Alopecia - queda de cabelo

Alopecia - a origem e o tratamento
Perder cabelo é natural. Cada um de nós possui de 100 mil a 150 mil fios de cabelo. Destes, todos os dias entre 50 e 100 ficam pelo ca­minho. Parece um número significativo, mas não deve suscitar preocupação, na medida em que esta queda faz parte do processo de renovação capilar.
É que o cabelo vive por ciclos, correspondem­ do os que perdemos diariamente ao encerrar de um capítulo que vai dar origem a novos fios. A primeira dessas fases é a anagénese: é nela que se encontra a maior parte do couro cabeludo - entre 90 e 95 % - corres­pondendo ao crescimento activo dos fios, um processo que se prolonga por dois a seis anos, em média. Os cabelos entram então na fase de transição – a catagénese - durante a qual o crescimento pára: é assim que se en­contra cerca de um por cento do couro ca­beludo, por um período que dura algumas semanas. Finalmente, a fase de repouso ou telogénese: são dois a três meses findos os quais os cabelos - entre cinco e 12 por cento do total - começam a cair, empurrados por novos fios em crescimento. Começa, assim, um novo ciclo.
Estas três fases coexistem em todas as pesso­as, o que significa que, a cada momento, há sempre cabelos em crescimento, em repou­so e em queda. Os que caem, em regra, não ultrapassam a centena por dia. Claro que nenhum de nós conta o número de fios que se desprendem no banho, no pente ou na escova, mas, de uma forma ou de outra, todos temos sensi­bilidade para saber se a queda é mais acentuada do que devia. Quando isso acontece o mais provável é estar-se perante um desequilíbrio ao nível do couro cabeludo, caracterizado pela existência de mais cabelos em queda do que em crescimento. A renovação capilar está, então, ameaçada, podendo corres­ponder a um quadro de alopecia - vulgarmente conhecida por calvície, aquela que se denomina alopecia androgenética.
As causas da fragilidade dos cabelos
Definida como a ausência, rarefacção ou queda de cabelos, de carácter transitório ou definitivo, com expressão local, regional ou total, a alopecia está associada a um conjunto diversificado de causas. Antes de mais, pode ser influenciada pela hereditariedade, sabendo-se que antecedentes familiares podem deter­ minar a idade em que se declara a queda acentuada e o padrão que segue. É o que acontece, de uma forma geral, na alopecia que afecta os homens. Já nas mulheres, a causa radica, com frequência, nas hormonas, o que explica que a gravidez e a toma de contraceptivos orais (pílula) influenciem a queda de cabelo.
Doenças e medicamentos têm igualmente responsabilidade: patologias como o lúpus e a diabetes estão associadas a uma maior fragilidade capilar, o mesmo acontecendo com, entre ou­tros, fármacos utilizados em tratamentos psiquiátricos, como os antidepressivos. Bem conhecida é a queda de cabelo associada aos tratamentos contra o cancro, sobretudo a quimioterapia.
Também o stress pode influenciar a saúde capilar, devido à acção dos radicais livres. Neste rol de cau­sas há que incluir ainda a queda de cabelo de ori­gem comporta mental - trata-se da tricotilomania, uma desordem em que os doentes puxam o seu próprio cabelo, até o arrancarem, podendo fazer com que os fios rareiem numa determinada zona do couro cabeludo.
Outros factores podem ainda contribuir para a alopecia: o ambiente é um deles, na medida em que a exposição excessiva ao vento e ao calor, por exemplo, deixam os cabelos mais frágeis. O mes­ mo acontece com a agressividade química de pro­dutos usados na higiene capilar e com o uso de produtos inadequados.
O uso intensivo de adornos - fitas, ganchos, entre outros - e penteados muito elaborados, em que o cabelo é preso, causam atrito, podendo assim danificar os fios. Finalmente, é preciso ter em con­ta o peso da alimentação: uma dieta escassa em vitaminas e sais minerais é uma dieta inimiga do cabelo.
As diferenças na alopecia
A alopecia não se manifesta de igual forma em to­ das as pessoas. Uma das diferenças mais evidentes é a que existe entre homens e mulheres: nuns e noutras o cabelo cai segundo padrões diferentes, em parte determinados pela hereditariedade.
O padrão masculino é o que corresponde à alo­pecia androgenética masculina, a escassez de ca­belo típica do envelhecimento. A queda começa normalmente nas têmporas e no topo da cabeça, progredindo na direcção da nuca. É, com frequên­cia, permanente, podendo evoluir para calvície. Nas mulheres a alopecia androgenética manifes­ta-se de forma diferente: os fios vão ficando mais finos e escassos em todo o couro cabeludo, ainda que a queda possa acentuar-se à frente, nos la­dos e no cocuruto. Raramente, contudo, há lugar a calvície. Além deste, há um outro tipo de alopecia - a alopecia areata, que tanto afec­ta homens como mulheres e até se declara em crianças. Tudo começa com a ausência de cabelo numa mancha do couro cabeludo claramente circunscrita, mas à qual se vão seguindo rapidamente outras - são as cha­madas peladas.
O que acontece é que os folículos capilares abrandam a sua produção, podendo não crescer cabelo durante meses ou até anos. Contudo, esses folículos mantêm-se vivos, necessitando apenas do estímulo certo para voltarem ao activo. Em alguns casos, a alope­cia areata desencadeia a perda total do cabe­lo, com ou sem queda dos pêlos corporais. Não se conhece exactamente a causa deste tipo de alopecia, considerando-se que se deve a uma doença auto-imune em que o corpo rejeita os folículos capilares como se lhe fossem alheios.
O tratamento da alopecia
A alopecia não é propriamente uma doença. Mas isso não significa que não cause sofrimento: antes pelo contrário, a queda do cabelo pode ser muito perturbadora a nível psicológico, com potenciais consequências a nível da auto-estima e das relações sociais.
É, quase sempre, esse impacto emocional que desencadeia a procura de tratamento, estando disponíveis produtos que actuam sobre o couro cabeludo, estimulando a circulação sanguínea. O que acontece, ao nível dos folículos capilares, é que são activados, o que acelera o crescimen­to dos cabelos. Na maioria dos casos, a alopecia é tratada com recurso a produtos à base de mi­noxidil. Estes produtos destinam-se a aplicação tópica (local).
Uma outra subs­tância - finasteride – é indicada no tratamento da alopecia masculina. O seu uso em mulheres - sobretudo em idade fértil - é totalmente desa­conselhado, na medida em que a sua absorção pode causar defeitos congénitos em fetos do sexo masculino. No entanto, as mulheres com hiperandrogenemia beneficiam do tratamento com finasteride.
Travar a queda do cabelo e estimular o seu cres­cimento é o objectivo dos tratamentos. Um ob­jectivo que, no entanto, leva tempo a alcançar, pelo que se impõe paciência e persistência. A eficácia depende da causa e da extensão da alo­pecia, bem como da resposta individual ao me­dicamento. É igualmente individual a decisão de avançar para o tratamento: tudo depende do impacto da queda do cabelo e do valor que se dá aos fios que nos emolduram o rosto.
Cuidados que deve ter
Aplicar os cuidados capilares mais adequados é meio caminho andado para proteger os cabelos e prevenir a queda. São cuidados como: - usar sempre produtos adequados ao tipo de cabelo;
- lavar o cabelo com água morna, enxaguando bem com água fria;
- retirar o excesso de água antes de secar e usar um secador a uma distância de 15 cm e a uma temperatura média,
- usar uma escova de cerdas naturais e suaves;
- evitar os adornos e os penteados que causem atrito ao cabelo;
- moderar o recurso a tintas e permanentes;
- proteger os cabelos das agressões externas – por exemplo, usando um chapéu que os resguarde do sol ou uma touca que os proteja do cloro das piscinas;
- alimentar o cabelo: por fora, com produtos adequados, e por dentro, fazendo uma dieta equilibrada;
- consultar um dermatologista perante alterações no couro cabeludo.

