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Saiba o que fazer quando o seu filho odeia a escola

Quando as crianças não gostam da escola
Eis algumas das razões mais co­muns pelas quais os miúdos não gos­tam da escola - com as respectivas estratégias para os recolocar no ca­minho do sucesso:
Ansiedade.
Um dos medos que fazem que os miúdos não gostem de estar na escola é a ansiedade da se­paração, que ocorre de uma forma mais frequente em alturas de problemas familiares ou quando a crian­ça se prepara para entrar para uma nova escola. Infelizmente, os pais poderão fa­vorecer essa ansiedade pela forma co­mo lhe responderem. Com os miú­dos mais pequenos, tenha cuidado com a forma como se despede deles nos primeiros dias de escola. Dizer de uma forma convicta «Diverte-te! Às 14.30 estou cá para te vir buscar» inspirará mais confiança que dizer «Não te preocupes: estarei cá em 10 minutos se precisares de mim».
Todos poderemos ajudar os nos­sos filhos a lidar com situações que lhes despertem medo (desde o intervir nas aulas até aos testes), ensaian­do com eles essas situações em casa. Dividindo os projectos maiores em etapas mais pequenas, podere­mos também fazê-los parecer menos assustadores. Ensine os seus filhos a substituir pensamentos como «vou falhar» por outros do tipo «tenho ca­pacidade para conseguir».
Solidão.
Algumas crianças não gostam da escola por não terem lá amigos. Poderá ser este o caso se o seu filho estiver sempre sozinho, se se fingir doente para evitar sair da sala nos intervalos ou oferecer aos outros os seus objectos mais precio­sos, na tentativa de que gostem dele. Os problemas derivados da soli­dão podem ser resolvidos melhoran­do o seu relacionamento com os ou­tros: Uma criança poderá precisar de aprender a olhar os outros nos olhos quando falam com ela, a falar mais alto ou a não gritar. Poderemos ensinar aos nos­sos filhos formas de começar uma amizade, tais como: «Eu chamo-me Tó e tu? Queres jogar à apanhada?» Muitas das crianças que se sen­tem sós nunca ouviram algo de bom acerca de si próprias.
Colegas violentos.
Por vezes, as crianças detestam a escola porque têm medo de lá ir. Se o seu filho estiver sossegado e ansioso, tiver pou­cos amigos na escola ou de repente ficar com a auto-estima abalada, po­derá estar a ser vítima da violência física ou verbal de um colega.
O conselho mais comum para ul­trapassar este tipo de problema ensine o seu filho a ter mais confiança em si próprio ­ nem sempre é su­ficiente. Mesmo quando as crianças são autoconfian­tes, multas vezes deixam-se afectar pelo problema. O seu conselho é de que as crianças, na primária, informem os professores. As crianças mais ve­lhas deverão andar sempre com os amigos e evitar os locais por onde andar o colega que as provoca. Se tiver de intervir, vá falar com o director, e não com os pais do pro­vocador. E, para evitar que o seu filho se envergonhe, seja discreto.
Problemas de aprendizagem.
Algumas das queixas que as crianças fazem em relação à escola derivam de problemas de saúde. Para elas, não gostar da escola acaba por ser fruto da frustração de estarem um passo atrás, por muito que se empe­nhem.
Outros dos problemas são os de visão que são sur­preendentemente vulgares, pelo que os pais deverão estar atentos aos in­dícios de problemas. Enquanto o seu filho lê, costuma tapar um olho, in­clinar a cabeça ou perder-se no tex­to? Segura os livros a uma distância menor do que aquela que separa os cotovelos dos nós das mãos? Quei­xa-se de comichão nos olhos, dores de cabeça e náuseas após um traba­lho mais exigente? Se for esse o caso, faça-lhe um exame completo aos olhos, que incluirá avaliações do con­trole do movimento ocular, focali­zação e percepção da profundidade, entre outros.
Alguns dos alunos menos moti­vados poderão não estar a ouvir os professores. Se o seu filho estiver com problemas em aprender os sons das letras (principalmente vogais cur­tas), marque uma consulta num es­pecialista de ouvidos. Deverá fazê-lo também se ele confundir palavras com uma sonoridade semelhante ou se fizer perguntas que já foram res­pondidas.
As crianças com dificuldades de aprendizagem sentem-se muitas ve­zes frustradas, não conseguem com­pletar trabalhos ou parecem ignorar o professor. Poderão não ser capazes de recordar coisas simples, tais como o seu próprio número de telefone, o alfabeto ou pormenores de uma his­tória que acabaram de ouvir. Se suspeitar que o seu filho sofre de um desses problemas, peça aos professores que mandem o psicólogo analisá-lo.
Antipatia por um professor.
E se o seu filho se queixar constan­temente de que um professor é «in­justo» ou «mau»? Por vezes, a solu­ção é simples: Juntar a criança e o professor na mesma mesa à hora do almoço poderá muitas vezes melho­rar a relação entre eles. Noutros casos, são necessárias ac­ções mais drásticas.
Mas não se esqueça de que os miúdos sabem pôr os pais contra os professores. Por isso, se o seu filho lhe contar uma história terrível acer­ca da escola, não presuma desde lo­go que se trata de toda a verdade. Fale com o professor, director ou con­selheiro escolar. Uma vez identifica­das as causas para o seu filho detes­tar a escola, poderá, em quase todos os casos, encontrar uma solução.
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Como ter grandes ideias

À procura de grandes ideias
Aquilo que diferencia as pessoas comuns de Thomas Edison, Pablo Picasso ou até mesmo de Shakespeare não é a capacidade criativa, mas a aptidão para impulsionar essa capacidade, encorajando e desenvolvendo im­pulsos criativos. A maior parte das pessoas raramente atinge o máximo do seu potencial criativo. Creio que sei porquê e que posso ajudar a de­saferrolhar esse reservatório de ideias que se esconde em cada um de nós.
Comprovei esta teoria no seu ní­vel mais primário em pesquisas de laboratório com pombos: em expe­riências realizadas há alguns anos, eu recompensava-os com comida por subirem para uma caixinha e darem uma bicada numa banana de imi­tação que se encontrava suspensa sobre as suas cabeças. A seguir, en­sinei-os a empurrar a caixa pelo chão e finalmente confrontei cada um deles com um problema: a banana foi suspensa fora do seu alcance, e a cerca de 45 cm do ponto imediata­mente abaixo desta coloquei então a caixa.
Em tal situação, um pombo adop­ta um comportamento muito seme­lhante aquele que nós adoptaríamos. Ao princípio fica confuso, andando para trás e para diante, esticando-se em direcção à banana. Um ou dois minutos depois, começa a empurrar a caixa, parando exactamente no local adequado. Então, sobe para ela e alcança a banana para a bicada.
