Os efeitos da puberdade

A puberdade
O longo período que decorre até o ser humano atingir a fertilidade é uma preparação para a vida adulta; ele dá oportunidades ao jovem para aprender, imitando os adul­tos e usando os seus cérebros em desenvolvimento, a re­flectir nas suas próprias coisas. Isto significa que eles só adquirem um sistema reprodutivo, totalmente funcional, depois de terem tido tempo suficiente para aprenderem como proteger a geração vindoura, durante o seu período de formação.
O aparecimento da puberdade traz uma série de mu­danças físicas e mentais que levam o rapaz e a rapariga a procurarem-se e a tornarem possível, entre eles, a repro­dução. Os seus corpos começam a ficar equipados com as características físicas necessárias e o resultado deste acon­tecimento é não só a capacidade de ter sexo e produzir be­bés, mas também o desejo de os produzir ou, pelo menos, de fazer amor.
Quer as características físicas e mentais, quer os pro­cessos emocionais, dependem da libertação coordenada de horrmonas de diferentes partes do corpo, principalmente do cérebro e órgãos sexuais. A sequência de ocorrências centra-se no cérebro, sobretudo no hipotálamo e na pitui­tária. Durante a infância há uma subida gradual na pro­dução cerebral de duas hormonas, chamadas hormona estimulante dos folículos (FSH) e hormona luteinizante (LH), que provocam um aumento lento, mas contínuo, no tamanho dos testículos e dos ovários. As hormonas são as mesmas em ambos os sexos, mas conduzem a acontecimentos diferentes num e noutro. A sua função é estimularem os testículos e os ovários a segregarem as suas próprias hormonas, que se espalham pelo corpo e começam a produzir os sinais familiares da puberdade.
As mudanças corporais que ocorrem na puberdade têm diversos e úteis resultados. Primeiro, é óbvio, prepa­ram o terreno para a concepção e fertilização. Podem também ajudar a tornar os rapazes e as raparigas mais atractivos e aumentar as suas hipóteses de reprodução.
Os efeitos da puberdade nas raparigas
A puberdade começa mais cedo nas raparigas do que nos rapazes, embora haja uma grande variação entre as idades em que ela começa. Com as raparigas, o aparecimento da puberdade parece estar intimamente relacionado com a idade em que as suas mães a alcançaram. Quando uma ra­pariga tem cerca de 10 anos os ovários começam a aumentar, aproximadamente dez vezes mais, em peso, sob a in­fluência das hormonas FSH e LH. É este aumento que le­va à secreção da hormona estrogénio pelos ovários a qual vai para a corrente sanguínea e é levada a todos os tecidos do corpo, alguns dos quais contêm células programadas para responderem ao estrogénio de várias e diferentes ma­neiras. As células na parede do tórax, por exemplo, res­pondem com o crescimento e organização, delas próprias, em mamas com glândulas que estarão aptas a produzir lei­ te na altura própria. Os ossos que contribuem para a altu­ra da rapariga respondem com um crescimento súbito, a uma maior velocidade. As células produtoras de cabelo tornam-se activas sob as axilas e à volta da virilha. Inter­namente, o útero, que fora um diminuto bulbo de múscu­lo inactivo, começa a aumentar o peso. Durante a gravi­dez ele ficará 25 vezes mais pesado e apto a transportar um bebé totalmente formado.

Talvez o sinal mais conclusivo de que uma rapariga es­tá a tornar-se mulher seja o aparecimento da menstrua­ção. O período menstrual é, na verdade, o fim de um ciclo de actividade de quatro semanas, durante o qual o útero se preparou para a tarefa de alojar e de nutrir um óvulo fecundado, embora convencionalmente a menstruação se­ja representada como o início do ciclo. Contudo, uma ra­pariga poderá não ter capacidade para conceber durante dois ou três anos depois do seu primeiro período, dado que muitas vezes o seu primeiro óvulo só é libertado após algum tempo de ter começado a menstruação. Cada 28 dias, mais ou menos, o corpo da mulher passa por uma sequência complexa de mudanças com duas saí­ das possíveis: concepção ou menstruação. A menstruação acontece cerca de 400 vezes durante a vida de uma mulher. O aparecimento dos ciclos de 28 dias podem ser, de início, irregulares por razões que não são claras, mas tornar-se-ão regulares na maior parte das raparigas, em poucos me­ ses. Há alguma evidência no facto de o ciclo poder variar para enfrentar algumas ocorrências do meio ambiente. Mulheres que passam muito tempo juntas, por exemplo, verificarão muitas vezes que os seus períodos menstruais ficam sincronizados. Isto pode acontecer através da detec­ção inconsciente de um odor químico segregado pelas mu­lheres em determinadas alturas dos seus ciclos.

