Como ultrapassar o fracasso e obter o sucesso

Não tema o fracasso
E aqui está você: completamen­te atolado numa carreira pro­fissional insípida, a pensar no motivo por que o sucesso está pra­ticamente ao seu alcance, embora não consiga que se torne realida­de. A resposta dada por todos os grandes líderes empresariais é a mesma. O sucesso foge-lhe por en­tre os dedos porque - prepare­ -se! - você ainda não falhou o suficiente.
Muitos especialistas na área da evolução de carreiras profissionais consideram o fracasso como o «óleo de fígado de bacalhau» do suces­so. Não se pretende que a pessoa se agarre a um determinado fracasso, para ser misticamente recom­pensada com um triunfo. Digamos antes que é do conhecimento ge­ral que todos aqueles que se arris­cam a fracassar e tiram lições dos erros cometidos têm mais oportu­nidades de ser bem-sucedidos em tudo o que empreendem.
Se você nunca fracassou em nada, isso talvez se deva ao facto de ter estado sempre em "ponto-morto», acomodado, evitando correr riscos que o obrigassem a um desafio. É claro que sofreu pequenas contra­riedades no amor ou na escola, mas pode dizer-se que nunca fracassou de forma significativa. Não se preo­cupe, toda a gente tem uma oportunidade. Nin­guém está eternamente protegido contra o fracasso.
O fracasso é fácil de reconhe­cer. Implica, normalmente, a per­da de dinheiro, de auto-estima ou de posição social. Na melhor das hipóteses, o fracasso corresponde simplesmente ao facto de não se obter aquilo que se pretende.
Não se pretende com isso dizer que as pessoas racionais devam dese­jar ser atingidas por calamidades. No entanto, uma boa dose de azar é muitas vezes uma forma dolorosa, mas eficaz, de aprender. En­sina-nos algo sobre as nossas ca­pacidades e faz-nos tomar cons­ciência das nossas limitações. Tudo isso desem­penha um papel importante no processo de amadurecimento.
As pessoas que conseguem tirar partido das suas derrotas são as mais procuradas pelos grandes líderes em­presariais, por serem boas lutado­ras. O sucesso contínuo dá origem à arrogância e à displicência. Muitos empresários interessam-se mais pelas pessoas que gostam de ir à luta e que não tenham medo de arriscar.
Isto implica, para essas pessoas, cometer erros hones­tos. As pessoas mal sucedidas, evitam instintivamente os ris­cos, mesmo nos casos em que um jogo inteligente poderia vir a ser compensador. Aprende-se muito mais com os fracassos do que com aquilo que dá certo. O fracasso é meramente o pre­ço que se paga por procurar no­vos desafios.
Se a ideia de cometer erros o faz ficar perplexo, aqui vão algu­mas sugestões úteis:
1. Não utilize a palavra «fracas­so».
Aqueles que têm maior suces­so rara­mente mencionam o termo «fra­casso», palavra «pesada», que su­gere um beco sem saída pessoal. Em meados dos anos 50, Vic­tor Kiam, o dono da Remington, perdeu a oportunidade de adqui­rir os direitos de um produto novo e desconhecido por este ter sido criticado pelos colegas. O produ­to era o velcro. Pois é ...
«Eu podia ter ficado desmorali­zado com esse facto», afirmou Kiam, autor de Live to Win (Viver para vencer), «mas prefiro considerá-lo como mais um acidente de percurso. Além disso, se não tivesse aprendido algo com essa opinião errada, que se deveu a não ter tido confiança em mim próprio, eu nun­ca teria comprado a Remington.»
2. Não leve as coisas demasiado a sério.
O fracasso é uma ati­tude e simultaneamente um resul­tado. Quan­do as coisas lhe correm mal, você intitula-se logo de falhado? As palavras que utiliza para se descrever a si próprio podem tor­nar-se uma realidade poderosa. Se disser muitas vezes que é um vendedor no de­semprego estará não só a rotular­-se de desempregado, o que na nos­sa sociedade é conotado com fra­casso, como também a limitar as suas potencialidades. Será melhor considerar-se um indivíduo com opções. Entre essas opções, poderá incluir a fre­quência de cursos que lhe permi­tam desenvolver novas aptidões, ou mudar corajosamente de carreira profissional.
3. Esteja preparado.
A elabora­ção de um plano de possíveis ca­tástrofes poderá ajudá-lo a tornar­ -se incólume. Pergunte a si mes­mo: qual seria a pior coisa que me poderia acontecer? Imaginar que pode perder o emprego ou o cônjuge po­derá obrigá-lo a pensar claramen­te em alternativas práticas. Será que fez os seguros apropriados e que tem no banco dinheiro suficiente para se poder aguentar num perío­do difícil? Possui capacidades al­ternativas que lhe permitam ganhar dinheiro se o seu patrão o despe­dir? Não se esqueça de que o ideograma chinês que representa a pa­lavra «crise» é constituído pelos ca­racteres que significam «perigo» e «oportunidade».
Aumentar os seus recursos é tam­bém um factor crucial. A respos­ta para o fracasso é ter uma vida equilibrada, centrada na família, ami­gos e hobbies. A sua vida emocional nunca po­derá apoiar-se apenas no trabalho ou num empreendimento. Quando de­positamos demasiada confiança num só objectivo, temos mais probabi­lidades de nos transformarmos num fóssil. Se um executivo desempre­gado responde, quando lhe pergun­tam quais são os seus planos para um novo emprego, que não tem nenhuns, o problema é grave.
4. Aprenda a falhar de maneira inteligente.
Jack Matson, antigo professor da Universidade de Houston, no Texas, elaborou um curso que os alunos intitularam de «Fracasso 101». Matson mandou a turma construir, com pauzinhos de sorvete, maque­tas de produtos que nunca seriam comprados por ninguém. «Eles pro­jectaram banheiras aquecidas para hamsters e papagaios de papel ca­pazes de voar com furacões», afirmou Matson.
As ideias foram bastante ridí­culas, mas depois de os alunos de Matson terem equacionado o fra­casso com a inovação, e não com a derrota, sentiram-se capazes de tentar o que quer que fosse. Uma vez que a maioria deles tinha sofrido, no mínimo, cinco fracassos antes de conseguir encontrar o ramo de negócios que melhor se lhe adaptava, todos aprenderam a não acei­tar o fracasso como algo de defi­nitivo, afirmou Matson.
Os alunos descobriram também que há duas maneiras de fracas­sar. Aquela em que se vão tentan­do várias coisas, umas a seguir às outras, foi considerada por Matson como «a maneira de fracassar es­túpida e lentamente». O processo é tão moroso que o indivíduo se satura e desiste. «A maneira de fra­cassar de forma rápida e inteligen­te» implica lançar várias ideias de uma só vez e preparar-se para a próxima descarga. «O fracasso é uma maneira normal e natural de bali­zar o desconhecido», afirmou Matson. «Por isso, é preferível fazer o maior número de tentativas no mais bre­ve espaço de tempo.»
5. Nunca se dê por vencido.
A empresa de construção civil de Glen Early entrou em crise em 1975. Com apenas 25 anos, Early prefe­riu hipotecar a própria casa a de­clarar falência, continuando a tra­balhar na construção civil e a ten­tar dominar as dificuldades da ad­ministração. Em 1982, sentiu-se com capacidade para pedir mais dinhei­ro emprestado e constituir de novo uma empresa própria, tendo mes­ mo adquirido uma reputação só­ lida junto dos bancos de pessoa capaz de ultrapassar problemas di­fíceis.
Foi expandindo cautelosamente a sua nova empresa de construção civil, frequentou vários cursos de gestão e, em 1988, a revista Inc. incluiu a sua firma na lista das 500 empresas privadas que mais rapi­damente se tinham desenvolvido nos EUA. Early, no entanto, não se mos­trou arrogante. Perseguiram-no as re­cordações de tempos mais difíceis.
«Não posso dar-me ao luxo de ser arrogante com o sucesso que ob­tive», afirmou. «Estou sempre a ten­tar melhorar a minha empresa.» Com este tipo de atitude, tem­perada pelo fracasso, ele acabou por atingir o topo da carreira nos anos seguintes. O mesmo poderá vir a acon­tecer consigo.
Não se esqueça que o maior fracasso é você deixar de tentar.

