Diabetes na gravidez

Diabetes durante a gravidez
O que é a diabetes gravídica?
A diabetes gravídica é uma alteração do metabolismo dos hidratos de carbono que se verifica durante a gravidez, estimulada pelas modificações hormonais e metabólicas deste período. Afecta cerca de 2-3% das gravidezes, com cerca de 1 % em mulheres já diabéticas e cerca de 1-2% em mulheres aparentemente saudáveis que desenvolvem a diabetes gestacional na gravidez. Existem sérios riscos associados à diabetes gravídica quer para a mãe quer para a criança. Na mãe pode estar associada a infecções, cetoacidose diabética e hipertensão. Para evitar estas complicações, um bom controlo rotineiro é todavia suficiente. Para além disso, existe o risco de retinopatias e de nefropatias diabéticas.
Na criança, para além de um risco de morte mais elevado no momento do parto ou logo a seguir, podem manifestar-se malformações congénitas e macrosomia (peso excessivo à nascença, isto é, acima dos 4,5 kg). As crianças nascidas de mães diabéticas podem sofrer de vários problemas, respiratórios e metabólicos e, por conseguinte, devem ser mantidas sob rigoroso controlo médico, imediatamente após o nascimento.
Quais são as causas da diabetes gravídica?
A diabetes gravídica é provocada pelas mesmas causas da diabetes, isto é, pela escassa ou ineficaz regulação dos níveis de glicemia no sangue por parte da insulina. O facto que, nalguns casos, a diabetes se manifeste com a gravidez depende das alterações hormonais que a mulher enfrenta no início da gravidez, que provocam a manifestação de alterações metabólicas já existentes mas lactentes.
Factores de risco:

-->Idade avançada;

-->Numerosos abortos ou gravidezes precedentes;

-->Precedentes crianças macrosómicas ou malformadas;

-->Peso pré-gravídico elevado;

-->Excessivo incremento ponderal durante a gravidez;

-->Infecções recidivantes do aparelho urinário;

-->Diabetes pré-gravídica;

-->Familiaridade para a diabetes em consanguíneos de primeiro grau.

Terapia da diabetes gravídica
Quando se deve consultar o médico?

Sempre, ao início de uma gravidez. Em presença de diabetes ou factores de risco, estes devem ser comunicados tempestivamente ao obstetra. O que faz o médico? O médico deve intervir sobretudo em termos de prevenção, induzindo a mulher que sofre de diabetes ou factores de risco a programar a gravidez de forma que esta tenha início numa situação de equilíbrio glicémico. Alguns médicos prescrevem os exames necessários para a diabetes a todas as mulheres grávidas entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez, enquanto que outros escolhem monitorar só as mulheres sujeitas a risco.

Qual é a terapia?
Quando a gravidez começa numa situação de alteração do metabolismo glucídico, a terapia deve manter sob controlo os valores glicémicoso Com este objectivo o médico prescreve uma dieta específica e a terapêutica insulínica. É importante distribuir, de modo equilibrado, o fornecimento calórico das refeições e deve evitar-se um aumento excessivo de peso. Podem consumir-se até a 35-38 kcal por dia por kg (com referência ao peso corporal ideal pré-gravídico), e o aumento de peso deve manter-se entre os 10 e os 12 kg. A dieta deve ser constituída por cerca de 50% de hidratos de carbono, por cerca de 20% das proteínas e por cerca de 30% dos lípidos. Também a actividade física é aconselhada, em quantidade moderada, sobretudo nas mulheres já particularmente activas antes da gravidez. Se a dieta não consegue manter os níveis plasmáticos de glicemia iguais a 120 mg / dl, é necessário começar a terapêutica insulínica.
O que fazer sozinhos?
Em vez de terapia deve falar-se de prevenção e controlo. Efectivamente, é necessário que as mulheres já afectadas pela diabetes programem a gravidez. Também as mulheres que apresentam factores de risco conhecidos, tais como a idade avançada, diabetes gravídica precedente, familiaridade para a diabetes, abortos precedentes, crianças com malformações, devem submeter-se a exames atentos desde o início da gravidez.
Como se desenvolve a diabetes gravídica
Nos casos em que esta patologia não seja diagnosticada e tratada adequadamente, a gravidez pode trazer problemas graves para a vida e a saúde da criança, para além da saúde da mãe. Uma diabetes eficazmente controlada, dificilmente tem consequências. No entanto, pode acontecer que mulheres não diabéticas antes da gravidez e que tenham manifestado diabetes gravídica permaneçam diabéticas apesar de um bom controlo gestacional, depois de ter terminado a gravidez.
A diabetes gravídica é uma doença grave?
Existem remédios eficazes para o controlo e o tratamento da diabetes na gravidez que fazem com que esta doença não seja temível. Se não é tratada, porém, esta disfunção pode ter consequências graves para a saúde da mãe e da criança.
Como evitar a diabetes gravídica?
A programação da gravidez de forma a preparar-se ao concebimento num bom equilíbrio glicémico é, no caso de mulheres já diabéticas e de mulheres com importantes factores de risco, o modo mais adequado para evitá-la.

2 comentários:

  1. Olá! De vez em quando tenho passado por aqui para ver teu blog. E está muito bacana viu?
    Parabéns!

    Beijos Doces,
    Pitanga

    ResponderEliminar
  2. Olá! Passei para conhecer seu recanto de palavras.
    Muito bom, assim como essa postagem que acabo de ler.
    Parabéns e uma ótima semanapra você.
    Um abraço.

    ResponderEliminar

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