Se um pombo consegue fazer is­so, imagine as possibilidades de cada um de nós. Um quebra-cabeças cuja solução observei foi o de alguns es­tudantes que precisavam de tirar uma bola de pingue-pongue que caíra no fundo de um cano de escoamento vertical fechado em baixo. Os meios de que dispunham ou eram dema­siado curtos para alcançar a bola ou largos demais para caberem no ca­no, onde também não entrava mão alguma. Por fim, alguns deles fize­ram a ilação «cano = água = flutuar». Deitaram água no cano e a bola flu­tuou até chegar ao cimo. Esta e muitas outras experiências tanto com pombos como com pes­soas sugerem-nos formas concretas de fomentar a criatividade em to­dos nós. Aqui estão as melhores técnicas:
Agarre o transitório.
Uma boa ideia é como uma lebre: passa por nós tão depressa que às vezes só lhe conseguimos ver as orelhas ou a cauda. Para a capturarmos, é preciso estar­ mos alertas. As pessoas criativas es­tão sempre atentas a tudo e esta po­derá ser a única diferença entre nós e elas. Numa carta a um amigo, em 1821, Ludwig van Beethoven narrava a for­ma como pensara num cânone en­quanto dormitava a bordo de um coche. «Mas, mal acordei, o câno­ne já se desvanecera e eu não con­seguia recordar nenhuma das suas partes.» Felizmente, para Beethoven e para nós, no dia seguinte e no mesmo coche, o cânone voltou-lhe à me­mória, e desta vez o compositor ano­tou-o.
Sempre que uma boa ideia venha ao seu encontro, anote-a, nem que seja na mão. Nem todas elas serão válidas, obviamente, mas o que inte­ressa é agarrar a coisa primeiro e desenvolvê-la depois.
Sonhos diurnos.
O pintor surrea­lista Salvador Dali estimulava o seu potencial criativo deitando-se num sofá segurando numa colher. No preciso momento em que adorme­cia, deixava cair a colher em cima de um prato que tinha colocado no chão. O barulho acordava-o e o artista de­senhava imediatamente as imagens que observara nesse mundo fértil do sono parcial. Todos passamos por esse estranho estado transicional e podemos tirar vantagens dele. Experimente o tru­que de Dali, ou permita-se apenas sonhar acordado. Na cama, no banho ou em qualquer outro sítio on­de possa estar sem que os seus pen­samentos sejam incomodados, veri­ficará que as ideias vêm à tona quase espontaneamente.
Procure desafios.
Quando se está preso atrás de uma porta trancada, todas as acções que nos poderão libertar surgem rapidamente: empur­rar ou puxar a maçaneta, bater na porta ou mesmo gritar por socorro. Os cientistas chamam ao recurso de recorrer a antigos comportamentos, numa situação de desafio, «ressur­gência». Quanto mais atitudes ressurgirem, maior será o número de inter-relações possíveis, o que tornará mais provável a ocorrência de no­vas ideias. Experimente convidar para uma festa os seus amigos, colegas de em­prego, gente oriunda das diferentes esferas em que vive. Junte pessoas de duas ou três gerações diferentes. Es­se procedimento vai levá-lo a proce­der de novas maneiras. Edwin Land, um dos inventores mais prolíficos dos EUA, atribuiu à sua filha de 3 anos a ideia que levou à criação da máquina Polaroid. Du­rante uma visita a Santa Fé, no No­vo México, em 1943, a criança per­guntou-lhe por que razão não podia ver a fotografia que o pai acabara de tirar. Ao longo da hora que se se­guiu, enquanto Land andava por San­ta Fé, tudo o que aprendera sobre química veio-lhe à cabeça, com resultados extraordinários. Conta o in­ventor: «A máquina e a película para fazê-lo tornaram-se claras para mim. Apareceram de uma forma tão real no meu pensamento que passei vá­ rias horas para descrevê-las.»
Coloque objectos novos e fora de contexto (como brinquedos infan­tis) na sua secretária. Mantenha sem­pre massa de moldar na gaveta de cima e mexa nela sempre que esti­ver a debruçar-se sobre um proble­ma difícil. Vire as fotografias ao con­trário ou ponha-as de revés. Quanto maior for a diversidade dos estímu­los que recebermos, mais depressa a nossa mente inventará ideias novas.
Alargue os seus horizontes.
Muitos avanços na ciência, na engenharia e nas artes misturam ideias de campos diferentes. Veja o «problema das duas cordas»: duas cordas estão pendura­ das do tecto com uma boa distância entre si. Mesmo não conseguindo alcançar as duas ao mesmo tempo, será possível amarrar as suas extre­midades utilizando apenas dois ali­ cates?
Um estudante universitário des­cobriu a solução quase de imediato: amarrou os alicates a uma das cor­ das e empurrou-a como se fosse um pêndulo. Enquanto esta balançava para trás e para a frente, correu para a outra e levou-a para a frente o máximo que lhe era possível. Depois, apanhou a corda que fizera balançar e amarrou as duas extremidades. Quando lhe perguntaram como resolvera o problema, ele respondeu que acabara de sair de uma aula de Física sobre o movimento pendular. Apenas transferira o que aprendera em determinado contexto para ou­tro completamente diverso.
Este princípio também se aplica fora do laboratório. Uma amiga contou-me como conseguia que os seus dois filhos repartissem um bolo em partes exactamente iguais: «Digo­-lhes que um corta o bolo e o outro escolhe primeiro a parte que quer. Assim, quem corta fá-lo sempre pela metade, para não ficar a perder.»
Perguntei-lhe como lhe ocorrera essa ideia maravilhosa e ela respon­deu: «Foi num programa de televi­são sobre negociações internacionais que vi.» Para desenvolver a sua criativida­de, aprenda algo de novo. Se for banqueiro, aprenda sapateado; se for en­fermeira, tire um curso de Mito­logia. Leia um livro sobre um assunto de que saiba pouco; mude de jor­nal diário. O novo fundir-se-á com o velho em formas novas e poten­cialmente fascinantes. Para se tor­nar mais criativo basta dar atenção àquele fluxo de ideias infinito que a sua mente produz e aprender a agar­rar e a aperfeiçoar o que há de novi­dade dentro de si.