7 comentários:

  1. Parabéns!
    Muito inteligente,
    eu também acredito que sucesso só se consegue com muita perseverança e força de vontade.

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  2. Sabias palavras meu amigo, não é difícl seguir teus conselhos, só um pouquinho de força de vontade.

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  3. Gostei da leitura, parabéns pelo excelente texto.

    De facto, não há melhor aprendizagem que aprender pelos erros! Mas, também, deve-se ter a noção de que é necessário ter uma mentalidade vencedora para tal se suceder.

    Portanto diria que a receita começa por ter uma mentalidade vencedora e depois arriscar com previsões de fracasso e aprender com os possiveis fracassos.

    Abraços,
    Cláudio Novais

    PS: Gostaria de avisar que o seu site está muito lento por causa do excesso de aplicações flash. Acho que devia diminuir a quantidade de animações de forma a não puxar tanto pelo computador ;)

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  4. Bacana, muito bacana! Realmente "O fracasso" vive nos calcanhares de qualquer pessoa. Todos devemos ter cuidado, pois ele pode nos derrubar. Só que o mais importante é o que vem depois do tombo...o levantar que que possibilita um novo caminhar.

    Abraço!

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  5. Realmente este artigo que foi publicado é um verdadeiro enriquecimento.
    Os meus agradecimentos, ao Publicador,

    JJ

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