uma reputação assim tão má. Há muito que o açúcar é acu­sado de provocar diabetes, depres­sões, obesidade, hiperactividade e até comportamentos criminais! Mas, na maioria dos casos, o único verdadei­ro mal associado ao açúcar são os problemas dentários. O açúcar não é um demónio da nutrição, fornecendo calorias «ocas» que apenas contribuem para um au­mento da energia, e há muitos doces que são ricos em gorduras. Metade dos especialistas recomenda uma re­dução no consumo de açúcar para 5% do total de calorias.
O sal pode constituir um proble­ma para milhões de pessoas que so­fram de hipertensão arterial. No en­tanto, não existem provas cabais de que possa provocar hipertensão em pessoas que não tenham já tendên­cia para sofrer deste problema. Não está provado que beber café aumente o risco de contrair doenças cardíacas. Não haverá necessidade de fugirmos às pausas para o café, a menos que a cafeína nos ponha ner­vosos ou soframos de úlceras de es­tômago ou o nosso batimento car­díaco seja irregular. Uma das mais sólidas descobertas no campo da saúde alimentar tem mantido a classe médica num im­passe: aparentemente, uma ou duas bebidas alcoólicas por dia reduzem o risco de problemas cardíacos (uma bebida será o equivalente a 35 cl de cerveja, 15 cl de vinho ou 4,5 ml de bebidas espirituosas). O álcool pare­ce aumentar os níveis de colesterol HDL, o elemento protector do co­lesterol do sangue, que é difícil de obter através de outros meios ali­mentares.
Apesar de muitos especialis­tas acreditarem na exis­tência de grandes benefícios num consumo moderado de álcool, prati­camente nenhum recomenda às pes­soas que comecem a beber para evi­tar o risco de contraírem uma doen­ça cardíaca. Todos concordam que as mulheres grávidas e as pessoas com antecedentes alcoólicos na família não deveriam beber.
Controle o peso
O excesso de peso pode aumentar o risco de hipertensão, diabetes e outros problemas. Os especialistas salientam que as pessoas obesas en­frentam maiores riscos que as elegantes. A hereditariedade e o metabolismo contribuem para o excesso de peso que muita gente apresenta. No caso destas pessoas, a luta para atin­gir um peso «recomendado» poderá ser inútil e até mesmo prejudicial à saúde. Apesar disso, e tal como toda a gente, seria bom que optassem por uma alimentação rica em hidratos de carbono, com poucas gorduras, aliada ao exercício regular (a inacti­vidade poderá ter um papel ainda mais importante no aumento do seu peso que seguir uma dieta de altas calorias).
Planeie a sua dieta
Equilibre a sua dieta ao longo da semana. Se ao domingo gosta de um pequeno-almoço tardio e reforçado, não precisa, por exemplo, de elimi­nar dele os ovos, desde que não fa­ça mais refeições com altos teores de colesterol durante todo o resto da semana. Não ande com uma calculadora ao lado do prato. Vale a pena verifi­car os r6tulos dos alimentos para fa­zer uma ideia aproximada dos nu­trientes que vai ingerindo, mas sem exageros. Deixe espaço para os seus pratos preferidos. Trate apenas de manter as quantidades reduzidas e limite outras fontes de gordura. Gradualmente, adopte um novo estilo de alimentação. É bastante provável que os seus gostos se vão alterando com o tempo e que o seu apetite por comidas ricas em gordu­ras diminua.
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Alergias: 12 formas de as combater

