Incontinência Urinária: sem tabus

Termine com os seus medos/receios...
Incontinência urinária, o que é?
A incontinência, ou micção involuntária, é muito comum. A forma mais usual é a incontinência de stress, em que escorre uma pequena quantidade de urina quando há um aumento da pressão abdominal, como quando se tosse, ri ou espirra. Na incontinência total, a bexiga esvazia-se por completo.
Tipos/causas de incontinência urinária
Ter perdas de urina é mais comum do que se imagina. Calcula-se que mais de 30% das mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 49 anos possam ter perdas de urina ligeiras em determinado momento da sua vida.
Na maioria dos casos, tal deve-se a um enfraquecimento dos músculos pélvicos, nomeadamente do esfíncter urinário, provocado pela gravidez, pelo parto ou por alterações hormonais durante a menopausa, pois a falta de estrogénios pode diminuir a flexibilidade do tónus muscular.
Acontece a cerca de 50% das mães primíparas (que tiveram o primeiro parto), percentagem que aumenta para 80% a partir da segunda gravidez.
A possibilidade de este problema ocorrer é também condicionada pelo tipo de parto: calcula-se 23,1% de risco num parto normal e 15,4% numa cesariana. Outros factores são o próprio envelhecimento e a obesidade, ou doenças como uma infecção urinária, cálculos na bexiga, depressão, ansiedade ou ira, descontrolo mental, lesões cerebrais ou na espinal medula, bexiga irritável, entre outras.
Tipos/causas de incontinência urinária
Fala-se de incontinência urinária quando há uma perda involuntária de urina que é suficientemente frequente ou intensa para se tornar um problema social ou de higiene.
Há vários tipos (as três mais comuns são a provocada por esforço ao tossir, espirrar, levantar objectos pesados, rir, correr, etc.; a bexiga hiperactiva, causada por contracções musculares inadequadas durante a fase de armazenamento, e um misto destas duas situações), pelo que é muito importante fazer um diagnóstico correcto para aceder ao tratamento mais adequado a cada caso. No entanto, por medo e sobretudo por constrangimento, muitas pessoas não se queixam e ocultam o seu mal não só do médico como, inclusive, da família.

Nota: O sistema urinário é formado por dois rins, dois ureteres, bexiga e uretra. Normalmente a bexiga enche-se de urina e depois envia sinais nervosos ao cérebro para a pessoa ficar a saber que necessita de urinar.

Soluções possíveis/prevenção
A solução começa, pois, por estar nas suas mãos: não tenha vergonha nem se esconda. Fale com um especialista, e, em conjunto, encontrarão a melhor maneira de resolver a questão.
Aguentar a vontade de ir à casa de banho, usar roupa muito justa, pegar em sacos de compras pesados, determinados desportos, como os que exigem saltos bruscos... estes costumes e actividades quotidianas podem favorecer o aparecimento de perdas de urina.
Para preveni-las, atenuá-las e, inclusive, contribuir para o seu desaparecimento, convém fortalecer os músculos pélvicos, praticando os chamados exercícios de Kegel, uns movimentos muito fáceis que podem executar-se em qualquer altura, lugar e posição (deitada, sentada ou de pé). Consistem, simplesmente, em contrair e relaxar os músculos pélvicos em séries de cinco minutos, como se quisesse interromper a micção. Embora estes exercícios não curem a incontinência, entre 50 a 75 por cento dos pacientes relatam melhorias substanciais nos seus sintomas
A eficácia dos exercícios de Kegel pode, no entanto, ser aumentada recorrendo a técnicas de biofeedback, que ajudam a isolar o pavimento pélvico e os músculos da bexiga e a conseguir a intensidade apropriada de contracção e relaxamento. Para isso utiliza-se uma sonda vaginal ou rectal, que a própria paciente insere, e que irá enviar informação para um equipamento de monitorização permitindo assim avaliar a contracção dos músculos pélvicos e o relaxamento da bexiga e dos outros músculos abdominais, e deste modo adequar os exercícios.
Outras medidas simples a adoptar para controlar a bexiga são: urinar com intervalos regulares (por exemplo, a cada duas ou três horas); evitar bebidas e alimentos irritantes, como as bebidas gaseificadas, o café ou o álcool, os frutos ácidos, o tomate, as comidas muito condimentadas, o chocolate ou o leite, e beber muita água (entre seis a oito copos por dia).
Também é importante adquirir bons hábitos, como manter uma alimentação saudável, evitar o excesso de peso e a prisão de ventre.
Um pequeno truque: cruzar as pernas. Recorrer a este gesto tão simples antes de tossir ou de espirrar pode ajudar a controlar a incontinência urinária.
Absorventes: existem produtos específicos para as perdas de urina idealizados e fabricados com as tecnologias e materiais mais apropriados. Encontrá-los-á de diferentes tamanhos e graus de absorção, para se adaptarem às necessidades de cada mulher e contribuírem para que a sua vida continue a ser a mesma. Porém, não se conforme apenas com um absorvente discreto e cómodo, que evite a humidade e neutralize o odor. Procure um que também a ajude a proteger e a cuidar da pele.
Nos casos mais graves: quando os tratamentos não cirúrgicos falham, a incontinência é intensa e se o doente o desejar, pode recorrer-se à cirurgia. Há várias técnicas, consoante a gravidade do problema, mas uma que costuma resultar é a injecção de uma substância fortalecedora nos músculos do colo vesical.
Ocasionalmente, pode tornar-se necessária a cirurgia para remoção de uma obstrução ou para alargar ou alongar a uretra.
A incontinência resultante de infecção é tratada com antibióticos.
A bexiga irritável pode set tratada com drogas anticolinérgicas.
Outros tratamentos complementares
Fitoterapia ocidental: o tratamento ajuda a melhorar o tónus dos músculos da bexiga e estimula um melhor esvaziamento da mesma.
Fitoterapia chinesa: o tratamento resulta melhor combinado com a acupunctura; os remédios incluem adstringentes e tónicos para os rins.
Outras terapias: um naturopata sugere exercícios para os músculos pélvicos, banhos de decúbito, nutrição aplicada e remédios de ervas.
Um reflexologista visa o sistema urinário, zona inferior da coluna, a pélvis e os rins.
Um hipnoterapeuta trata a incontinência através da regressão da idade e programação neurolinguística.
O relaxamento e a visualização conseguem por vezes a cura total.
A acupunctura ajuda os doentes mais idosos.
Nota: Cerca de 40% das mulheres na menopausa sofrem de perdas de urina porque a falta de estrogéneos pode diminuir a flexibilidade do tónus muscular.

1 comentário:

  1. Parabéns adorei esse artigo,sofro desse problema e realmente,um ssunto delicado,que foi abordado de uma maneira maravilhosa.obrigado

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