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Como evitar discussões inúteis

EVITE DISCUSSOES INUTEIS
Como reage quando alguém lhe diz algo injusto ou desagradável? So­fre em silêncio, sem saber o que di­zer? Riposta para logo de seguida se arrepender? É natural ofendermo-nos quan­do alguém é malcriado. Podemos pensar «Que parvalhão!», mas reagir com rispidez cria um clima de anta­gonismo que só torna as coisas pio­res. Lidar com pessoas difíceis faz parte do quotidiano. E existem for­mas pacíficas com que podemos de­ fender-nos sem dar réplica nem ini­ciar uma discussão. Técnicas a que se chama «Tongue Fu!»
Encare provocações com humor.
Todos nós temos pontos sensíveis que podem levar-nos a perder a cal­ma. Se tem alguma particularidade que o incomode, tente divertir-se com isso. Comece a coleccionar res­postas para os comentários que tan­to receia.
Quando as pessoas reclamam, não explique.
O telefone toca na sua secretária. Você atende e a pes­soa que ligou desata a reclamar: «En­comendei um catálogo há três sema­nas e ainda não o recebi! Afinal que empresa é essa?» Não se dê ao trabalho de explicar que metade do pessoal está em casa com gripe. Por bem-intencionadas que sejam, tais explicações normal­mente só servem para irritar ainda mais o queixoso, porque as enca­ra como desculpas. Se a reclamação for legítima, evite minimizar a falha. Em vez disso, dê-lhe razão, peça des­culpa e informe-o logo do que vai ser feito em relação ao caso. Diga­ -lhe apenas: «Tem razão. Peço des­culpa por ainda não o ter recebido. Se me der outra vez o seu nome e morada, tratarei pessoalmente de lho enviar ainda hoje pelo correio.»
Recentemente, assisti pela primei­ra vez a esta técnica. A sala de espera do consultório do meu médico esta­va cheia. O homem sentado à mi­nha frente já folheara a pilha de revistas velhas e não parava quieto na cadeira, a olhar constantemente pa­ra o relógio. Finalmente, dirigiu-se ao guiché da recepcionista e bateu no vidro. «Que se passa?», pergun­tou com ar furioso. «Eu tinha uma consulta para as três horas!»
«Tem razão», respondeu ela. «Des­culpe ter estado tanto tempo à espera. O doutor ficou retido numa ci­rurgia. Deixe-me ligar para o hospi­tal a saber quanto tempo vai demo­rar. Agradeço a sua paciência.» Pedir desculpa a alguém não sig­nifica estarmos a admitir que temos culpa. Com isso limitamo-nos a acei­tar a raiva da outra pessoa, desar­mando-a de argumentos. Depois, ao agirmos, concentrando-nos no que se pode fazer e não no que não foi feito, remedeia-se um erro antes que ele assuma maiores proporções.
Saídas airosas.
Um conhecido meu foi um dia jantar com a mu­lher a casa, dos pais dela. «Quando estávamos à mesa», contou-me ele, «comentei que as obras na via rápi­da estavam outra vez paradas. Que disparate! O meu sogro respondeu logo que ainda bem, «Essa via rápida nunca devia ter sido construída! Está a destruir um importante vale histórico!» Pois é, mas eu gasto todos os dias mais de uma hora a chegar ao emprego. Disse-lhe que conside­rava a auto-estrada um mal neces­sário porque há quatro vezes mais carros do que havia há dez anos no mesmo número de estradas.
O pai da minha mulher resmungou que era típico da minha geração egoísta pensar mais no tempo que se gasta na estrada para ir trabalhar do que num local com valor arqueológi­co. Perdi a paciência e ripostei: «Não se pode deter o progresso.» Pronto, foi a gota de água. O meu sogro levantou-se e saiu da sala, afirman­do: «Não sou obrigado a ficar aqui a ouvir coisas dessas à minha própria mesa.» Lamento não ter evitado tal situação. Se tivesse percebido me­lhor o quanto ele era sensível à ques­tão, podia ter evitado tão infeliz desaire com um simples «Estamos de acordo em que discordamos», mu­dando educadamente de conversa.»
Em quase todas as desavenças, ca­da lado tem razões legítimas, pelo que ficar cada um na sua é uma das várias saídas airosas de uma discus­são estéril. Se é óbvio que não conseguimos mudar a opinião da ou­tra pessoa e que ela não conseguirá mudar a nossa, fiquemo-nos por aí. Antes que haja danos irreparáveis, lembre-se do provérbio russo: «Uma palavra proferida voa; não se conse­gue apanhá-la.»
Uma maneira eficaz de evitar os impasses é dizer «Temos ambos ra­zão!» e passar a um tema mais segu­ro. Por exemplo, você e o seu côn­juge não estão de acordo quanto à forma de disciplinar o vosso filho adolescente, e, aos poucos, a conver­sa transforma-se em discussão. Lá por não concordarem um com o ou­tro, não significa que sejam inimigos. Dizer «Calma aí, ambos quere­mos a mesma coisa» pode acabar com a animosidade e levar-vos de novo a um esforço conjunto.
Ou pode fazer uma saída airosa antes mesmo de entrar na discussão. Estava a falar com vários colegas meus e a conversa virou-se para a eleição do primeiro-ministro. A campanha fora re­nhida, com cada um dos partidos a acusar o outro de actos de corrupção. Os meus companheiros esta­vam em lados opostos da barreira política e a discussão acalorou-se. Um deles virou-se para mim e per­guntou: «Quem é que achas que de­ve ser eleito?» Eu não estava para envolver-me em tão inútil debate e, levantando os braços, respondi com um sorriso: «Não me metam nisso.» Qualquer que seja a situação, as discussões são uma perda ou, quan­to muito, uma má utilização do tempo. Ao evitar-se discussões in­frutíferas, toda a gente ganha.
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Como acabar com os nervos

Nervos que nos apoquentam
A ansiedade social é, por si só, o problema psicológico mais comum. Numa festa com desconhecidos, por exemplo, três quartos dos adultos sentem an­siedade. Como podemos evitar sentirmo­-nos nervosos quando estamos com outras pessoas? Preparando-nos. É fundamental prepararmo-nos para qualquer situação em que tenhamos de comunicar. Imagine que o convi­davam para um grande jantar de gala dentro de 15 dias. Sabe que entre os convidados estará um político. Leia jornais e revistas; oiça os noticiários em busca de temas de conversa de âmbito político. Depois, no decorrer do jantar, faça de conta que está a entrevistá-lo. Pense em perguntas cujas respostas não possam ser mera­ mente sim ou não. «Em sua opinião, quem ... » «O que pensa de ... » Man­tenha o ritmo da conversa.
Quer se trate de fazer um discurso, de pedir aumento ao patrão ou de participar de um importante aconte­cimento social, prepare-se com antecedência. Os discursos mais elegan­tes, fluentes e espontâneos são resul­tado de muitas horas de trabalho. Os ditos memoráveis e as frases bombás­ticas que ficam na História não pro­vêm de inspirações de último mi­nuto.