Alergias: 12 maneiras de as combater
Desde o começo da Primavera, quando carva­lhos, cedros, áceres e vidoeiros florescem, até à altura em que as primeiras geadas ou­ tonais matam a am­brósia americana, o cardo e a salva, o ar enche-se de pólen. Apesar de as partículas microscópicas terem sido concebidas para cair e fertilizar outras plantas, uma boa parte delas é inalada por seres humanos, provocando espir­ros, fungos, lágrimas, comichões e fadiga.
As alergias - especialmente a fe­bre-dos-fenos provocada pelo pó­len - afectam milhões de pessoas. São uma das principais causas de ab­sentismo nas escolas e de desloca­ções ao médico. São igualmente difí­ceis de prevenir. Quando não temos febre e o nos­so nariz se encontra desentupido, mas sentimos comichão nas vias res­piratórias e na garganta e estes sin­tomas não melhoram ou pioram grandemente nos dias seguintes, es­tamos provavelmente a ter uma reac­ção alérgica e não a sofrer de uma constipação ou gripe. Não se deixe enganar pala estação do ano: para além dos pólenes, exis­tem muitos outros inimigos micros­cópicos que atacam ao longo de todo o ano. Esses «alérgenos não sazo­nais» incluem ácaros, películas de animais e esporos de bolores .. Na reacção alérgica usual, o siste­ma imunológico identifica errada­ mente os alérgenos como invasores nocivos que devem ser destruídos e lança atacantes microscópicos, anticorpos de um tipo chamado imu­noglobulina E (IgE). Estes recobrem células (chamadas mastócitos) das vias respiratórias e despoletam a li­bertação de histamina a partir delas, bem como de outros produtos quí­micos de defesa, provocando as comichões, os espirros e as lágrimas das reacções alérgicas. Mas não há necessidade de tanto sofrimento: existem muitos produ­tos medicinais, novos e velhos, que combatem as alergias. E, mais im­portante ainda, existem estratégias para evitar as substâncias que des­pertam as reacções alérgicas.
Eis do­ze formas de minimizar o seu sofri­mento:
I. Veja como pratica exercício.
O exercício ao ar livre pode ser parti­cularmente perigoso quando se so­fre de febre-dos-fenos. Dado que os pulmões inspiram mais ar quando nos esforçamos, uma corrida pelo parque aumentará a sua exposição ao pólen. Assim, nas alturas em que há perigo de a febre-dos-fenos ata­car, pratique exercício em local co­berto. Seja qual for o pólen que o afecta, a melhor altura para sair pa­ra o ar livre é após um aguaceiro, quando o ar fica lavado de pólenes.
2. Tome precauções no jardim.
Se tiver de trabalhar cá fora na altura em que o pólen que lhe provoca a alergia ataca com mais força, proteja o nariz e a boca com uma máscara que possa filtrar os alérgenos do ar. Se for alérgico aos pólenes dos bolores e da relva, deixe que alguém a corte por si e não se esqueça de pe­dir para recolherem as aparas. Para além de conterem pólen, também contêm bolores.
3. Evite os agentes irritantes.
Por provocar uma dilatação dos vasos sanguíneos do nariz, o álcool pode aumentar o congestionamento na­ sal. Outros agentes deste tipo são o fumo dos cigarros, os perfumes, as lacas, os insecticidas, o cloro e as fragrâncias dos detergentes de lavandaria. Estas substâncias inco­modam muita gente, mas quando já se está a braços com uma alergia, juntam o mal ao pior.
4. Cuidado com as «reacções cru­zadas».
Um pequeno grupo de pes­soas com alergias especialmente for­tes ao pólen das ambrósias poderá constatar que os seus lábios ou lín­guas ficam dormentes quando ingerem bananas, cantalupo ou me­lão branco. E as pessoas sensíveis ao pólen de vidoeiro poderão começar a fungar quando comerem maçãs, avelãs, cenouras cruas ou aipo. Isto deve-se ao facto de as proteínas de certos alimentos serem semelhantes aos pólenes e a outros alérgenos. Este fenómeno designa-se por reacção cruzada. É muito importante que as pessoas a ele expostas saibam exac­tamente quais são os alimentos que provocam esta reacção e que os evi­tem.
5. Planeie as viagens antecipada­mente.
Quando regressar a lugares onde já viveu, espirrou e sentiu di­ficuldades em respirar, tenha cuida­do. Certos anticorpos que poderá ter armazenado no seu corpo podem manter-se à espera durante muito tempo, levando o seu nariz a escor­rer mal respire novamente aquele ar. As viagens anuais a casas de férias poderão igualmente provocar aler­gias aos pólenes que por lá existem. Previna-se tomando os seus medica­mentos antialérgicos antes de partir. Sempre que viajar para um novo local, consulte um especialista em alergias dessa zona para ver quais os alérgenos que são mais comuns na mesma. No entanto, será necessária mais do que uma exposição para que possa revelar os sintomas de uma alergia.
6. Limpe o carro.
Mantenha o seu carro limpo de poeiras aspirando os tapetes, os bancos e até mesmo as saídas do aquecimento e do ar con­dicionado. E, para evitar irritações nasais, proíba o fumo e mantenha as janelas fechadas. Quando fizer ca­lor, utilize o ar condicionado.
7. Aplique o senso comum aos animais domésticos.
Se for alérgico às películas ou ao pêlo dos gatos, mas não suportar a ideia de separar-se do seu animal, mantenha-o ao menos afastado do seu quarto. Melhor ain­da, dê-lhe banho regularmente pa­ra evitar que ele acumule as proteínas da pele e da saliva às quais as pessoas são alérgicas. Se lavar o seu gato uma vez por semana, os seus problemas poderão desaparecert. Mesmo assim, os seus espirros podem continuar por mais algum tempo, dado que as películas de pele dos animais se con­servam nas alcatifas e nos acolchoa­ dos durante meses. Os cães provocam menos proble­mas alérgicos, embora não se saiba bem porquê.
8. Evite o pó em casa.
Os tape­tes, os desperdícios de lã, os cortina­ dos e as cadeiras almofadadas e acolchoadas são verdadeiras reservas de ácaros e de outros alérgenos. Se so­frer de alergias, ponha o piso em ma­deira (sem tapetes por cima), utilize protectores laváveis nos sofás e colo­ que estores nas janelas. Na sua cama, utilize coberturas plásticas à prova de ar para as almo­fadas e o colchão. Quaisquer lençóis de linho e cobertores deverão poder ser lavados. Faça-o uma vez por se­mana com água quente: os ácaros morrem a uma temperatura de 54°C. Cubra os ventiladores do seu quar­to com tecido de algodão fino ou pedaços de meias de nylon para fil­trar o ar de alérgenos.
9. Condicione o ar.
Tanto os es­poros de bolores como os ácaros se desenvolvem em atmosferas húmi­das. Preferencialmente, o nível de humidade dentro de sua casa não deverá ultrapassar os 50%. Para o fazer descer até essa marca, poderá adquirir um desumidificador. Esvazie diariamente o colector de água do aparelho e lave-o com um deter­ gente normal ou com vinagre para eliminar o mofo. Tenha o menor nú­mero possível de plantas de interior, que estão cheias de humidade e aglomeram poeiras, e afaste-as do seu quarto. As pessoas alérgicas ao pólen de­ veriam manter as janelas dos seus quartos sempre fechadas durante os meses em que são afectadas. Um aparelho de ar condicionado arrefe­cerá o quarto e manterá os níveis de humidade baixos.
1O. Identifique aquilo que o afec­ta.
Para determinar exactamente quais as substâncias a que é alérgico, con­sulte um alergologista e faça testes. O mais comum consiste em colocar pequenas gotas de vários alérgenos nas costas ou no antebraço dos pa­cientes, fazendo-se depois um pequeno furo no local onde se encon­tra cada gota, para que a pele a pos­sa absorver. Se alguma das partes provocar um inchaço avermelhado que provoque comichão no espaço aproximado de 15 minutos, teremos a demonstração de que existe uma reacção alérgica. Os testes de san­gue não são tão claros e são mais ca­ros, não sendo assim normalmente recomendados.
11. Contra-ataque.
Os anti-hista­mínicos são o mais divulgado meio de defesa contra as alergias. As mar­cas de venda livre provocam sono­lência. As que não são sedativas só se vendem com receita médica. Se a sua alergia for particularmen­te má, comece a tomar anti-histamí­nicos cerca de uma semana antes de o pólen que o afecta aparecer. Os anti-histamínicos funcionam como um meio de prevenção. Se não os tomar regularmente, a histamina será libertada e o medicamento não fará efeito. As pessoas que sofrem de alergias recorrem frequentemente também aos descongestionantes. Os medi­camentos deste tipo podem funcionar durante um certo tempo mas não fa­zem efeito a longo prazo. Uma for­ma de aliviar uma forte congestão e, ao mesmo tempo, eliminar os alér­genos do seu nariz consiste em lavar as vias nasais com uma solução de água salgada. Se os sintomas persis­tirem, o seu médico poderá recei­tar-lhe um esteróide nasal que ajude a reduzir a irritação e a congestão.
12. Injecte um medicamento.
As injecções têm má reputação. Muita gente pensa nelas como remédios vudu, mas há uma forte base científica pa­ra a sua utilização. Desde que sejam administradas de uma forma correc­ta, poderão dar grandes resultados. As injecções expõem propositada­ mente o doente a doses reguladas de alérgenos. Isto leva a que o seu siste­ma imunológico se habitue a esta substância e deixe de combatê-la. Normalmente, as pessoas são injec­tadas uma vez por semana ao longo de vários meses com uma mistura de substâncias às quais são alérgicas, passando depois a ser injectadas uma vez por mês durante mais um ano, no mínimo. Por fim, as alergias do pa­ciente podem diminuir até um pon­to em que ele necessite de poucos ou nenhuns medicamentos.
Não existe um único local livre de alérgenos neste planeta, mas poderá sentir-se algo confortado por saber que as alergias têm tendência a ser ultrapassadas com a idade. Se nada mais resultar, ao menos saiba que a Natureza poderá trazer-lhe alívio.
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Como acabar com os nervos