Seja o que for que controla a regulação do ciclo, ele começa com a libertação da FSH da pituitária, uma glân­dula na base do cérebro. Quando a FSH alcança os ovários estimula um folículo onde se aloja um óvulo (ou oca­sionalmente mais) e tira o óvulo do seu estado de latência, a fim de que possa completar a sua divisão. O folículo começa a desenvolver uma espessa membrana e o óvulo cresce, preparando-se para deixar o ovário e passar para o útero.

Aproximadamente duas semanas depois do início do ciclo é produzida uma vaga de LH pela pituitária, o que vai provocar a ruptura do folículo e o envio do óvulo para a cavidade abdominal. Algumas mulheres podem sentir realmente estas ocorrências, como uma dor aguda no bai­xo ventre. Os prolongamentos em franja de uma extremi­dade de uma trompa de Falópio apanham o óvulo e trans­portam-no para o útero. Enquanto o folículo se desenvol­ve, produz altos níveis de estrogénio e progesterona que provocam o aumento de espessura do revestimento do úte­ro, preparando-o para a chegada do óvulo. O folículo va­zio persiste e continua a segregar aquelas duas hormonas. Na altura em que o óvulo alcança o útero, vindo da trompa de Falópio, está à sua espera um revestimento ri­camente nutrido com uma complexa rede de provisões, constituído por artérias espirais que o mantêm fornecido de oxigénio contido no sangue. O corpo lúteo parará a li­bertação de estrogénio e progesterona, a não ser que o óvulo seja fecundado e, neste caso, começará a segregar outras hormonas. Como resultado, o útero deixará de po­der manter o seu espesso revestimento que começará a en­rugar-se, contraindo os vasos sanguíneos dificultando­ -lhes a entrega de oxigénio. Com falta de oxigénio, as cé­lulas do revestimento do útero começam a morrer. Os pró­prios vasos sanguíneos degeneram e as suas paredes rom­pem, libertando o sangue que faz desaparecer os restos do revestimento, produzindo os sinais familiares de um perío­do menstrual. Este sistema permite ao corpo, cuja «finalidade» total é reproduzir-se, aproveitar ao máximo todas as oportuni­dades para desempenhar a tarefa. Se um óvulo libertado é fecundado, o útero está num bom estado de preparação para o bebé que ali irá crescer. Se não houver fecundação então haverá um rápido retorno ao início do ciclo para o caso de surgir outra oportunidade.