Se está prestes a fazer qualquer tipo de exposição, comece a prepa­rar-se com a maior antecedência pos­sível. Uma boa escrita, é uma espécie de luta com o pensamento. Comece cedo o combate. Dois dias antes da exposição normalmente não chegam para entrar no ringue e sair de lá com uma ideia vitoriosa.
Para comunicar ponha as ideias em ordem; dê-lhes um objectivo; use-as para persuadir, informar, revelar, seduzir. Prepare-se a si próprio tão bem como ao material, prestando especial atenção à voz. Um tom esganiçado ou fanhoso provoca no seu ouvinte a mesma sensação do giz a arranhar o quadro. Imprimindo energia e resso­nância à sua voz, conseguirá um efeito positivo. Se a sua voz denun­ciar timidez ou se tremer com o ner­vosismo, você vai ser o primeiro a senti-lo; claro que também a audiên­cia se apercebe e, lá da sua tribuna, você detectará o embaraço no olhar daquela gente. Se a sua voz for enér­gica e calorosa, os ouvintes dirão: «Ahhhh, continue.» E, lá do seu lu­gar, você será a primeira testemunha da aprovação do público.
Tal como a voz, a maneira como se apresenta é também um instru­mento de comunicação. Por exem­plo, se estiver animado, terá mais probabilidades de ver uma audiência animada. Você transmite-lhe a men­sagem: estou contente de aqui estar; estou contente que aqui estejam. A maneira como se apresenta pode, com efeito, constituir uma po­derosa arma para desviar a hostili­dade - de uma audiência, de um entrevistador, de um patrão. Uma aparência benevolente diz compreendo e transmite boa vontade e expectativas positivas. E resulta sem­pre!
No entanto, nunca parta do prin­cípio de que uma audiência, um en­trevistador ou o seu patrão irão mostrar-se receptivos. Esteja sempre preparado para um interrogatório. Pense de antemão nas 10 perguntas mais difíceis que lhe poderão fazer e prepare as respostas. E lembre-se: quando lhe fizerem uma pergunta hostil, nunca mostre agressividade para com quem o está a interrogar. Se o fizer, sairá derrotado.
Enquanto o interlocutor hostil es­tiver a falar, prepare a sua réplica. Adopte imediatamente uma linha de acção positiva e seja breve nas res­postas. No instante em que o entre­vistador terminar a pergunta, co­mece a responder: primeiro ponto, segundo ponto, terceiro ponto ... e por fim a conclusão.
A sua maneira de ouvir fala igual­ mente por si. Mostre interesse, diri­gindo o olhar para a pessoa que está a falar. Se esta estiver sentada ao seu lado, vire-se ligeiramente na cadeira de modo a ficar voltado para ela. Faça uma expressão de aprovação. Esta significa «Concordo consigo» ou «Interessa-me muito o que está a di­zer».
A partir do momento em que se preparou para uma situação, já está a meio caminho de superar o nervo­sismo. A outra metade consiste em controlá-lo física e mentalmente: adoptar uma atitude que lhe incul­que confiança e o controle de si pró­prio e da audiência. Para evitar o nervosismo, também pode ajustar a sua atitude. Aquilo que você diz para si mesmo é trans­mitido à audiência. Se disser para consigo que está com medo, será essa a mensagem que os seus ouvintes re­ceberão. Por isso, pense na atitude que deseja comunicar. O ajusta­mento da atitude é a sua couraça contra o nervosismo. Se acalentar apenas pensamentos positivos, irra­diará estas vibrações: alegria e à­ vontade, entusiasmo, sinceridade, solicitude e autoridade.
Você tem dentro de si a capaci­dade de se tornar um comunicador convincente, persuasivo e confiante. Com estas técnicas, ficará apto a pe­dir aumento, a vender um determi­nado produto, a enfrentar e resolver uma crise familiar, a sentir-se à von­tade em situações sociais e profissio­nais. Aprenda a dominar estes sim­ples princípios aqui expostos e vai ver que nunca mais lhe darão os nervos.
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Saiba como ajudar as suas crianças a fazer amigos

Como encorajar as crianças a fazer amigos
Para muitos de nós, as amizades que nos são mais queridas e as mais duradouras da vida são forjadas na infância. Lembra-se do miúdo seu vizinho que o ensinou a trepar às ár­vores? E a amiga que a ajudou a es­colher a roupa para o primeiro en­contro? A maioria das crianças des­cobrem um companheiro para as aju­dar a descobrir o que é a vida e para partilhar com elas a alegria e a dor de crescerem.
Dando-nos a sensação de que per­tencemos a algo e que temos alguém, nosso igual, ao nosso lado, os ami­gos são uma ponte entre a família e o mundo exterior. As amizades da infância servem de prática para todas as outras relações íntimas mais tarde na vida.
Algumas crianças têm problemas em fazer amigos, mas, com uma orientação apropriada e ajuda, isso pode modificar-se. Apesar de não poder controlar o curso da vida social do seu filho, há formas de o encorajar e de o ajudar, a ele ou a ela, a fazerem amigos:
1.Envolva-se.
Um erro muito co­mum que os pais cometem é pensarem que os filhos encontrarão os amigos sozinhos. As amizades não podem crescer, a não ser que uma criança possa estar com os amigos com re­gularidade. As circunstâncias podem exigir que os pais se tornem nos me­dianeiros.
2. Fortaleça a autoconfiança do seu filho através de coisas realizáveis.
Uma vez a minha mãe disse-me: «Se não souberes nadar, ninguém te convidará para ires à piscina. Se não sou­beres dançar, não te convidarão para o baile.» A mãe tinha razão: depois de ter aprendido a nadar e a dançar a valsa, consegui ambos os convi­tes para a piscina e para o baile. Quando as crianças são boas em qualquer coisa, isso fortalece-lhes a confiança em si próprias e mostra­-lhes uma forma de conhecerem ou­tras.
A amizade baseia-se em in­teresses comuns. Se o seu filho não tiver muitos amigos, arranje-lhe um interesse no qual uma amizade possa criar alicerces. Os pais podem ajudar uma crian­ça a descobrir uma actividade se a expuserem a várias oportunidades. Uma inclinação para o futebol ou para o teatro poderão nunca vir a ser descobertas, a menos que a crian­ça tenha a oportunidade de as expe­rimentar.