Nervos que nos apoquentam
A ansiedade social é, por si só, o problema psicológico mais comum. Numa festa com desconhecidos, por exemplo, três quartos dos adultos sentem an­siedade. Como podemos evitar sentirmo­-nos nervosos quando estamos com outras pessoas? Preparando-nos. É fundamental prepararmo-nos para qualquer situação em que tenhamos de comunicar. Imagine que o convi­davam para um grande jantar de gala dentro de 15 dias. Sabe que entre os convidados estará um político. Leia jornais e revistas; oiça os noticiários em busca de temas de conversa de âmbito político. Depois, no decorrer do jantar, faça de conta que está a entrevistá-lo. Pense em perguntas cujas respostas não possam ser mera­ mente sim ou não. «Em sua opinião, quem ... » «O que pensa de ... » Man­tenha o ritmo da conversa.
Quer se trate de fazer um discurso, de pedir aumento ao patrão ou de participar de um importante aconte­cimento social, prepare-se com antecedência. Os discursos mais elegan­tes, fluentes e espontâneos são resul­tado de muitas horas de trabalho. Os ditos memoráveis e as frases bombás­ticas que ficam na História não pro­vêm de inspirações de último mi­nuto.
Se está prestes a fazer qualquer tipo de exposição, comece a prepa­rar-se com a maior antecedência pos­sível. Uma boa escrita, é uma espécie de luta com o pensamento. Comece cedo o combate. Dois dias antes da exposição normalmente não chegam para entrar no ringue e sair de lá com uma ideia vitoriosa.
Para comunicar ponha as ideias em ordem; dê-lhes um objectivo; use-as para persuadir, informar, revelar, seduzir. Prepare-se a si próprio tão bem como ao material, prestando especial atenção à voz. Um tom esganiçado ou fanhoso provoca no seu ouvinte a mesma sensação do giz a arranhar o quadro. Imprimindo energia e resso­nância à sua voz, conseguirá um efeito positivo. Se a sua voz denun­ciar timidez ou se tremer com o ner­vosismo, você vai ser o primeiro a senti-lo; claro que também a audiên­cia se apercebe e, lá da sua tribuna, você detectará o embaraço no olhar daquela gente. Se a sua voz for enér­gica e calorosa, os ouvintes dirão: «Ahhhh, continue.» E, lá do seu lu­gar, você será a primeira testemunha da aprovação do público.
Tal como a voz, a maneira como se apresenta é também um instru­mento de comunicação. Por exem­plo, se estiver animado, terá mais probabilidades de ver uma audiência animada. Você transmite-lhe a men­sagem: estou contente de aqui estar; estou contente que aqui estejam. A maneira como se apresenta pode, com efeito, constituir uma po­derosa arma para desviar a hostili­dade - de uma audiência, de um entrevistador, de um patrão. Uma aparência benevolente diz compreendo e transmite boa vontade e expectativas positivas. E resulta sem­pre!
No entanto, nunca parta do prin­cípio de que uma audiência, um en­trevistador ou o seu patrão irão mostrar-se receptivos. Esteja sempre preparado para um interrogatório. Pense de antemão nas 10 perguntas mais difíceis que lhe poderão fazer e prepare as respostas. E lembre-se: quando lhe fizerem uma pergunta hostil, nunca mostre agressividade para com quem o está a interrogar. Se o fizer, sairá derrotado.
Enquanto o interlocutor hostil es­tiver a falar, prepare a sua réplica. Adopte imediatamente uma linha de acção positiva e seja breve nas res­postas. No instante em que o entre­vistador terminar a pergunta, co­mece a responder: primeiro ponto, segundo ponto, terceiro ponto ... e por fim a conclusão.
A sua maneira de ouvir fala igual­ mente por si. Mostre interesse, diri­gindo o olhar para a pessoa que está a falar. Se esta estiver sentada ao seu lado, vire-se ligeiramente na cadeira de modo a ficar voltado para ela. Faça uma expressão de aprovação. Esta significa «Concordo consigo» ou «Interessa-me muito o que está a di­zer».
A partir do momento em que se preparou para uma situação, já está a meio caminho de superar o nervo­sismo. A outra metade consiste em controlá-lo física e mentalmente: adoptar uma atitude que lhe incul­que confiança e o controle de si pró­prio e da audiência. Para evitar o nervosismo, também pode ajustar a sua atitude. Aquilo que você diz para si mesmo é trans­mitido à audiência. Se disser para consigo que está com medo, será essa a mensagem que os seus ouvintes re­ceberão. Por isso, pense na atitude que deseja comunicar. O ajusta­mento da atitude é a sua couraça contra o nervosismo. Se acalentar apenas pensamentos positivos, irra­diará estas vibrações: alegria e à­ vontade, entusiasmo, sinceridade, solicitude e autoridade.
Você tem dentro de si a capaci­dade de se tornar um comunicador convincente, persuasivo e confiante. Com estas técnicas, ficará apto a pe­dir aumento, a vender um determi­nado produto, a enfrentar e resolver uma crise familiar, a sentir-se à von­tade em situações sociais e profissio­nais. Aprenda a dominar estes sim­ples princípios aqui expostos e vai ver que nunca mais lhe darão os nervos.
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Saiba como parar de ressonar