14 comentários:

  1. olá,sou uma jovem com 31 anos e tinha longos cabelos loiros com os quais me sentia bela.ácerca de 2 anos apareceu-me uma pequena falha de cabelo no lado direito da cabeça e entrei em pânico,fartei-me de chorar.fui á médica de família que pouca importãncia deu ao caso,dizendo que era stress e receitou-me um shampoo para a caspa..resumindo,hoje em dia,tenho vergonha de ir á rua,e quando vou é de chapéu.toda a gente estranha,porque aquela menina vaidosa,que passeava os seus cabelos loiros ao vento,agora anda sempre de chapéu e cabeça baixa...evito ver-me ao espelho,porque choro com o desgosto e a vergonha do que vejo.tenho "meia duzia de cabelos" no fundo da cabeça ...pareço uma velhinha careca...o que eu era e o que eu fiquei nestes dois anos...nada me faz crescer o meu cabelo,nem tratamentos com cortisona...esta já nao sou eu....

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  2. denilde.oliveira@hotmail.com8 de novembro de 2008 às 21:56

    olá. Conheço uma moça que estava com o mesmo problema, a falha no cabelo dela era do tamanho da boca de um copo. Ela foi em uma dermatologista pelo INSS aqui em Laguna-SC pelo fato dela não ter condições financeiras. A médica muito atenciosa depois dos exames aplicou umas ampolas (injetável) no couro cabeludo dela, e agora já nasceu todo cabelo naquela falha.