3. Dê-lhes campo para tomar deci­sões.
As crianças precisam de alguma orientação, mas, simultaneamente, também têm que tomar algumas das suas decisões. Por exemplo, os pais preocupam-se muito com a maneira de vestir e com os penteados dos fi­lhos, mas é melhor deixar as crianças faze­rem as suas experiências, dentro de certos limites.
Uma das maneiras de os adolescentes ganharem segu­rança é fazerem parte de um grupo, e uma das maneiras de os grupos se formarem baseia-se na sua aparên­cia. Outra área em que o seu filho pre­cisa de alguma autonomia para to­mar as suas decisões é ao escolher os amigos. Os pais querem que os fi­lhos façam amigos, mas não as ami­zades erradas. Mas, a não ser que haja algum perigo em questão o melhor é deixar as crianças descobrirem por elas mes­ mas quais são as amizades que re­sultam e as que não resultam.
4. Respeite as diferenças.
É impor­tante reconhecer que as necessida­des de sociabilidade são diferentes de criança para criança. Por exem­plo, nem todas as crianças precisam de ter muitos amigos. Quantidade não é qualidade. Pa­ra algumas crianças, um ou dois ami­gos pode ser o suficiente.
5. Sirva de exemplo.
Os pais que se lembram dos aniversários e pla­neiam encontros com amigos estão a dizer aos filhos que as amizades são importantes. Uma criança adopta a forma como os pais agem com os seus próprios amigos. Em muitas famílias, as lições de como saber ouvir os outros e preo­cupar-se com eles são passadas de geração em geração. Há poucas dádivas maiores que a amizade. E, com amor, paciência e um pouco de orientação, podemos ajudar os nossos filhos a alcançar es­te tesouro.
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Saiba como defender-se de comentários agressivos e injustos

Frases que magoam: aprenda a defender-se
«És uma desgraça!»
«Ena, que vestido tão giro. Só foi pena não terem o teu tamanho.»
«Ouvi dizer que a tua filha arranjou finalmente emprego. Foi o pai que meteu uma cunha?»
«Por que perdes tempo a estudar piano? Nunca hás-de tocar como a tua mãe.»
«Estás com óptimo aspecto! Fizeste alguma operação plástica?»
Todos os dias somos atacados por comentários mesquinhos como estes, e a maior parte das vezes não estamos preparados para eles. E podemos ouvi-los em qualquer lugar: na estrada, em horas de ponta, quando as pessoas revelam as suas piores facetas, nas bichas, quando a paciência começa a esgotar-se, no trabalho e à mesa do jantar, nas situações em que as pessoas estão mais à vontade para serem rudes.
Há tantos tipos de observações antipáticas que se torna impossível catalogá-las a todas. Desde as críticas mordazes mais vulgares do dia-a-dia («Parabéns! Finalmente conseguiste!») até aos comentários que magoam tanto que nos deixam atordoados: «Como é que consegues ter um peito tão pequeno?» ou «Ah! Vejo que estás a fazer aquilo que melhor sabes - comer!». Depois há comentários tão insensíveis que são quase inacreditáveis. Por exemplo, quando um homem conseguiu arranjar coragem para dizer à mãe que a mulher o tinha deixado e a mãe ripostou: «Não sei como é que ela aguentou tanto tempo!»
Espera-se que as famílias sejam uma espécie de porto de abrigo do mundo que nos rodeia. Mas, de facto, os nossos parentes mais próximos são capazes de dizer coisas que nunca diriam fora do círculo familiar, com a desculpa: «Só te digo isto porque sou teu amigo.»
Por exemplo, o caso de uma mulher que se lembra de estar uma vez em frente ao espelho da casa de banho, quando tinha 12 anos, e de a mãe lhe ter dito: «Não te preocupes, filha. Se o teu nariz crescer mais, podemos fazer uma operação plástica.» Até então, nunca lhe passara pela cabeça que o seu nariz não fosse perfeito. Para muitas pessoas o comentário mais agressivo é o que é intencionalmente cruel e destrutivo, a observação sarcástica disfarçada, mais conhecida por «crítica construtiva» (que é tudo menos isso). Podemos reconhecer os especialistas deste tipo de crítica pela maneira como puxam a conversa. Utilizam normalmente expressões como «Espero que não te ofendas com a minha sinceridade» ou «Digo-te isto para o teu bem». Nesses casos, espera-se que admiremos a crítica pela sua franqueza e que apreciemos a preocupação demonstrada, enquanto tentamos recuperar da dor profunda que nos infligiram.
É muito fácil, ao defendermo­nos de insultos, ficarmos presos num ciclo vicioso de ataque e contra-ataque. Felizmente, há maneiras de virar o feitiço contra o feiticeiro e de preservar a nossa auto-estima. Da próxima vez que for vítima de observações malévolas, tente utilizar uma das seguintes estratégias:
1. Veja o que está por detrás do insulto.
Quem faz este tipo de críticas são normalmente pessoas que precisam de descarregar a sua amargura. Se não conseguir perceber o que está realmente a perturbar o crítico, pergunte-lhe, e lembre-se de que nem todas as críticas o têm realmente a si como alvo. Por isso, mantenha uma certa distância e veja qual é o verdadeiro motivo. A empregada do café não está a ser indelicada consigo só para o arreliar: provavelmente, na noite anterior, o namorado disse-lhe que já não gostava dela. O condutor que se enfia à sua frente não o faz propositadamente: tem pressa de chegar a casa, porque tem um filho doente. Deixe-o passar à frente, ajude-o a chegar a casa. Quando damos aos outros o benefício da dúvida, sentimo-nos mais calmos por o termos feito.
2. Analise a observação.
Divida um ataque nas diferentes partes que o constituem e responda apenas àquilo que ficou subentendido sem se armar em vítima. Por exemplo, a alguém que nos diz: «Se gostasses de mim, emagrecias», podemos responder: «Há quanto tempo pensas que não gosto de ti?» O segredo reside em analisar aquilo que foi dito e o que ficou por dizer antes de se deixar envolver emocionalmente. Se puder, não enfie a carapuça.
3. Enfrente o crítico.
Não é fácil fazer frente a insultos. Um truque a utilizar é ser directo, para, desse modo, neutralizar o comentário negativo com réplicas do tipo: «Há algum motivo para me quereres magoar?» ou «Tens consciência do que as outras pessoas podem pensar desse comentário?». Ou então pedir à pessoa que explique aquilo que disse: «Quero ter a certeza de que percebi bem o que disseste.» Quando os críticos compreendem que estamos a perceber onde é que eles querem chegar, deixam-nos em paz. Nada envergonha mais o maldizente que ser apanhado em flagrante.