Ressonar: o inimigo das noites tranquilas
Reza a lenda que um pistoleiro texano, obrigado a su­portar os roncos incessan­tes que vinham do quarto do la­do, disparou através da parede e matou o culpado no seu sono. Se este incidente é apócrifo, pe­lo menos o seu móbil é-nos fami­liar. Incontáveis horas de sono têm sido perdidas em quartos de dor­mir, quartéis e dormitórios, cau­sando tensão nos relacionamentos - e coisas piores. O ressonar tem sido associado à apneia do sono, uma perturbação respiratória rela­cionada com a hipertensão arterial, o stress cardiovascular, as en­xaquecas, a depressão e o cansaço.
O ruído dos roncos é simples­mente causado pela vibração dos tecidos moles da zona posterior da garganta. Geralmente, há três fac­tores que provocam essas vibrações: diminuição da tonicidade muscu­lar, obstrução da passagem do ar nas vias respiratórias (nas crianças, por exemplo, o ressonar é quase sempre imputado a um inchaço das amígdalas e dos adenóides) e difi­culdade de respirar pelo nariz.
O primeiro factor - diminui­ção da tonicidade muscular - explica por que o ressonar ocorre so­bretudo durante as fases de sono mais profundo, quando os músculos da garganta ficam relaxados: a língua descai então para trás e desencadeia as vibrações. Conhecendo a lei da gravidade, compreende-se facilmen­te que o ressonar seja mais frequente quando se dorme de costas.
O segundo factor - obstrução da passagem do ar - poderá por vezes ser atribuído à hereditarieda­de. Enquanto a dimensão média da úvula (uma estrutura carnuda, em forma de lóbulo, que pende da par­ te posterior da garganta, popular­ mente conhecida por campainha) é de cerca de 6 mm, algumas pessoas chegam a tê-la quatro vezes maior. Existem ainda outras características que podem exacerbar o ressonar. Os obesos têm três vezes mais propen­são para ressonar que os magros (a corpulência manifesta-se em todo o corpo). Por fim, a garganta dos fumadores é irritada diariamente, o que provoca o inchaço das membra­nas mucosas e, consequentemente, estreitamento da passagem do ar.
O terceiro factor - dificuldade de respirar pelo nariz - pode ter vá­rias causas, como sejam congestio­namento, febre-dos-fenos, pólipos e desvio do septo nasal. Em alguns casos, pode ocorrer um bloqueio total da passagem do ar nas vias respiratórias durante o so­no, provocando uma paragem res­piratória temporária, após a qual o indivíduo desperta parcialmente, pa­ra recuperar o fôlego, e volta a ador­mecer. E o processo vai-se repetindo. Conhecido como apneia obstru­tiva do sono, esta afecção pode cau­sar graves problemas cardíacos e pul­monares e a morte.
Uma «cura» para o ressono, mui­to popular durante a Guerra da Se­cessão dos Estados Unidos, consis­tia em costurar uma pequena bala de canhão na parte de trás do pija­ma do roncador. Hoje em dia, con­tinuam a aparecer algumas variações deste tipo de estratagema, que visa dissuadir o ressonador de se deitar de costas, mantendo assim a língua no lugar e as vias respiratórias desimpedidas. Em 1900, Leonidas Wil­son patenteou uma espécie de ar­nês de cabedal que ajudava a man­ter um acessório multidentado en­tre as omoplatas do portador. Outros dispositivos contra o ressonar incluem todo o tipo de coletes-de­-forças e de arneses restritivos, ba­seados no mesmo princípio.
Hoje em dia, o método em voga consiste num bolso costurado na par­ te de trás do casaco de pijama, con­tendo uma bola de ténis (em vez da bala de canhão). A mensagem é igual à da cotovelada do cônjuge ou à do sapato atirado pelo ar através de uma camarata: «Vira-te!» Nalguns casos, estes métodos funcionam, mas também é verdade que muitos roncadores «entoam» as suas serenatas nocturnas tanto de costas como de lado. Para eles, faz-se publi­cidade a inúmeros tratamentos «mi­lagrosos» e curas «garantidas». Alguns merecem ser experimentados. Porém, antes de se comprar uma des­sas engenhocas dispendiosas, re­comenda-se que se consulte o médico de família ou um otorrinolaringo­logista.
Também se aconselha que se tomem as seguintes medidas para reduzir ou eliminar os factores que contribuem para o ressono:
1. Reduza o peso e tonifique os músculos.
Alguns médicos especialistas do sono ensinam exercícios para tonificar os músculos do apare­ lho respiratório superior. A sua efi­cácia, no entanto, não está compro­vada.
2. Evite tomar sedativos ou re­laxantes musculares antes de se dei­tar.
São eles o álcool, os anti-hista­mínicos, que provocam sonolência, e, ironicamente, os soporíferos.
3. Durma num quarto fresco e arejado, sobre um colchão firme e use uma única almofada.
Se dormir sobre várias almofadas, poderá ficar dobrado na zona do pescoço ou da cintura e reduzir a sua capacidade respiratória. Pelo contrário, alguns especialistas aconselham que se co­loquem tijolos sob os pés da cabe­ceira da cama para ajudar a desobstruir as passagens nasais conges­tionadas;
4. Consulte um alergologista.
A solução para o seu caso poderá ser a simples substituição de uma almo­fada de penas por uma sintética.
5. Deixe de fumar.
6. Procure usar durante a noite um aparelho ortodôntico que puxe o maxilar para a frente e mantenha a língua no lugar.
Um dentista poderá ajustar o aparelho, de forma a redu­zir a obstrução da passagem do ar nas vias respiratórias superiores. Pira além destas medidas, pode recorrer-se à cirurgia para remover um pólipo, endireitar o septo nasal ou desbastar o excesso de tecidos da garganta, de forma a alargar as vias respiratórias.
Enquanto muitos de nós não pas­samos de ressonadores ocasionais, outros há que são verdadeiros cam­peões. O actual recorde mundial do mais alto ressono pertence ao inglês Melvin Switzer. A 30 de Outu­bro de 1992, atingiu um máximo de 91 decibéis - mais ruidoso do que uma potente máquina de cortar rel­va. A sua mulher, Julie, é surda de um ouvido.
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Saiba por que vivem mais as mulheres

