Cancro da vagina

O que é o cancro da vagina?
O cancro da vagina, que se manifesta com um crescimento incontrolado de células anómalas no tecido vaginal, é uma das formas mais raras de tumor na mulher (somente cerca de 1 % dos tumores ginecológicos). A maior parte dos tumores da vagina (cerca de 95%) são epidermóides, isto é semelhantes aos tumores da pele. Os outros são os adenocarcinomas de células claras e o sarcoma.
Causas do cancro da vagina
O adenocarcinoma de células claras é consequente à exposição do feto feminino ao dietilstilbestrol (DES), administrado à mãe durante a gravidez para prevenir o aborto. Manifesta-se geralmente durante a adolescência, isto é 15-20 anos mais tarde. Todos os outros tipos de cancro da vagina aparecem entre os 45 e os 65 anos e a sua causa não é conhecida. A incidência do cancro da vagina é no entanto maior nas mulheres que contraíram infecções virais, sobretudo verrugas genitais causadas pelo HPV (Human Papílloma Vírus) e pelo herpes.
SINTOMAS:
-->Perdas de sangue expontâneas ou depois de uma relação sexual;
-->Secreções vaginais aquosas;
-->Dor durante as relações sexuais;
-->Frequente necessidade de urinar se o tumor se propagou à bexiga;
-->Trânsito intestinal doloroso se o tumor se propagou ao recto.
Perdas de sangue, secreções vaginais anómalas e dores durante as relações sexuais requerem uma consulta ginecológica para determinar a eventual presença de um cancro da vagina.
Terapia do cancro da vagina
Quando se deve consultar o médico?
Ocorre consultar o gineco­logista logo desde o aparecimento dos primeiros sintomas. Os adolescentes que têm mães às quais foi administrado o dietilstilbestol devem submeter-se a controlos regulares preventivos a partir da puberdade.
O que faz o médico?
A presença de células anómalas que fazem pressupor um cancro na vagina é geralmente detectada durante um esfregaço vaginal, exame de controlo que deve ser executado pelo menos de três em três anos. Se o esfregaço revela a presença de células anómalas, um teste à base de iodo permite definir a zona que se deve examinar. O tecido que não se colora de castanho escuro é suspeito de carcinoma. O médico executa a este ponto uma biopsia das zonas não coloridas. Se a biopsia confirma a presença de um cancro, efectuam-se mais alguns exames (análises do sangue, radiografias) para saber se o tumor se propagou a outros órgãos.Geralmente o cancro da vagina propaga-se à bexiga e ao recto.
Terapia do cancro da vagina
A terapia depende da localização, da extensão do tumor e em parte também da idade e das condições gerais de saúde da paciente. Um tumor localizado no terço superior da vagina requer uma intervenção de histerectomia ou ovariectomia, isto é de remoção do útero, dos ovários e das trompas, para além de uma extirpação da parte superior da vagina (vaginectomia) e dos gânglios linfáticos circunstantes.
Se a paciente é jovem e deseja ter filhos, e se a extensão do tumor parece limitada pode proceder-se à remoção da zona afectada fazendo a seguir à intervenção cirúrgica uma radioterapia intensiva. Se, pelo contrário, o tumor se propagou à bexiga ou ao recto, a intervenção cirúrgica é mais invasiva. Por fim, se as células tumorais se propagaram a outras partes do corpo, para além da intervenção cirúrgica são necessárias a radioterapia e a quimioterapia.
O que fazer sozinhos?
Para os adolescentes sujeitos a risco - cujas mães tomaram DES durante a gravidez os controlos médicos devem começar a partir da primeira menstruação. Quando se encontram presentes infecções virais, é o ginecologista a estabelecer a frequência dos controles.
Como se desenvolve o cancro da vagina?
Geralmente no início o tumor da vagina é silente. É por esta razão que a doença é muitas vezes diagnosticada só quando o tumor se propagou a outros órgãos (bexiga e recto). O diagnóstico do cancro num estádio demasiado avançado torna necessária uma intervenção cirúrgica.
O cancro da vagina é grave?
Sim, as probabilidades de sobreviver cinco anos depois de se ter submetido à intervenção cirúrgica e em ausência de recidivantes são de 30%.
Pode prevenir-se o cancro da vagina?
Dado que a causa deste tipo de tumor não é conhecida, podem evitar-se somente os factores de risco.
O Evitar ter relações sexuais com numerosos parceiros para reduzir o risco de expor-se a infecções ginecológicas virais.

2 comentários:

  1. Seu blog é 10!
    Gosto demais dos posts. Parabéns!
    São matérias importantes e educativas. Linkei ao meu.
    Bjuuu e bom final de semana pra ti.

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  2. tenho uma pergunta o cancro da vagina pode provocar a esterilidade na mulher?

    ResponderEliminar

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