4. Utilize o sentido de humor.
Uma vez, alguém disse a uma amiga minha: «Com que então uma saia nova! Parece mais tecido de forrar sofás.» A minha amiga respondeu: «Vá lá, vem sentar-te no meu colo.» Uma outra mulher contou-me a história da mãe dela, que dedicara toda a sua vida a manter sempre a casa imaculadamente limpa. Um dia, descobriu uma teia de aranha na cozinha da filha e perguntou: «Que é aquilo?» A filha troçou, dizendo: «E um projecto científico.» Brincar com as coisas é uma das melhores armas para fazer frente aos insultos. Uma resposta pronta desarma qualquer um.
5. Invente sinais.
Uma outra mulher contou-me o hábito que o marido tinha de a criticar apenas em público. Decidiu então andar sempre com uma pequena toa­ lha atrás, e quando ele dizia qual­ quer coisa que a magoava, punha­a na cabeça. O marido ficava tão embaraçado que deixou de fazer esse tipo de comentários. Outra família arranjou uma frase que tinha a mesma intenção. Certa vez, depois de um jantar de do­ mingo, um convidado fez o seguinte comentário: «Estava tudo uma maravilha! O frango hoje em dia, sai muito barato, não é verdade?» Agora, quando algum deles faz uma observação maldosa, há sempre um que diz: «O frango sai barato, não é verdade?» - e desatam a rir.
6. Afecte indiferença.
Devolva­lhes a música que lhe derem. Se a sua mulher comentar: «Querido, engordaste cerca de dez quilos, não foi?», responda-lhe: «Na verdade, foram quase doze.» E se ela insistir: «E não vais fazer nada?», diga, por exemplo: «Provavelmente não. Acho que vou ficar gordo por uns tempos.» Uma crítica só tem importância se lhe dermos importância. Se respondermos de forma indiferente, neutralizamo-la.
7. Ignore o insulto.
Analise o comentário, compreenda que não tem nada a ver consigo e não lhe dê importância. A capacidade de perdoar é uma das técnicas de sobrevivência mais importantes que podemos cultivar. Se não estiver preparado para agir deste modo, faça com que o seu interlocutor perceba que registou a observação, mas que não lhe vai responder. Da próxima vez que alguém o agredir, sacuda uma migalha imaginária da camisa. Quando a pessoa lhe perguntar o que está a fazer, diga: «Pensei que me tinha caído qualquer coisa em cima, mas devo ter-me enganado.» Quando os outros percebem que os topámos, passam a ser muito mais cuidadosos. Uma outra maneira é fingir-se desinteressado. Pisque os olhos, boceje e olhe para o lado com uma expressão de quem não está para se maçar. As pessoas detestam pensar que estão a ser maçadoras.
8. Utilize a técnica dos dez por cento.
Nunca ninguém será absolutamente capaz de deixar de se sentir atingido por algum comentário corrosivo. Tente aceitar alguns ataques verbais como a libertação normal de todas as frustrações com que somos confrontados. A maioria de nós tenta não magoar os outros, mas por vezes erramos. Por isso, defenda-se quando achar que é ocasião para isso, mas não deixe de ter em conta a solução dos dez por cento. Isto é: Dez por cento das vezes que compramos qualquer coisa, descobrimos depois que poderíamos ter comprado o mesmo artigo mais barato noutro sítio.
Dez por cento das vezes, algo que emprestámos a alguém é-nos devolvido danificado. Dez por cento das vezes, até o nosso melhor amigo pode dizer qual quer coisa impensada e depois arrepender-se. Por outras palavras, tente ser menos susceptível. Quase sempre, é mais fácil partir do princípio de que as pessoas estão a fazer o melhor que podem e que muitas não têm consciência do impacte que o seu comportamento pode ter. É muito mais difícil estar constantemente a defender-se, a tentar ter razão e a controlar-se. Tente perdoar e ganhará com isso muito mais que dez por cento. Buda respondeu uma vez a um homem que o atacara verbalmente: - Meu filho, se alguém recusasse um presente, a quem é que este pertenceria? O homem retorquiu: - A quem o oferecera. Pois bem - respondeu Buda -, não aceito o teu insulto. O Mundo está cheio de gente que pretende fazer-se valer rebaixando o próximo. Essa gente tem os bolsos cheios de comentários desagradáveis e distribui-os indistintamente por quem encontra. Recuse-se a aceitar esse tipo esse tipo de insultos, mesmo quando são proferidos sob a capa enganadora de uma demonstração de amor, pois, se os ignorar, reduzirá a tensão, fortalecerá o seu relacionamento com as pessoas e viverá bastante mais feliz.
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Como ultrapassar o fracasso e obter o sucesso

Não tema o fracasso
E aqui está você: completamen­te atolado numa carreira pro­fissional insípida, a pensar no motivo por que o sucesso está pra­ticamente ao seu alcance, embora não consiga que se torne realida­de. A resposta dada por todos os grandes líderes empresariais é a mesma. O sucesso foge-lhe por en­tre os dedos porque - prepare­ -se! - você ainda não falhou o suficiente.
Muitos especialistas na área da evolução de carreiras profissionais consideram o fracasso como o «óleo de fígado de bacalhau» do suces­so. Não se pretende que a pessoa se agarre a um determinado fracasso, para ser misticamente recom­pensada com um triunfo. Digamos antes que é do conhecimento ge­ral que todos aqueles que se arris­cam a fracassar e tiram lições dos erros cometidos têm mais oportu­nidades de ser bem-sucedidos em tudo o que empreendem.
Se você nunca fracassou em nada, isso talvez se deva ao facto de ter estado sempre em "ponto-morto», acomodado, evitando correr riscos que o obrigassem a um desafio. É claro que sofreu pequenas contra­riedades no amor ou na escola, mas pode dizer-se que nunca fracassou de forma significativa. Não se preo­cupe, toda a gente tem uma oportunidade. Nin­guém está eternamente protegido contra o fracasso.
O fracasso é fácil de reconhe­cer. Implica, normalmente, a per­da de dinheiro, de auto-estima ou de posição social. Na melhor das hipóteses, o fracasso corresponde simplesmente ao facto de não se obter aquilo que se pretende.
Não se pretende com isso dizer que as pessoas racionais devam dese­jar ser atingidas por calamidades. No entanto, uma boa dose de azar é muitas vezes uma forma dolorosa, mas eficaz, de aprender. En­sina-nos algo sobre as nossas ca­pacidades e faz-nos tomar cons­ciência das nossas limitações. Tudo isso desem­penha um papel importante no processo de amadurecimento.