As mulheres vivem mais do que os homens
O fosso entre os sexos existe e as razões que levam a tal podem surpreendê-lo.
Sexo fraco, o das mulheres? Tal convicção é desmentida pela Natureza, que nestas e noutras é mãe de todas as coisas. Se olharmos para os censos da população as mulheres sobrevivem mais às leis da morte do que os homens. Em todo o mundo moderno, as culturas são diferentes, o mesmo se pode dizer para os estilos de vida e causas de mortalidade, mas uma coisa permanece igual - as mulheres vivem mais tempo do que os homens.
E, à partida, as mulheres estão em desvantagem. No momento da concepção, há uma média de 110 embriões masculinos para cada 100 femininos. Na altura do nascimento, essa relação desceu para cerca de 105 rapazes para 100 raparigas. Em todo o mundo, o número de fetos mortos masculinos é superior ao dos femininos.
Por volta dos 30 anos as mulheres ultrapassam o número de homens e o fosso entre os dois sexos não cessa de crescer a partir daí. Para lá dos 75 anos, as mulheres são quase o dobro dos homens. Se analisarmos as 12 principais causas de morte todas elas matam mais homens: ataque cardíaco, cancro do pulmão, cirrose hepática e pneumonia.
Há um século atrás, os homens eram mais e viviam mais que as mulheres. Mas no século XX, as mulheres começaram a viver mais, sobretudo porque a gravidez e o parto se tornaram menos perigosos. A diferença acentuou-se rapidamente.
Algumas das razões são os homens que as motivam: fumam mais, bebem mais e arriscam mais a vida. Há mais assassínios de homens que de mulheres. Os homens cometem mais suicídios e têm muito mais acidentes de automóvel fatais que as mulheres. Os homens têm mais probabilidades de se envolverem em acidentes relacionados com o álcool. Os condutores masculinos!
Mas o comportamento só por si não explica a diferença de longevidade entre os sexos. O stress também não dá a resposta. Nos anos 50, quando os ataques cardíacos faziam cada vez mais vítimas, culpou-se disso a pressão exercida sobre os quadros superiores das empresas. Deixem as mulheres sair de casa e começar a invadir o campo do trabalho, disseram os médicos, que logo começarão a morrer ao mesmo ritmo que os homens. Mas a caminho do funeral aconteceu algo de estranho. As mulheres trabalhadoras de hoje são tão saudáveis como as que permaneceram em casa.
Alguns cientistas que estudam as diferenças entre os sexos crêem que os dados apontam para uma conclusão: a Mãe Natureza favoreceu as mulheres. Todos os seres vivos são formados de acordo com as instruções dos seus cromossomas, e os seres humanos têm 23 pares deles. Mas nos homens um destes é um par vulnerável e que não condiz com o outro, o designado XY. O par correspondente na mulher é o XX, e o seu poder genético «reforçado» é por vezes citado como a chave para a resistência superior da mulher. Se o cromossoma X do homem for defeituoso, pode provocar uma grave desordem genética. A hemofilia e determinados tipos de distrofia muscular, por exemplo, são doenças causadas por um defeito num único gene do cromossoma X. São muito mais comuns nos homens que nas mulheres.
No entanto, esta teoria do cromossoma X apresenta problemas. Não há um número suficiente de doenças genéticas das mais receadas para justificar mais que uma pequena percentagem da diferença de longevidade entre os homens e as mulheres. E alguns investigadores acusam directamente o cromossoma masculino Y.
A resposta talvez esteja antes nas hormonas. Antes dos 40 anos, quando praticamente todas as mulheres ainda produzem estrogénio, as doenças cardíacas matam três vezes mais homens do que mulheres. Mas daí em diante as condições a favor da mulher descem acentuadamente. As doenças cardíacas são a primeira causa de morte para ambos os sexos. Mas as mulheres têm uma década extra antes que a sua taxa de mortalidade devida às doenças cardíacas se aproxime da do homem.
Se o estrogénio é o herói da história, a testosterona, a hormona do sexo masculino, pode ser o bandido. Até à puberdade, os rapazes e as raparigas têm o mesmo nível de colesteroI. Mas quando os rapazes chegam à adolescência e a testosterona aumenta, o seu nível de colesterol HDL, «o colesterol bom», desce.
Nas raparigas, os níveis de HDL mantêm-se estáveis. Em ambos os sexos, os níveis de LDL, o «colesterol mau», aumentam no fim da adolescência. Mas o aumento é de certo modo mais acentuado no homem. A testosterona parece ter os dias de glória contados. A hormona, que parece estar na base da agressividade e que produz certamente grandes músculos, pode ter sido uma inovação inteligente quando a tarefa primordial do homem era arremessar rochas à tribo vizinha. Mas nos dias de hoje, em que praticamente já só vamos à caça quando o filho deu sumiço ao controle remoto da televisão, a testosterona já não parece tão excelente.
Nem todas as diferenças entre os sexos são a favor das mulheres. Enquanto as mulheres se revelam menos vulneráveis do que os homens às doenças mortais, são mais vulneráveis às doenças do dia-a-dia e à dor. Pode ler-se num diário de 1676: «Ouvi os médicos dizerem que em cada três doentes há duas mulheres.» As mulheres continuam a consultar mais o médico, a tomar mais medicamentos receitados ou não e a passar mais dias de cama. São mais atingidas pela artrite, pelos joanetes, pelas infecções da bexiga, pelos calos, pelas hemorróidas, pelas enxaquecas, pelas varizes, além de sofrerem as dores menstruais.
Entretanto, os homens vão sofrendo ataques cardíacos e enfartes. As mulheres ficam doentes, mas são os homens que morrem. E quanto a saúde mental? A depressão é mais comum nas mulheres que nos homens. Mas a esquizofrenia, talvez a mais arrasadora das doenças mentais, afecta frequentemente com mais gravidade os homens.
Após a morte do cônjuge, os homens parecem passar pior do que as mulheres. Ficam mais deprimidos, mais atreitos à doença e mais vulneráveis à morte. Mas o comportamento muda, pelo que o fosso de saúde entre homens e mulheres não é um dado fixo. Nas décadas recentes, a diferença entre longevidade do homem e da mulher tem vindo a estreitar-se. A explicação não é que a saúde da mulher se está a deteriorar. A saúde da mulher está a melhorar, mas a do homem fá-lo mais rapidamente.
Os homens estão a fumar menos, a beber menos e a alimentar-se melhor. O fosso não está a diminuir por as mulheres estarem a agir como os homens. Os homens é que cada vez mais se comportam como as mulheres.
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O cancro dos ossos

Cancro dos ossos: sintomas, evolução e terapia
O que é um cancro dos ossos?
É um tumor maligno que se pode desenvolver de maneira ilimitada infiltrando-se nos tecidos limítrofes e também noutros orgãos. Existem os tumores primários, que nascem no próprio tecido ósseo, e os secundários, metástases de tumores nascidos noutros orgãos. Os cancros do rim, do pulmão, da mama ou da tiróide têm uma evolução independente da formação inicial. Entre os tumores primários os sarcomas atacam indivíduos jovens, já a partir dos cinco anos de idade, mas principalmente os adolescentes. No exame microscópico distinguem-se os osteossarcomas, os sarcomas de Ewing, os reticulossarcomas e os condrossarcomas.
SINTOMAS:
-->Dor local ou difusa nos ossos;
-->Tumefacção local;
-->Fractura espontânea;
-->Incómodos nos músculos;
-->Alterações do estado físico geral.
O mieloma é o tumor ósseo mais frequente nas pessoas mais idosas: aparece depois dos quarenta anos de idade e ataca principalmente as costelas, as vértebras e o crânio. Existem também muitas formas de tumores ósseos que, apesar do aspecto assustador das primeiras radiografias, não são malignas. As metástases (tumores secundários) infiltram-se no osso que, aos poucos, danifica-se.
Quais são as causas do cancro dos ossos?
Sabe-se de alguns factores que favorecem os tumores ósseos como, por exemplo, a exposição prolongada a radiações. Às vezes acontece que algumas radioterapias, que tinham curado o tumor inicial, causem um tumor ósseo depois de muitos anos. Outras causas continuam a ser desconhecidas.
Tratamento do cancro dos ossos
Quando se deve consultar o médico?
Todas as dores ósseas, cuja causa não seja um trauma recente, e uma tumefacção em correspondência de um osso devem-nos levar a consultar um médico. Isto é muito importante sobretudo no caso de crianças e adolescentes pois normalmente pensa-se que estes sintomas sejam causados por um excesso de actividade física. Muitas vezes a dor pode enganar e é difícil pensar em algo diferente de uma tendinite rebelde.
O que faz o médico?
O exame clínico não permite formular um diagnóstico. O médico, portanto, manda fazer uma radiografia, às vezes uma tomografia computadorizada nos músculos da região dorida. Se o exame radiográfico revelar um tumor, o paciente é internado para que lhe seja praticada uma biopsia ou uma excisão do tecido ósseo de forma a avaliar a extensão da lesão.
Qual o tratamento para o cancro dos ossos?
Depende da idade e da natureza do tumor. Os sarcomas nos doentes mais jovens são tratados no início com a quimioterapia e a seguir com a radioterapia. A cirurgia limita-se à raspagem do osso para extrair o tumor. Dependendo da extensão das lesões, pode haver necessidade de uma amputação. Os mielomas de doentes mais idosos são geralmente tratados com quimioterapia e radioterapia.
O que podemos fazer?
Nada, a não ser o tratamento específico.
Qual é a evolução do cancro dos ossos?
Os primeiros sintomas são, na maioria dos casos, dores banais mas que não têm explicação; Às vezes, um esforço ou um trauma, que desencadeiam a primeira dor rebelde aos tratamentos antálgicos, faz com que se descubra um tumor ósseo. A tumefacção aparece mais tarde, assim como as dores nos músculos que são provocadas pela invasão da doença nos tecidos entre o osso e os músculos. Quando o tumor está numa fase avançada o paciente definha e perde o apetite.
Os tumores ósseos provocam fracturas espontâneas: o osso, enfraquecido, parte com muita facilidade e às vezes é quando acontece uma destas fracturas que o tumor é descoberto. Se não forem tratados os tumores ósseos, assim como todos os cancros malignos, têm um desenvolvimento que, no caso dos sarcomas, leva à morte dentro de um ou dois anos e um pouco menos rapidamente no caso de mielomas. Se as metástases secundárias do osso se multiplicarem, é um péssimo sintoma: sabe-se porém de casos em que pacientes com metástases solitárias foram curados.
O tratamento é longo, difícil; doloroso e, em alguns casos, obriga a amputar um braço ou uma perna. Cabe ressaltar, no entanto, que o número de casos curados continua a aumentar.
O cancro dos ossos é perigoso?
Se não for tratado o cancro dos ossos leva à morte. As probabilidades de cura dependem da precocidade do diagnóstico.
IMPORTANTE:
Se uma criança ou um adolescente se queixar de dor num osso, ou se tiver um inchaço em correspondência de um osso, deve ser levado imediatamente ao médico.
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Os fibromas (tumores) do útero