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  3. OLA A TODOS!
    Chamo-me Ana e tenho 35 anos vais fazer un mes que descobri que esta doenca.
    estou en pleno tratamento mas o moral esta bastante en baixo, pois cada dia que passa as minhas placas se abrem mais.
    pois tenho os cabelos bastante compridos e com bastante volume, mas vou ter que os cortar brevemente.
    So quero dizer a todas as mulher com a mesma doenca que tenham forca so temos uma vida e infelizmente mesmo sem cabelos vamos aproveita-la.
    Tenham forca e courage. Pois ha casos bem piores que o nosso, nao podemos baixar os bracos .
    Desejo a todas as melhoras nesta nossa luta contra a vida .
    Felicidades
    Ana mendes

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  4. Tenho 17 anos, ja tinha tido falhas, uma delas horrivel, enorme na nuca atras via se muito.
    crescer tudo de repente, o episodio foi curto.
    agora aos 17, quase 10 anos depois apareceu me uma pelada nova pequenina, sendo que uma delas até hoje nunca desapareceu.
    será alópécia? quais as probablidades de ficar sem cabelo?

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  5. ola a todos , sou um rapaz de 30 anos , quando dei por mim comecei a ter falhas na barba passado uns meses passou para a cabeça . ja fui a dermatologistas e isto não melhora . ja estou a entrar em stress .

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  6. Olá pra todos,eu tenho 28 anos e um dia estava em minha cabeleleira,descobri uma falha no tamanho de uma moeda,fique preocupada,mais elas me acalmaram dizendo q no salão ja tinha visto casos assim,que era denominado pelo estres,aí fui a uma médica,os cabelo não cresciam,a lesão só aumentava e a queda de cabelo bastante acentuada,ela me passou uma loção chamada Avicis q foi ótima e vitamina chamada Pantogar,por trÊs meses,comer bastante cenoura,foi assim que começou a crescer meus cabelos,o medicamento é caro na verdade,mais é muito bom,a loção rende bastante prq é passada só na lesão!!!

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  7. sou a joice tenho 17 anos e estou gravida e descobri que estou com uma falha no cabelo e os medicos me diz que nao posso tratar por causa da gravides esta folha aumenta

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  8. olha meu nome e ademilsom tenho 23 anos e descobri uma pequena falha na cabec , ja faz uns tres messes estou muit preocupado

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  9. olá gostaria de saber se esse problemas de flha no cabelo pode aparecer em crianças de 2 anos e meio meu filho esta assim no inicio pensei que não fosse nada mas esta almentando marquei medico mas disse que é um micose algo assim não deu importancia. acho muito estranho uma criança praticamente bebe com falhas lisa como nunca houvesse crescido cabelo naquela parte.

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  10. Olá tenho 21 anos, eu descobri umas falhas nos lados da testa, eu sempre usei boné diariamente, eu tinha ate cabelo na testa de sobra e agora eles se trasformaram em falhas, e meu cabelo agora esta crescendo cerca de 1 ano ele tem ! Será por causa do uso do boné diariamente apareceu essas falhas ? estou muito preocupado, e se tem algum tipo de tratamento pra preecher as falhas gostaria que me avisa-se !Grato ! Email : emersonsouzasantana@hotmail.com me envie por favor uma resposta! ^^

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  11. Olá tenho 21 anos, eu descobri umas falhas nos lados da testa, eu sempre usei boné diariamente, eu tinha ate cabelo na testa de sobra e agora eles se trasformaram em falhas, e meu cabelo agora esta crescendo cerca de 1 ano ele tem ! Será por causa do uso do boné diariamente apareceu essas falhas ? estou muito preocupado, e se tem algum tipo de tratamento pra preecher as falhas gostaria que me avisa-se !Grato !

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  12. oi gente eu nasci com uma falha na cabeça e conforme ando ou faço algum aparece eh horrível e não nasci cabelo .

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  13. ola pessoal tenho 28 anos me apareceu uma falha no centro da cabeça, isso tem tirado meu sono e tem feito eu perder peso, coloquei logo na cabeça q tenho alguma doença incuravel, o cabelo nao para de cair, ja estou ate indo no psicologo para ver se consigo me tranquilizar, minha medica diz que é stress, mais eu nao consigo acreditar e me desespero a cada fio de cabelo q vejo cair, espero uma soluçao para isso o mais breve possivel...se alguem puder me ajudar me deixe algum comentario de apoio...

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  14. Tenho 15 anos, e me chamo Élita.. A alguns meses descobri uma falha no meu couro capilar.Tenho cabelos bem longos e bonitos.as vezes axo q foi ate inveja -_-' .. Mas apareceu em uma pequena area da minha cabeça a falta d cabelo :-( e a cada vez q passa,essa peqna area ta se tornando uma grande areea.. Nn sei oq e. Estou recorrendo a pesquisas no google para ter uma noção doq pode ser.. As vezes eu acredito que seja destúbio hormonal .. E junto a essa falha,meu rostoo se enxeu de espinhas.q aparecem e somem deixando marcas horriveis.. Mas so tenho uma coisa a dizer pra quem passa por esse momento desesperador ' É Noiiz' .. Brincadeiraa.. Mas e serio!! Nn abaixem a cabeça,oq Deus dar Deus Tira.. E se ele esta permitindo isso,espero q seja para que melhores cresçam.. Bjo a todosz

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