As pessoas que conseguem tirar partido das suas derrotas são as mais procuradas pelos grandes líderes em­presariais, por serem boas lutado­ras. O sucesso contínuo dá origem à arrogância e à displicência. Muitos empresários interessam-se mais pelas pessoas que gostam de ir à luta e que não tenham medo de arriscar.
Isto implica, para essas pessoas, cometer erros hones­tos. As pessoas mal sucedidas, evitam instintivamente os ris­cos, mesmo nos casos em que um jogo inteligente poderia vir a ser compensador. Aprende-se muito mais com os fracassos do que com aquilo que dá certo. O fracasso é meramente o pre­ço que se paga por procurar no­vos desafios.
Se a ideia de cometer erros o faz ficar perplexo, aqui vão algu­mas sugestões úteis:
1. Não utilize a palavra «fracas­so».
Aqueles que têm maior suces­so rara­mente mencionam o termo «fra­casso», palavra «pesada», que su­gere um beco sem saída pessoal. Em meados dos anos 50, Vic­tor Kiam, o dono da Remington, perdeu a oportunidade de adqui­rir os direitos de um produto novo e desconhecido por este ter sido criticado pelos colegas. O produ­to era o velcro. Pois é ...
«Eu podia ter ficado desmorali­zado com esse facto», afirmou Kiam, autor de Live to Win (Viver para vencer), «mas prefiro considerá-lo como mais um acidente de percurso. Além disso, se não tivesse aprendido algo com essa opinião errada, que se deveu a não ter tido confiança em mim próprio, eu nun­ca teria comprado a Remington.»
2. Não leve as coisas demasiado a sério.
O fracasso é uma ati­tude e simultaneamente um resul­tado. Quan­do as coisas lhe correm mal, você intitula-se logo de falhado? As palavras que utiliza para se descrever a si próprio podem tor­nar-se uma realidade poderosa. Se disser muitas vezes que é um vendedor no de­semprego estará não só a rotular­-se de desempregado, o que na nos­sa sociedade é conotado com fra­casso, como também a limitar as suas potencialidades. Será melhor considerar-se um indivíduo com opções. Entre essas opções, poderá incluir a fre­quência de cursos que lhe permi­tam desenvolver novas aptidões, ou mudar corajosamente de carreira profissional.
3. Esteja preparado.
A elabora­ção de um plano de possíveis ca­tástrofes poderá ajudá-lo a tornar­ -se incólume. Pergunte a si mes­mo: qual seria a pior coisa que me poderia acontecer? Imaginar que pode perder o emprego ou o cônjuge po­derá obrigá-lo a pensar claramen­te em alternativas práticas. Será que fez os seguros apropriados e que tem no banco dinheiro suficiente para se poder aguentar num perío­do difícil? Possui capacidades al­ternativas que lhe permitam ganhar dinheiro se o seu patrão o despe­dir? Não se esqueça de que o ideograma chinês que representa a pa­lavra «crise» é constituído pelos ca­racteres que significam «perigo» e «oportunidade».
Aumentar os seus recursos é tam­bém um factor crucial. A respos­ta para o fracasso é ter uma vida equilibrada, centrada na família, ami­gos e hobbies. A sua vida emocional nunca po­derá apoiar-se apenas no trabalho ou num empreendimento. Quando de­positamos demasiada confiança num só objectivo, temos mais probabi­lidades de nos transformarmos num fóssil. Se um executivo desempre­gado responde, quando lhe pergun­tam quais são os seus planos para um novo emprego, que não tem nenhuns, o problema é grave.
4. Aprenda a falhar de maneira inteligente.
Jack Matson, antigo professor da Universidade de Houston, no Texas, elaborou um curso que os alunos intitularam de «Fracasso 101». Matson mandou a turma construir, com pauzinhos de sorvete, maque­tas de produtos que nunca seriam comprados por ninguém. «Eles pro­jectaram banheiras aquecidas para hamsters e papagaios de papel ca­pazes de voar com furacões», afirmou Matson.
As ideias foram bastante ridí­culas, mas depois de os alunos de Matson terem equacionado o fra­casso com a inovação, e não com a derrota, sentiram-se capazes de tentar o que quer que fosse. Uma vez que a maioria deles tinha sofrido, no mínimo, cinco fracassos antes de conseguir encontrar o ramo de negócios que melhor se lhe adaptava, todos aprenderam a não acei­tar o fracasso como algo de defi­nitivo, afirmou Matson.
Os alunos descobriram também que há duas maneiras de fracas­sar. Aquela em que se vão tentan­do várias coisas, umas a seguir às outras, foi considerada por Matson como «a maneira de fracassar es­túpida e lentamente». O processo é tão moroso que o indivíduo se satura e desiste. «A maneira de fra­cassar de forma rápida e inteligen­te» implica lançar várias ideias de uma só vez e preparar-se para a próxima descarga. «O fracasso é uma maneira normal e natural de bali­zar o desconhecido», afirmou Matson. «Por isso, é preferível fazer o maior número de tentativas no mais bre­ve espaço de tempo.»
5. Nunca se dê por vencido.
A empresa de construção civil de Glen Early entrou em crise em 1975. Com apenas 25 anos, Early prefe­riu hipotecar a própria casa a de­clarar falência, continuando a tra­balhar na construção civil e a ten­tar dominar as dificuldades da ad­ministração. Em 1982, sentiu-se com capacidade para pedir mais dinhei­ro emprestado e constituir de novo uma empresa própria, tendo mes­ mo adquirido uma reputação só­ lida junto dos bancos de pessoa capaz de ultrapassar problemas di­fíceis.
Foi expandindo cautelosamente a sua nova empresa de construção civil, frequentou vários cursos de gestão e, em 1988, a revista Inc. incluiu a sua firma na lista das 500 empresas privadas que mais rapi­damente se tinham desenvolvido nos EUA. Early, no entanto, não se mos­trou arrogante. Perseguiram-no as re­cordações de tempos mais difíceis.
«Não posso dar-me ao luxo de ser arrogante com o sucesso que ob­tive», afirmou. «Estou sempre a ten­tar melhorar a minha empresa.» Com este tipo de atitude, tem­perada pelo fracasso, ele acabou por atingir o topo da carreira nos anos seguintes. O mesmo poderá vir a acon­tecer consigo.
Não se esqueça que o maior fracasso é você deixar de tentar.
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Etapas para um futuro com sucesso

As dez principais etapas para o sucesso antes dos 40 anos
Quando se tem menos de quarenta anos de idade o sucesso torna-se na vida torna-se praticamente imperioso. Este artigo pretende ajudá-lo a obter, de uma forma fácil e simples, esse tão ambicionado sucesso. Ao lê-lo a sua vida inteira decerto, ficará mais facilitada. Existe um pressuposto, amplamente difundido, de que o trabalho se torna mais penoso de executar depois de nós completar-mos 40 anos de idade. No entanto, na maioria dos casos, as coisas ficam facilitadas.