Os tumores do útero
O que são os miomas ou fibromas do útero?
Os miomas, ou fibromas do útero, são tumores benignos do tecido muscular: situam-se seja dentro seja fora do útero, mas sempre vizinhos a este. Se houver uma única formação tumoral, esta chama-se fibroma solitário, mas se as formações forem várias os fibromas são denominados múltiplos.
As dimensões destes tumores benignos variam muito: podem medir desde poucos milímetros a dezenas de centímetros de diâmetro. A presença de fibromas em geral não é percebida pela mulher mas às vezes estes podem causar dores e corrimento de sangue. Ao aumentar das dimensões do fibroma, porém, aparecem outros sintomas tais como pressão na bexiga, coisa que dificulta a micção, e infecções das vias urinárias. Os fibromas do útero formam-se na idade fértil, mormente por volta dos quarenta anos de idade e reabsorvem-se espontaneamente depois da menopausa. Trata-se de uma afecção muito banal que afecta em torno de 30% das mulheres e pode não criar inconvenientes se os fibromas forem pequenos e não forem dolorosos. Na maior parte dos casos os fibromas assintomáticos são descobertos durante uma consulta ginecológica.
ATENÇÃO:
Em caso de dores nos órgãos genitais consulte sempre um médico ou um ginecologista. As doenças mais graves podem ser descobertas a tempo.
Quais são as causas dos fibromas do útero?
Não existem causas conhecidas mas acredita-se que as hormonas tenham uma função relevante na formação do fibroma. A subministração de estrogénios, hormonas femininas, é causa do aparecimento de fibromas. Estes podem se engrossar também durante a gravidez ou no caso de tumores dos ovários com produção de hormonas.
SINTOMAS:
-->Pontadas e dores;
-->Menstruação difícil;
-->Pressão na bexiga e no intestino;
-->Corrimentos;
-->Possível esterilidade.
Tratamento dos fibromas do útero
O tratamento varia em função da gravidade do caso. Se os fibromas não provocarem dores ou incómodo, não se faz tratamentos algum pois não representam um perigo para a saúde da paciente. Nos casos mais simples, um tratamento hormonal pode ser suficiente.
Contudo, se a paciente tiver dores ou hemorragias, corrimentos de líquidos ou pressão na bexiga, torna-se necessária uma intervenção cirúrgica. O género de operação depende dos sintomas e da idade da paciente. Às vezes basta uma excisão dos fibromas isolados, mas há muitos casos em que o útero deve ser extraído. Esta operação chama-se histerectomia.
Quando deve-se consultar um médico?
Quando aparecerem as primeiras dores no abdómen ou nos genitais; se houver problemas durante a menstruação; corrimento de sangue de aspecto e quantidade incomuns; se perceber uma massa na bacia ou perturbações urinárias. O médico deve ser consultado imediatamente: há doenças mais graves que iniciam com sintomas idênticos.
O que faz o médico?
O médico faz um exame ginecológico muito atento e a seguir manda fazer alguns exames complementares para confirmar o diagnóstico e o tratamento:
-->um esfregaço vaginal e cervical para analisar as células;
-->uma histerografia, isto é, uma radiografia da cavidade do útero;
-->uma biópsia para obter um fragmento de tecido do útero;
-->uma laparoscopia que, através da introdução de um instrumento óptico na cavidade abdominal, permite observar directamente a superfície externa do útero.
Não é indispensável que os exames sejam feitos todos ao mesmo tempo. A ultra-sonografia e seus recentes avanços em muitos casos podem substituir satisfatóriamente e sem riscos outros exames mais invasores.
O que podemos fazer?
Não há nada a fazer sozinhos. A única coisa é prestar muita atenção nos sintomas para poder descrevê-los ao médico.
Qual é a evolução da doença?
A evolução dos fibromas do útero depende das condições de cada mulher: os inconvenientes e os sintomas variam de uma paciente para outra, com a presença de dores mais ou menos fortes e mal-estar mais ou menos grave durante a menstruação. Após a operação, em geral, a recuperação é total.
Os fibromas do útero são perigosos?
Se o tratamento for o apropriado, não há perigo.
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Depressão: como agir

Depressão: como actuar atempadamente
Todos os anos milhões de homens e mulheres sofrem de depressão, o que torna esta, de longe, a mais comum das doenças mentais graves em muitos países. Pior ainda, alguns milhares doentes depressivos, incluindo um número alarmante de adolescentes, acabam por suicidar­se muitas vezes, segundo se crê, antes de a sua doença ter sido identificada.
Vários estudos realizados em diversos países, revelam que apenas um terço dos doentes que sofrem de depressão procura tratamento. No entanto, quando tratados, 80 a 90% deles podem ser ajudados através de novos medicamentos e de terapia e podem nunca mais ter manifestações da doença, desde que aqueles que os rodeiam notem a tempo os seus problemas e o tratamento comece prontamente.
A depressão clínica não deve ser confundida com melancolia. Toda a gente passa por breves períodos de tristeza ou de melancolia. E algumas vezes a depressão surge por razões perfeitamente compreensíveis: a morte de um ente querido, a perda do emprego ou o desfazer de um casamento. Mas a maior parte das pessoas adapta-se gradualmente a essas perdas. A depressão clínica difere da melancolia em termos de duração e gravidade. Para algumas pessoas pode estar associada a perturbações bioquímicas ao nível dos neurotransmissores do cérebro.
Nas pessoas com tendência para a depressão, o que aparece como uma reacção normal passa a adquirir um funcionamento bioquímico autónomo. Os sistemas reguladores continuam a funcionar, e a pessoa sente uma perda total de energia e de interesse.
Se não for tratada, dá-se frequentemente uma recaída, e a cada recaída aumentam as probabilidades de mais uma crise. Metade daqueles que passam por uma primeira crise não tratada terão uma segunda, e depois da terceira há 90% de hipóteses de virem a ter uma quarta. Por isso, o tratamento feito logo no início dos primeiros sintomas é essencial.
As perturbações depressivas ocorrem sob duas formas principais. A doença unipolar é caracterizada apenas por manifestações de depressão - desânimo periódico e perda da esperança, indo de situações moderadas a graves. Na doença bipolar (ou maníaco-depressiva), a pessoa oscila entre extremos, com períodos de depressão alternando com outros de grande euforia e comportamento estranho, tal como falar sem parar ou gastar dinheiro irreflectidamente. Por razões desconhecidas, cerca de dois terços dos pacientes da doença unipolar são mulheres. Os casos bipolares distribuem-se mais uniforme­ mente pelos dois sexos. Qualquer de­les atinge todos os grupos etários.
De acordo com os especialistas, os sintomas clássicos de depressão grave incluem:
-->Alterações pronunciadas do sono;

-->Perda de apetite e/ou de peso, ou, pelo contrário, apetite exagerado e aumento de peso;

-->Estados de espírito persistentemente tristes, ansiosos ou «vazios»;

-->Falta de esperança ou pessimismo;

-->Sentimentos de culpa, de incapacidade, de inferioridade;

-->Fadiga ou perda de energia;

-->Pensar ou falar na morte ou no suicídio; ameaças ou tentativas de suicídio.

