A cartomancia e a leitura da sorte

As cartas não mentem
Dizem que as cartas não mentem. Claro que se fala das cartas de baralho. Porém, as suas previsões podem dar certo ou errado. Quando as previsões não se realizam, explica-se que o erro não foi das cartas, mas da sua interpretação. Por outro lado, quando alguma profecia se cumpre, dizem os cépticos que se trata de mera coincidência.
A cartomancia é a arte de adivinhar pela leitura e interpretação das cartas de jogar. Para predizer o futuro (especialmente em relação à sorte e ao destino das pessoas) ou descobrir factos desconhecidos do passado e do presente, a cartomante consulta as cartas que deita na mesa. Para ela, cada carta tem um significado, que só tem valor a partir do momento em que é interpretada em conjunto com as outras.
Cada adivinho tem métodos próprios e pessoais, porque segue um certo dom intuitivo de adivinhação. Mas, de modo geral, os quatro diferentes naipes do baralho significam:
OUROS - infelicidade; pessoas de cabelo louro ou alourado;
PAUS - felicidade; pessoas morenas ou de cabelo castanho-escuro;
ESPADAS - infelicidade; pessoas morenas ou de cabelo castanho-escuro;
COPAS - felicidade, pessoas louras ou alouradas.
A coisa é bastante complicada, pois, além dos diferentes naipes, cada carta pode significar algo. As figuras, por exemplo correspondem, de modo geral, a:
REI - homem casado;
DAMA - mulher;
VALETE - homem jovem, solteiro;
As cartomantes costumam utilizar um baralho de 32 cartas (do Sete ao Ás), em que as figuras só têm uma cabeça. Isso porque, quando as figuras aparecerem invertidas na consulta, terão significados opostos ao que representam na posição normal.
A cartomancia originou-se no antigo Egipto, quando apareceram as primeiras cartas. Depois difundiu-se entre os árabes, os gregos e todos os povos do Oriente Próximo.
Na corte de Luís XIV, rei de França, e durante o império napoleónico, a cartomancia esteve em voga.
Os ciganos e a sorte
No mundo dos ciganos a sorte é levada muito a sério. Na Europa os ciganos chamam a sorte de Bakht, palavra de origem persa. Os sérvios representavam a sorte em duas figuras mitológicas: a Boa Sorte como uma ninfa dos bosques; o Azar ou Má Sorte, como um velho da mata.
A sorte era associada às pessoas, animais ou coisas. É tão concreta para os ciganos, que até pode ser repartida. Por exemplo: um cigano que se julga azarado pode chegar a esta conclusão interesseira: "O jeito é me casar. A sorte que me falta pode ser compensada pela de minha mulher". (Só que, se a mulher também fosse azarada, ele estaria bem arranjado: o seu azar dobraria.)
Outro hábito ligado à invocação da boa sorte é enterrar dinheiro para ele depois se multiplicar. Mas os próprios ciganos consideram essa "magia" uma grande farsa.
A leitura da sorte é uma das actividades tradicionais dos ciganos, em geral desempenhada pelas mulheres idosas. Essa tarefa é reservada tão-somente às mulheres. Segundo os ciganos, os homens não são capazes de prever o destino, não tendo a habilidade de sentir a mão, como dizem enquanto as ciganas sentem a mão do consulente. Não fazem a leitura das linhas e relevo das mãos através do exame minucioso da sua conformação, como se faz em quirologia. A quiromancia das ciganas é mais intuitiva: elas procuram sentir a mão do consulente através do tacto, apertando a mão, tocando-a, procurando senti-la fisicamente.
A análise das mãos para se descobrir a sorte das pessoas já era praticada pelos ocultistas desde a Antiguidade. Os ciganos herdaram alguns desses conhecimentos e praticam até hoje a quiromancia... mas não entre eles. Não porque não acreditem no que fazem. Ao contrário: acreditam tanto, que têm medo de conhecer o próprio destino...
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1 comentário:

  1. Boa postagem e as ilustrações também sao ótimas. Parabéns.

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