As responsabilidades podem ser mais pesadas, mas depois dos 40 nós valemos mais pela nossa experiência, know­how e bom senso do que pela capacidade de trabalhar-mos 18 horas por dia. A maior parte das vantagens do sucesso surge depois dos 40 se nós souber-mos como agir antes dessa data importante.
Experiência:
Quais são as atitudes mais correctas a tomar?
Em primeiro lugar, estude. Saiba tudo o que precisa saber sobre a actividade que você desempenha, antes de completar 40 anos de idade. Assim, adquirirá o domínio sobre a sua actividade na idade adequada, e a partir daí poderá continuar simplesmente a acumular experiência.
Exemplos de sucesso: aos 40 anos, o falecido Charles G. Bluhdorn já tinha elevado a sua empresa, a Gulf & Western lndustries, ao status de império empresarial, com lucros de muitos milhões de dólares por ano. Aos 40, Leonard Bernstein já havia escrito West Side Story e firmado a sua reputação de grande compositor e maestro. Queimar as pestanas é uma boa ideia até aos 20 anos, ou talvez 30, mas ninguém deve ter de perder horas de sono aprendendo uma coisa nova depois dos 40.
Em segundo lugar, desenvolva o seu próprio estilo. Antes dos 40, descubra aquilo que lhe é mais apropriado, seja na maneira de vestir, seja em outros pequenos detalhes. Você pode fazer experiências enquanto tem 20 ou 30 anos, mas o seu estilo deve estar determinado quando você tiver 40. Ninguém parece mais inseguro que um homem ou uma mulher que tente remodelar a sua aparência a meio da carreira profissional. Você gosta de usar suspensórios? Óptimo! Faça deles a sua marca registada. Você gosta de ter um vaso de flores sobre a sua mesa de trabalho? Então coloque nele as mais bonitas que encontrar.
Em terceiro lugar, ponha ordem na sua vida emocional, o mais depressa possível. Ajuda muito, ao galgar os degraus de uma carreira almejando atingir o cume, ser-se feliz na vida, ao invés de andar atolado em perpétuas crises emocionais. Já é bastante difícil uma pessoa ser bem sucedida, sem ter problemas pessoais que minem as suas energias e distraiam as suas atenções. Além disso, a infelicidade é como uma doença: gradualmente ofusca o interesse de todo o resto.
É claro que não se podem evitar as dificuldades e é preciso superá-las. Mas aqueles que não conseguem estabilizar suas vidas pessoais até os 40 são, em geral, menos aptos para o sucesso do que os que o fazem. Portanto, se você for terminar um envolvimento sem futuro, ou se casar, faça-o antes que os problemas se arrastem pela sua vida fora, quando você deveria e gostaria de estar desfrutando as vantagens da sua carreira profissional.
Em quarto lugar, reconheça as suas fraquezas. Aceite o facto de que há coisas que você não faz bem, ou não suporta, ou não quer fazer. Se você não tem jeito para números, mas gosta de trabalho criativo, não se force trabalhando com números porque o salário é melhor, ou porque é isso o que as pessoas esperam de você. Arranje o tipo de emprego que gosta antes de completar os 40 anos, ou então você se arrisca a ser infeliz mais tarde, e provavelmente está destruindo suas melhores hipóteses de ser bem sucedido.
Quinto, conheça os seus pontos fortes. É melhor também que você decida quais são as coisas que faz bem, reconheça as que gosta de fazer e as que faz melhor que ninguém. Mais tarde estas coisas poderão ser-lhe bastante úteis. Qualquer que seja a sua função, saber quem você é, e no que é bom, é um factor crítico e bastante importante para o seu sucesso.
Sexto, comece a juntar dinheiro para poder dizer: «Eu demito-me!» Por exemplo: imagine que, enquanto jovem, alguém lhe diz: «Guarde o primeiro milhão que ganhar e o dinheiro que lhe permitirá dizer que se demite.» É claro que não é fácil guardar e muito menos ganhar um milhão, mas esta ideia tem muita lógica, pois não há nada mais deprimente que a dependência absoluta; saber que não se tem dinheiro que chegue para largar um emprego ou mudar de carreira, saber que estamos como que encurralados.
Economize o bastante para ter uma reserva de segurança. Pode ser que você nunca precise dela, mas às vezes a única resposta adequada a uma situação é mesmo: «Eu demito-me!» E você vai-se odiar, se as circunstâncias não permitirem que você faça isso.
Sétimo, construa o seu círculo de amizades; se você não o tiver feito até aos 40, ou pelo menos seleccionado as pessoas que confiam em você, e vice­versa, isso vai ser um grande problema. Um círculo de amizades não é algo que se arranje do dia para a noite, pois leva décadas a construir. Nos negócios como na política, você precisa de muitas pessoas, espalhadas pelos lugares certos, de quem pode depender porque, elas também podem depender de você.
Oitavo, aprenda a delegar responsabilidades. Muita gente não o faz, ou não consegue fazer isso. Ficam, assim, eternamente condenadas a continuar em cargos subalternos. Delegar é metade do sucesso; aquele que não consegue delegar fica fatalmente em desvantagem. Quando você chegar aos 40, é melhor que seja especialista nisso; isso significa que você sabe escolher as pessoas certas e que confia nelas.
Nono, aprenda a saber quando ficar de boca fechada. Carreiras promissoras são cortadas muitas vezes por palavras impensadas. Fique quieto, com cara de inteligente. As pessoas irão naturalmente supor que você sabe mais do que realmente sabe. Não arranje intrigas entre colegas e não comente, com eles, os seus planos. A reputação de saber guardar segredos ultrapassa em muito a popularidade fácil que você pode ganhar espalhando mexericos ou outras coisas menos positivas. Quanto mais longe você for na sua carreira, mais isto será importante. Nos escalões mais altos, o segredo vale ouro.
Em décimo e último lugar: seja sempre leal. Se, ao atingir os 40 anos, você não tiver firmado a sua reputação como pessoa 100% leal, vai ter problemas pelo resto da sua carreira. A reputação de deslealdade fará com que você não seja bem visto, em qualquer sector dos negócios. Não se abre caminho apunhalando os outros pelas costas, mas, sim, firmando, desde o princípio, uma reputação de inabalável honestidade.
Por último, uma recomendação final: mantenha sempre o seu sentido de humor. Tenha em mente que nada é eterno, nem mesmo o sucesso!
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O estado do tempo

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