Existem, no entanto, outros sinais de aviso da depressão que não são tão óbvios e que não correspondem à imagem vulgarizada do depressivo como uma pessoa triste e distante. Muitas vezes, são tão subtis e vagos que são mal interpretados pela família e pelos amigos. Até mesmo os médicos podem não dar por esses sintomas ou então minimizá-los e, no entanto, a identificação atempada dessas pequenas pistas pode significar literalmente a diferença entre a vida e a morte.
Quais são esses sinais mal conhecidos da depressão? A palavra-chave é mudança - qualquer coisa não habitual acerca da pessoa. E claro que uma simples diferença de comportamento isolada não significa automaticamente uma depressão. Mesmo assim, se se observar alguns dos sintomas que adiante se descrevem, quer súbita, quer gradualmente, é porque alguma luzinha se deve ter apagado no cérebro.
Silêncio súbito.
Um jardineiro de 54 anos que vivia na zona norte do estado de Nova Iorque e que normalmente era bastante conversador durante o jantar com a família, descrevendo à mulher e aos dois filhos os acontecimentos do seu dia de trabalho, tornou-se subitamente silencioso à mesa. Noite após noite, não dizia uma palavra. Sempre que a mulher referia esse silêncio, respondia­lhe bruscamente e anunciava que ia deitar-se. Como aquela situação não habitual se mantivesse, a mulher sugeriu-lhe: «Talvez fosse bom ires consultar um médico.» Ele recusou.
Finalmente, cerca de dois meses mais tarde, depois de ler num jornal um artigo sobre a depressão, resolveu procurar ajuda. Em breve, estava a ser tratado a uma depressão grave. Depois de ultrapassada essa crise depressiva, admitiu que a ideia de suicídio «chegou a passar-lhe pela cabeça», mas finalmente a sua vida estava novamente em ascensão. Geralmente, a pessoa deprimida afasta-se do contacto com os outros e quer estar só com os seus pensamentos mórbidos de auto-acusacão. Contudo, muitas vezes acontece que o ou a doente cumpre mecanicamente as suas tarefas do quotidiano, especialmente no emprego, de modo que o «afastamento» pode não ser completamente evidente.
Exagerar pequenos nadas. «o meu chefe não veio ter comigo para me cumprimentar», queixava-se o marido à mulher, depois de uma festa no escritório. «Se calhar, está zangado comigo.» A mulher argumentou que ele também não atravessara a sala para ir falar ao chefe. E também lhe fez notar que o local estava apinhado de gente e que o chefe só lá ficara durante muito pouco tempo. Mas o marido não se deixou convencer.
A um nível muito subtil, aquele que sempre viu o copo meio cheio passa a vê-lo meio vazio. Pequenos factos que antes teriam parecido perfeitamente insignificantes passam a ter muita importância e a tornar-se motivo de grande preocupação.
Esquecimentos.
Quando uma secretária, residente em Coimbra (Portugal), trabalhava numa empresa de fotocópias, começou a ficar cada vez mais esquecida. Tinha de verificar as moradas e as entrevistas mais de uma vez e chegou mesmo a ter de parar o carro na berma da estrada para se lembrar aonde ia. «Disse ao meu médico que julgava ter a doença de Alzheimer, embora estivesse apenas na casa dos 40», afirmava ela. «Ele pediu-me para contar de diante para trás e para dizer de cor algumas coisas mais, e depois disse-me: «O seu caso é apenas uma questão de stress. Vá para casa e descanse.» Este médico não procurou ir mais fundo, e, não muito depois, a depressão atingia-a. No entanto, mais tarde, tratou-se e recuperou.
Irritabilidade.
Um director de enfermagem em Paris, estava a falar com uma enfermeira cujo marido não queria que ela trabalhasse de noite. Em vez de discutir o assunto, o director retorquiu com brusquidão: «O que é que ele quer? Ele não sabe que as enfermeiras trabalham de noite? Por que se casou então com uma?» A irritabilidade e a cólera são o manto com que os depressivos muitas vezes disfarçam a sua tristeza e isolamento. Infelizmente, uma resposta colérica ou irritada ainda torna as coisas piores. Os outros podem ripostar no mesmo tom, transformando uma discussão sem grande importância numa verdadeira «tempestade». Resultado: a pessoa deprimida sente-se pior a respeito de si mesma, tornando a depressão ainda mais acentuada.
Refúgio na rotina.
Um homem cujas paixões eram o teatro e o baseboI começou a ficar em casa, mantendo a sua actividade limitada a uma rotina estabelecida. Quando a mulher lhe sugeriu a ida a um determinado espectáculo, recusou com brusquidão. Este comportamento era nele tão fora do normal que a mulher resolveu consultar o médico da família, que, após a confirmação de outros sintomas, começou a tratá-lo de depressão. Um primeiro sinal é quando uma pessoa que sempre foi dinâmica e interessada por diversas actividades passa a ter uma atitude passiva e a refugiar­se no banal quotidiano.
Aspecto descuidado.
Uma directora de uma Clínica de Medicina Comportamental dos Serviços de Saúde de Stanford, na Califórnia, fez notar que o facto de uma pessoa começar de repente a desinteressar-se pelo seu próprio aspecto pode ser um sinal da doença. «Pode acontecer que uma pessoa que sempre teve grande preocupação com o seu aspecto e um cuidado extremo com a maneira de vestir passe de repente a desinteressar-se de tudo isso e a mostrar-se desleixada», afirmou. «Isto pode ser um sintoma de depressão - uma perda de interesse ou de prazer, uma ausência de atenção por si mesmo.»
Indecisão.
Uma mulher começou a ter dificuldade em escolher o que queria comer nas listas dos restaurantes. «Escolhe por mim», dizia ao marido. Do mesmo modo, em casa e com o telecomando na mão, não conseguia tomar uma decisão sobre o canal de TV que queria ver. A indecisão acompanha muitas vezes a falta de concentração dos pacientes com depressão; às vezes, é o único sintoma. Tomar decisões torna­se um fardo excessivamente pesado.
Dores misteriosas.
As pessoas deprimidas podem queixar-se de dores no estômago, nas costas e de outra situações de desconforto que não respondem a tratamentos. As queixas mais vulgares, são as dores e a rigidez musculares e na maioria das vezes torna-se necessário um exame médico completo.
Euforia súbita.
Algumas vezes, uma pessoa mantém-se no mais profundo desespero durante semanas ou até meses e um dia, sem mais nem menos, sai dessa situação e aparece como que liberta. A família pode, enfim, descansar, pensando que o pior já passou. Na realidade, este pode ser o período mais perigoso, exigindo mais, e não menos, vigilância. As «melhoras» podem querer dizer que, após ter procurado, sem sucesso, uma saída para aquilo que pensa ser uma situação sem esperança, o paciente pode ter-se decidido pelo suicídio. As supostas «melhoras» podem reflectir alívio por, finalmente, ter tomado uma decisão sobre o que fazer.
Como ajudar.
O que deve fazer se reconhecer, de maneira persistente, um ou mais destes sintomas num familiar ou num amigo?
Em primeiro lugar, deve falar com essa pessoa sobre o assunto. Tentar descobrir o que ela sente. Se não conseguir convencê-la a discutir o problema, tente uma abordagem do tipo «Fazes-me lembrar o tempo em que estive com uma depressão». Isto pode fazer que ela se abra.
Em segundo lugar, sugira ajuda profissional. Marque-lhe mesmo uma consulta médica, se necessário, e acompanhe a pessoa se lhe parecer que se justifica. Depois, vá acompanhando o caso para se assegurar de que ela toma os medicamentos e vai às consultas. Com antidepressivos, alguém que esteja gravemente deprimido normalmente regista melhoras dentro de quatro a seis semanas. O recurso à psicoterapia requer mais tempo. Muitos médicos utilizam uma combinação dos dois sistemas. Pode, no entanto, acontecer que ao fim de seis meses não haja sinais de recuperação e que seja necessário recorrer durante mais tempo à medicação.
Em terceiro lugar, dê apoio emocional. Não ofereça soluções simplistas, como «Amanhã as coisas estarão melhor». Ajude a pessoa a centrar-se em actividades que ainda lhe agradam - jogar ténis, fazer jardinagem - e a afastar-se das que aprofundam a depressão. Escute-a com compreensão, chame-lhe a atenção para as realidades da situação e manifeste sempre esperança. Sobretudo, não ignore as ameaças de suicídio ou conversas sobre a mor­ te. Considere estas ameaças sérias e não se limite apenas a uma atitude compreensiva.
A depressão é uma doença incapacitante. Mas com uma pequena ajuda de amigos ou familiares atentos e tratamento médico adequado, a maior parte das pessoas cura-se e volta a ter uma vida activa e saudável.
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Cancro da vagina