Os efeitos da puberdade nos rapazes
Já vimos como são produzidos nas raparigas mais óvulos do que aqueles que alguma vez poderão ser fecundados. Esta superprodução, com a qual um bebé rapariga come­ça, com talvez um milhão de células que poderiam tornar­ -se em óvulos, é positivamente frugal comparada com a produção de células masculinas. Desde os primeiros im­ pulsos da puberdade num adolescente, o seu corpo é capaz de libertar espermatozóides, numa média de 200 milhões cada 24 horas e assim continuar até idade avançada.
A puberdade para um rapaz, tal como para uma rapa­riga, envolve uma variedade de mudanças corporais que alteram a sua aparência e capacidades físicas, podendo torná-lo mais atractivo ou mais competitivo, e que assegu­ram que ele é capaz de produzir e implantar os seus esper­matozóides. A puberdade no rapaz começa alguns ano mais tarde do que na rapariga, período no qual ele terá um crescimento súbito, à medida que os seus ossos longos crescem em comprimento. Uma rapariga adolesscente será mais alta do que o rapaz, durante um certo período quan­do ela entra na puberdade, mas depois ele ultrapassá-la-á e permanecerá sempre mais alto, à medida que ambos vão crescendo. A sua pele e o seu cabelo passam por impor­tantes, mas nem sempre agradáveis, mudanças. Crescem os cabelos púbicos de um modo totalmente diferente do triângulo feminino, seguido do crescimento de cabelo nas axilas e na face. Infelizmente esta agitada superactividade das células da pele e do cabelo pode levar ao aumento de oleosidade da pele e acne. Os próprios órgãos sexuais, pé­nis e testículos, crescem de um modo constante, como par­ te do aumento geral da virilidade; a voz masculina torna­-se profunda à medida que a laringe cresce e as cordas vo­cais duplicam em comprimento.
Todas estas mudanças são desencadeadas pela hormo­na testosterona que é agora produzida nos testículos. (No­vamente a FSH e a LH são responsáveis por estimular esta produção hormonal.) Nos próprios testículos há centenas de metros de tubos, cujas paredes são um local de cultivo para os espermatozóides. Um só tubo tem 0,5 metro de comprimento e as suas paredes são revestidas com células que originarão ondas e ondas de espermatozóides. Tal co­mo o óvulo, o espermatozóide maduro tem apenas 23 cromossomas e alcança isto pela mesma divisão de redução no revestimento do tubo - um processo que demora 70 dias. Durante este período, são produzidos milhões de cé­lulas de esperma, começando como espermatozóides ima­turos, redondos, e terminando como dispositivos em for­ ma de torpedo, que consistem em uma cabeça densa, carregada com a informação do pai, na forma de 23 cromos­ somas, e uma longa e activa cauda para impelir o esper­matozóide para o seu alvo.
Uma das diferenças interessantes entre homens e mu­lheres é o facto de que as mulheres produzem os seus óvu­los dentro do corpo, enquanto que os homens, para to­ dos os objectivos e finalidades, produzem os seus esper­matozóides no exterior. Apesar de o escroto estar logica­mente, ligado ao corpo, está rodeado na maior parte dos lados, mais pelo mundo exterior do que pelo confortável calor do interior do corpo. Não é um local muito segu­ro para órgãos tão importantes, pelo que algum outro fac­tor deveria ser mais importante do que a vulnerabilidade quando os nossos corpos evoluíram. Esse factor está rela­cionado com a temperatura. A 37° C, a temperatura nor­mal do corpo, quase cessa a produção de esperma. Pode­ ria ser por isso que, para tornar o processo tão eficiente quanto possível, teve de ser desenvolvida uma intrusão no mundo exterior, que é mais frio, a fim de que á «fábrica de esperma» estivesse consistentemente mais fria do que o resto do corpo.
Algum deste arrefecimento vem da circulação de ar à volta do escroto e nada que a evite pode abrandar a pro­dução de espermatozóides. Existe inc1usivamente um siste­ma de troca de calor, de modo a que as artérias que levam o sangue aos testículos sejam arrefecidas pelas veias que fazem o retorno do sangue. O desenvolvimento de calças apertadas para os homens poderia preconizar o desapare­cimento da raça humana ou, pelo menos, dos seus mem­bros mais conscientes da moda. De modo semelhante, banhos regulares muito quentes podem levar a quantidade de espermatozóides a um nível abaixo daquele em que a fecundação se processará, embora para alcançar uma contracepção por este meio fosse necessário que o homem es­tivesse a maior parte do seu tempo a tomar banho. Com milhões de espermatozóides maduros nos testícu­los e o óvulo esperando na trompa de Falópio, o palco es­tá montado todos os meses a partir da puberdade para o encontro dos dois.

6 comentários:

  1. Gostei deste tambem muito legal e bem escrito, parabens

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  2. gostei disso esnsina muito parabéns para vcs

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  3. Texto muito bacana.
    Enquanto lia não havia como não lembrar, com saudades, desta época.
    Abraços.

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  4. é normal ter um testicolo ligeiramente maior do que o outro??

    respodao porfafor

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  5. um testiculo maior que o outro epa tu n es normal

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  6. gostei eu estou entrando na pulberdade e queria saber isso obrg

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