O que é o cancro da vagina?
O cancro da vagina, que se manifesta com um crescimento incontrolado de células anómalas no tecido vaginal, é uma das formas mais raras de tumor na mulher (somente cerca de 1 % dos tumores ginecológicos). A maior parte dos tumores da vagina (cerca de 95%) são epidermóides, isto é semelhantes aos tumores da pele. Os outros são os adenocarcinomas de células claras e o sarcoma.
Causas do cancro da vagina
O adenocarcinoma de células claras é consequente à exposição do feto feminino ao dietilstilbestrol (DES), administrado à mãe durante a gravidez para prevenir o aborto. Manifesta-se geralmente durante a adolescência, isto é 15-20 anos mais tarde. Todos os outros tipos de cancro da vagina aparecem entre os 45 e os 65 anos e a sua causa não é conhecida. A incidência do cancro da vagina é no entanto maior nas mulheres que contraíram infecções virais, sobretudo verrugas genitais causadas pelo HPV (Human Papílloma Vírus) e pelo herpes.
SINTOMAS:
-->Perdas de sangue expontâneas ou depois de uma relação sexual;
-->Secreções vaginais aquosas;
-->Dor durante as relações sexuais;
-->Frequente necessidade de urinar se o tumor se propagou à bexiga;
-->Trânsito intestinal doloroso se o tumor se propagou ao recto.
Perdas de sangue, secreções vaginais anómalas e dores durante as relações sexuais requerem uma consulta ginecológica para determinar a eventual presença de um cancro da vagina.
Terapia do cancro da vagina
Quando se deve consultar o médico?
Ocorre consultar o gineco­logista logo desde o aparecimento dos primeiros sintomas. Os adolescentes que têm mães às quais foi administrado o dietilstilbestol devem submeter-se a controlos regulares preventivos a partir da puberdade.
O que faz o médico?
A presença de células anómalas que fazem pressupor um cancro na vagina é geralmente detectada durante um esfregaço vaginal, exame de controlo que deve ser executado pelo menos de três em três anos. Se o esfregaço revela a presença de células anómalas, um teste à base de iodo permite definir a zona que se deve examinar. O tecido que não se colora de castanho escuro é suspeito de carcinoma. O médico executa a este ponto uma biopsia das zonas não coloridas. Se a biopsia confirma a presença de um cancro, efectuam-se mais alguns exames (análises do sangue, radiografias) para saber se o tumor se propagou a outros órgãos.Geralmente o cancro da vagina propaga-se à bexiga e ao recto.
Terapia do cancro da vagina
A terapia depende da localização, da extensão do tumor e em parte também da idade e das condições gerais de saúde da paciente. Um tumor localizado no terço superior da vagina requer uma intervenção de histerectomia ou ovariectomia, isto é de remoção do útero, dos ovários e das trompas, para além de uma extirpação da parte superior da vagina (vaginectomia) e dos gânglios linfáticos circunstantes.
Se a paciente é jovem e deseja ter filhos, e se a extensão do tumor parece limitada pode proceder-se à remoção da zona afectada fazendo a seguir à intervenção cirúrgica uma radioterapia intensiva. Se, pelo contrário, o tumor se propagou à bexiga ou ao recto, a intervenção cirúrgica é mais invasiva. Por fim, se as células tumorais se propagaram a outras partes do corpo, para além da intervenção cirúrgica são necessárias a radioterapia e a quimioterapia.
O que fazer sozinhos?
Para os adolescentes sujeitos a risco - cujas mães tomaram DES durante a gravidez os controlos médicos devem começar a partir da primeira menstruação. Quando se encontram presentes infecções virais, é o ginecologista a estabelecer a frequência dos controles.
Como se desenvolve o cancro da vagina?
Geralmente no início o tumor da vagina é silente. É por esta razão que a doença é muitas vezes diagnosticada só quando o tumor se propagou a outros órgãos (bexiga e recto). O diagnóstico do cancro num estádio demasiado avançado torna necessária uma intervenção cirúrgica.
O cancro da vagina é grave?
Sim, as probabilidades de sobreviver cinco anos depois de se ter submetido à intervenção cirúrgica e em ausência de recidivantes são de 30%.
Pode prevenir-se o cancro da vagina?
Dado que a causa deste tipo de tumor não é conhecida, podem evitar-se somente os factores de risco.
O Evitar ter relações sexuais com numerosos parceiros para reduzir o risco de expor-se a infecções ginecológicas virais.
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